Eu desejava a maternidade como se anseia uma transformação profunda

Desabafo Anônimo: A maternidade seria o último estágio da dominação do macho sobre a mulher? Absurdo! Radicalismo feminista! Coisa de mal amada, sapatão ou comunista, ou tudo isso no liquidificador, para fazer aquele bolo delícia denominado “Feminazi”. Há que se equilibrar aqui e ali os ingredientes citados certamente, para que o bom senso seja aquela pitada que dá o ponto certo na comida.

O fato real é que eu desejava a maternidade como se anseia uma transformação profunda em minha vida. E foi, está sendo. Mas… E vem mais “mas” , “poréns” , “contudo”, porque eu romantizei a coisa toda e tenho lamentado bastante desde a gravidez. Não se tem mais uma identidade após o advento da maternidade, aliás nem nome se tem mais, você é a “Mãezinha” pra lá e pra cá.

E se fala à mulher mãe como a uma pessoa assexuada, sabe? Oh, que fofura! Não tem mais isso de ser sexy, de sensualizar, tendo em vista que a mãe é comparada a uma santidade, um ser que agora vive a renúncia de si para dar vida a seu filho. E não pensem que não amo a minha filha! Amo indescritivelmente minha cria. É uma parte minha ali, frágil, sob os meus cuidados, uma pessoinha que precisa de mim 24 horas por dia.

O que não me retira a consciência de que a responsabilidade de alimentar, cuidar e entender se volte quase que integralmente para mim. O cara, o macho, acha que faz muito em ajudar aqui e ali. Mas quem terá de arcar no corpo e na mente com seus dias, anos e noites mal dormidas é sempre a mulher. Seja em maior ou menor frequência. À mulher, sempre ela,  é reservada toda a dificuldade de se criar um filho.

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