Para que serve esse espaço?

cropped-cropped-11238973_892893264101482_5389570438403214492_o2.jpgONG Temos que falar sobre isso: Acolhimento Livre de Julgamento

Mulheres · Mães ·Meninas

Autonomia · Cuidado · Direito · Escuta

TEMOS QUE FALAR SOBRE ISSO é uma ONG e plataforma de relatos ANÔNIMOS para dar voz a mulheres e mães que passaram pelas mais diversas situações: depressão pós-parto, transtornos ligados à saúde mental na maternidade e no período perinatal (desde a concepção até o primeiro ano do bebê), dificuldades durante a gravidez, sofrimento psíquico intenso, violência e abuso, desigualdade de gênero, problemas com amamentação, perda gestacional e neonatal, partos traumáticos, prematuridade extrema, gravidez de alto risco, processo de adoção, violência obstétrica e pediátrica, luto, entre outros.

Desabafos de mulheres que, desamparadas, não encontram ajuda ou apoio para falar sobre isso.

Mães com dificuldades em contar suas histórias por medo de serem consideradas incapazes de cuidar de seus próprios filhos, por vergonha, por insegurança, por se sentirem sozinhas ou qualquer razão seja, têm um espaço de acolhida e suas vozes serão ouvidas.

Aqui podem falar como se sentem e compartilhar com outras mulheres, em situações semelhantes e de forma segura, seus sentimentos e angústias sem serem julgadas.

Os objetivos são:

Dar voz às mulheres para contarem suas experiências livres de julgamento, proporcionando-lhes uma rede de suporte social que visa o empoderamento feminino e a transformação social;

Promover escuta ativa, acolhimento e apoio para o cuidado integral da mulher, família e entorno no período gravídico-puerperal;

Criar um grupo de apoio onde as mulheres ao darem seus depoimentos, vejam que suas angústias são mais comuns do que elas imaginam, e, assim, consigam ter um certo alívio constatando que estes não são problemas exclusivos seus;

Ajudar essas mães a encontrarem forças e conforto nelas mesmas e em outras mães, para seguir adiante e ultrapassar esses obstáculos tão delicados nesses períodos tão sensíveis;

Guiar à que possam encontrar ajuda em programas sociais, profissionais da saúde mental, médicos, psicólogos, doulas, enfermeiros e grupos de apoio local;

Criar uma lista de grupos de apoio virtuais e presenciais gratuitos no Brasil e no mundo;

Fornecer informação escrita por nossos Colaboradores – profissionais sensíveis aos temas que abordamos e também através de artigos científicos;

Formar, sensibilizar e conscientizar sobre gênero e identidades femininas, legitimando e ressignificando os processos naturais de transformação nos seus períodos mais intensos.

Vamos começar já pois TEMOS QUE FALAR SOBRE ISSO!



A maioria das fotos utilizadas neste blog são bancos de imagens gratuitas. Se existe alguma foto ou ilustração de sua autoria neste blog e deseja que seja removida, favor enviar um email para contato@temosquefalarsobreisso.com.br que prontamente será retirada do ar ou colocado os devidos créditos. Muito obrigada.

72 comentários Adicione o seu

  1. Maysa disse:

    Me tornei um mostro em forma de mãe. Estou estragando a melhor época da vida minha filha. Bato, grito, ameaço , ela esta sendo uma.criança triste e insegura. Exigo muito dela , sou intolerante ao erros dela. Todos os.dias de manhã prometo pra mim.mesmo que vai ser um dia diferente, que nao vou brigar com ela mas, na primeira correção já transformei no mostro novamente. Acho que ela viverá melhor sem mim. Penso até em deixar esse mundo, não posso tortura-la assim. Preciso de ajuda pra.expulsar esse mostro de dentro de mim.

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    1. Ana disse:

      Por favor, CONTE O QUE ESTÁ ACONTECENDO em algum lugar. Pode ser no posto de saúde, ou para o pediatra dela. FALE na escola ou numa igrejas, ou delegacia, centro de assistência social. Não adianta prometer toda a manhã, você está protegida pelo sigilo, por isso não consegue tirar isso de dentro de você. No exato dia em que contar e quebrar o sigilo o monstro vai embora.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Tristeza disse:

    Pra mim está sendo tudo muito difícil pq sempre achei que minha mãe iria me apoiar no puerpério e no entanto ela só sabe falar “brincando” que eu souu louca. Meu relacionamento com meu parceiro está péssimo, impossível de se aguentar. Não consegui amamentar exclusivamente no peito e isso me frusta e me faz chorar. Minha BB tem 5 meses e sempre acho que poderia ser uma mãe melhor para minha filha. Choro quase todos os dias. Como saber se os nossos bebés gostam da gente?

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  3. Camila disse:

    Aki vai o desabafoe a dor de uma mãe por não amamentar exclusivamente seu bebê.
    Minha filha Rafaela, hj completando 2 meses nunca teve o privilegio de ser amamentada exclusivamente por mim e nesses 2 meses ainda choro inconformada sem saber onde esta o erro: se foi a maternidade q me dispensou sem ao menos me instruir a amamentar, se fui eu q no momento da descida do leite nao soube como agir, se na verdade eu geneticamente nao tenho mto leite ou se corri atras do prejuizo tarde demais…
    Vou contar a minha historia… Minha primeira gravidez, todas as duvidas possiveis e minha G.O tao seca e insensivel… minhas consultas nao demorava mais q 10min e as minhas perguntas saiam do consultorio junto comigo entaladas por nao terem tempo de sair… Ultimo ultrassom (37semanas) e Rafaela continuava sentada sem chances de mudar de posição e ja estava formadinha, prontinha pra nascer e minha placenta desde o inicio da gestação sempre em alerta por ter pouco liquido…
    39 semanas e 2 dias e voltei ao retorno medico ciente q faria a cesarea nakela msma semana e pra surpresa a carrasca da medica agendou somente para 40 semanas pois era qndo ela tinha horario disponivel na sua agenda (sendo q eu nao fazia questão nenhuma q ela fizesse meu parto mas ela nao podia perder a chance de ganhar mais dinheiro as minhas custas)
    No msmo dia a noite tive contrações e fui para a maternidade, chegando la ja estava em trabalho de parto, com a placenta sem liquido nenhum entao fizeram uma cesarea de emergencia… Rafaela nasceu de madrugada , as 3:14 da manha pra ser mais exata e desde esse momento começou minha luta pra amamentar… Na recuperação esqueceram de me sedar pra descansar e o sedativo foi aplicado no momento q estava indo pro quarto… Meu marido do meu lado e eu variando de sono com a bebê no colo e duas enfermeiras, uma em cada seio me amassando, isso msmo amassando, ate eu sangrar de dor… Nakele dia percebi q nao tinha bico mas Rafaela sabia mamar, sugava com toda sua força mas nda saía… Ate q dei um basta nas amassadas pois a menina ja estava mamando sangue em vez de colostro…
    No outro dia as 12hs tive alta e fui pra casa com mta mas mta dor no corte pois nao me aplicaram medicação, tomei apenas 8 litros de soro q só serviram pra me deixar mais inchada do q estava…
    Primeira coisa ao chegar em casa foi comprar a formula pois a menina ja chorava de fome e o peito ainda rachado e sangrando e eu sem coragem de oferecê-lo a ela… Passaram 3 dias e no banho percebi meus seios duros, com caroços e latejando, pensei é o leite q desceu, mas a menina ja estava acostumada com a mamadeira e nao keria nem saber de peito… Com 10 dias inconformada por ela desprezar o peito, fui ao banco de leite e la me ensinaram a relactação onde utilizava a sonda pra ensiná-la a mamar no peito novamente… Ela mamava a mamadeira toda no meu peito e no intervalo eu tentava ordenhar pra ajudar na produção do leite e no fim ela ja estava mamando em mim mas sempre completando com a mamadeira pq o leite ainda era pouco… Procurei outro G.O e me indicou o plasil para o aumento da produção do leite, tomei 2 caixas e a unica coisa q aconteceu foi meus peitos estralarem de dor e o leite continuava na msma… Hj estou desistindo, pq ja lutei de todas as formas e estou tentando me conformar por nao ter leite para oferecer a minha filha e saber q ela esta com anemia por nao tomar leite materno me faz chorar todos os dias.. Ja nao sei oq fazer mais, mas ainda tenho esperança de uma luz no fim do tunel, pq sou mãe e mãe nao desiste…😢

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  4. Karla disse:

    Estou vivendo imersa em um inferno que aparentemente só piora e eu já não sei o que fazer. Não existe alguém com quem eu possa me abrir, e às vezes converso comigo mesmo, com o céu, para não ficar louca.
    Sou casada a quase 7 anos, me anulei completamente para estar aqui e ter uma família, e hoje colho os frutos dessa anulação. Inexisto, vivo para os outros.
    Quando me casei, tinha acabado de largar a faculdade, não estava conseguindo pagar, e meu pai me largou na mão, mesmo tendo como o fazer.
    Desisti!
    Nessa época, eu namorava meu marido, porém nessa fase, já não era completamente apaixonada por ele, mas depois de passar a vida inteira vendo o tratamento abusivo que minha mãe recebeu, eu achei que deveria ser grata e ficava com dó de acabar com tudo, já que ele gostava tanto de mim.
    Ele propôs casamento, eu louca p sair de casa, aceitei. Nos casamos em março de 2010, ele com um filho pequeno de outro casamento, e eu completamente crua. Nunca nos demos bem ( eu e a criança, apesar de tentar), pq aquela não era a minha vibe. Eu queria ser livre, viver, ser feliz e dona de mim finalmente, já que sempre fui abafada dentro da casa dos meus pais, já que “prendam suas cabritas, pq meu bode está solto” era lema.
    Não queria ter obrigação com uma criança antes do tempo. Quis me separar na época que entendi isso, porém nosso casamento dava certo, era a única oportunidade que eu via de realmente ser feliz.
    Consegui um bom emprego e ao invés de retomar a faculdade, fui cuidar da nossa vida, das nossas coisas. Montar casa fofa e tal. E assim o fiz.
    Com dois anos e 4 meses de casada, engravidei da minha primeira filha. Nessa época, meu marido começou um novo projeto em outro estado. Assim que ele foi tocar as coisas, descobri uma traição. Ainda não sabia que estava grávida. Porém se não tivesse engravidado naquela época, tenho certeza que mais cedo ou mais tarde, teria me separado, pq depois que descobri a gravidez não procurei por mais nada para me poupar.
    Fiquei a gravidez toda sozinha, com visitas esporádicas dele. Me virei em tudo sozinha, montei enxoval, quarto, paguei parto, pré-natal. Tudo sozinha. Foi difícil, porém eu me sentia muito bem, e foi uma experiência boa, pq ali eu vi que não dependia de ninguém para poder sobreviver, muito pelo contrário, eu me virava até melhor que com alguém me ajudando.
    Minha filha nasceu, uma semana antes, ele voltou com um projeto falido, uma mão na frente e outra atrás.
    Começou meu calvário.
    Tive que segurar as pontas psicologicamente pq ele não estava bem já que havia falido e financeiramente. Morria de medo de entrar em depressão pôs parto por estar naquela pressão. Graças a Deus, consegui passar por tudo.
    As coisas foram se ajeitando, ele tb.
    Decidi sair do emprego, pq eu queria ser mãezona, aquela bem foda mesmo.
    Doce ilusão!
    Me cobrei tanto e quebrei a cara, pq essa cobrança nos deixa exauridas.
    Decidi que iria conciliar ser uma boa mãe, presente, porem queria me cuidar tb, pq eu havia me esquecido, me apagado. Estava gorda, mal vestida, unhas sempre por fazer, cabelo p cima e sem perspectiva.
    Tentei começar a empreender em casa, porem como abraçar o mundo com as mãos? Era a filha, cobrança da casa sempre arrumada, o negócio, o marido e se desse tempo, eu. Estava infeliz já nessa altura, me sentia incapaz!
    Nesse ponto, as coisas pro meu marido estavam indo de vento em polpa. Hoje ele está muitíssimo bem financeiramente.
    As coisas para mim foram cada uma começando a não dar certo. Coloquei a criança na escola, p poder tentar conseguir dar conta das minhas responsabilidades.
    Obviamente não deu certo. Quando vc tem muitas coisas para fazer, não consegue fazer nenhuma com excelência.
    Tomei na cara mais uma vez. Fui ficando a mercê e cansada pisicologicamente. Nesse ponto, pelo sucesso financeiro que meu marido estava tendo, ele começou a se afastar, e ele que sempre foi paupérrimo, quis e continua querendo aproveitar a vida como nunca o fez. Só que isso não nos inclui ( eu e nossa filha).
    Eu fico em casa tomando conta da filha, nunca saí sem ela. Segurando as pontas da rotina dela. Enquanto eu não consigo contar nos dedos mais quantas vezes ele viajou sozinho, saiu sozinho e chegou amanhecendo, e até mesmo viagens pro exterior a passeio ele fez, enquanto eu fiquei aqui tomando conta da filha.
    “Vc precisa entender que minha vida não pode parar pq vc não pode me acompanhar!” Ele diz. E eu até entendo. Ninguém é de ninguém, realmente. Porém se temos direitos iguais, nada mais justo que eu fizesse o mesmo. Ele diz que não se importa, mas eu tendo a acreditar que ele fala isso por causa do freio que me breca, que é a nossa filha. Jamais aceitaria! E o quão cômodo isso é, já que eu não tenho condições financeiras de o fazer.
    Hoje, eu aguento viver por causa da minha filha. Depois de tudo que eu já aguentei da parte dele, das frustrações das coisas que eu não consegui realizar, por enxergar hoje que eu me atropelei, que eu mesmo me sentindo tão inteligente, não fiz nada da vida. Me sinto aprisionada. Já pensei em me matar. Em um dia de extremo desespero, fui até a janela e pensei em me jogar. Sentei no sofá e fiquei assustada. Não conto com ninguém para ajudar com minha filha, então se eu me matar, sei que a vida dela tb acabará.
    O drama psicológico que estou vivendo é enlouquecedor, e eu não sei o que fazer para sair desse ciclo vicioso. Nem mesmo com meu marido eu posso me abrir, pq não sinto confiança que ele me apoiará, que me ajudará, mesmo eu já dando indícios de que não estou bem, pq ele está em ascensão, não quer ter problemas nesse momento.
    Quando eu joguei a toalha e dei fim aos meus empreendimentos que já não davam lucro algum em meados do ano passado, descobri que eu estava grávida novamente. Um deslize, uma ovulação tardia, e uma concepção mesmo com remédio de emergência.
    Me senti devastada, mas tenho que me mostrar feliz para os outros.
    Segundo minha mãe, eu jamais posso falar ou pensar sobre infelicidade, pq a criança vai sentir. Ela que acredita em vibrações positivas do universo, acredita que desabafos são perigosos, pq se vc rodeia aquele problema, vc da ênfase a ele e ele continua te circulando. Então eu tento conversar com ela, e ela vai me podando até eu desistir de falar.
    Penso em me separar, e me arrependo amargamente de não tê-lo feito quando não tinha filhos, um emprego e conseguia me sustentar. Penso que meu presente seria completamente diferente, mas aquela culpa que eu descrevi no início do texto toma conta ainda, até pq meu marido mesmo diz sobre o quão boa é a nossa vida, o quão bom marido e pai ele é. Será que eu estou sendo injusta? Eu me pergunto. Será que eu quero demais? Que sou infeliz pq não me satisfaço com nada?
    Me sinto num turbilhão, infeliz e confusa. Será que minha vida é boa e eu não sei aproveitar?
    Sei que hoje eu não gosto do que sou, não gosto de estar grávida, me desespero só de pensar quando essa criança nascer. Se com um já é dificil, imagina com dois. Estou de 5 meses, não comprei uma agulha pro bebê, e nem tenho vontade.
    Queria uma solução e martelo a cabeça todos os dias em busca. Não quero ser forçada a ser dona de casa, que mantém a casa sempre perfeita como o marido quer, escravizada, submissa, cuidadora de crianças, aceitando tudo, pq não tenho outra alternativa.
    Eu tento encontrar uma alternativa que encaixe todas as minhas abrigações, pesquiso sobre e não consigo encontrar nada.
    Comecei a fazer bolos e salgados para uma pessoa vender na rua p mim, mas por causa da gravidez que me limitou muito no começo e ainda limita pq minha pressão vive no dedão do pé, e pq meu marido exigiu que eu parasse, eu desisti novamente.
    Eu não tenho forças para acreditar mais em mim, nem mesmo para argumentar.
    Estou morta por dentro.

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