Ele não me respeita

Anônima, 1 filho, 24 anos.

Desabafo Anônimo: Sou mãe, esposa, dona de casa, estudante (tentando) e um ser humano. Eu queria falar sobre muitas coisas, de como meu filho chegou pra mim, como o recebi, como tem sido difícil cuidar dele, mas o pior de tudo isso não é a maternidade, e sim o casamento. Meu esposo no namoro era um amor de pessoa, não brigava por nada, era calmo com tudo, nunca tinha críticas a me fazer, me aceitava do jeito que eu era em tudo! Só tinha um problema, o ciúmes. E que grande problema! Por diversas vezes tentei terminar por isso, mas ele sempre dava mil desculpas e insistia no quanto a gente dava certo. Eu sempre brigando e fazendo mil e uma reclamações e ele sempre prometendo mudar. Essa história é clichê, eu sei. Tantos homens são assim, não? Pois é. Logo eu que sempre fui tão esperta e desconfiada, não caía no papo de ninguém… até conhecê-lo. Não sei como isso foi acontecer comigo, como cheguei até esse ponto, como estou aceitando tantas cosias… aaaahh 😦
Depois que descobrimos a gravidez (não planejada e nem desejada), tudo mudou. Eu que já reclamava de tudo, explodi! Era inaceitável ter que largar tudo que já tinha conquistado até ali… não morava com meus pais, tinha minha independência financeira, estudava bem (ainda estudo, mas de mal a pior), tinha tempo para mim e para minhas amigas. Eu já sabia do trabalho que um filho dá, eu sabia! E como se não bastasse meu desgosto com a vida, o meu até então namorado, mudou completamente. Aquele homem que tinha paciência com meu jeito explosivo, com minhas críticas, que me aceitava, já não existia mais. Acho que foi porque o medo dele de me perder acabou. Ele sabia que íamos casar, que eu não tinha condições de criar meu filho sozinha e nem podia voltar para a casa dos meus pais (não queria). E então ele começou a me tratar mal, logo no momento que mais precisei. Ele me humilhava, ignorava minhas queixas sobre a gravidez, não me ajudava com uma massagem, já que minhas costas doíam demais, não se importava com meus pés inchados, não se esforçava para me ver calma para, quem sabe, aliviar a gastrite nervosa e os incontáveis refluxos que tive… ele não cuidou de mim. Ele fez mil promessas para ficarmos juntos. E eu caí! Não sei como. Não entendo como eu fui cair nessa, como eu pude acreditar, como eu não consegui terminar antes da gravidez, nem como sair disso agora. E eu nem sei se quero. Eu estou me acostumando a isso. Ele se tornou agressivo… 3 dias depois que nosso filho nasceu, ele bateu a porta na minha cara com toda força, depois veio pra cima de mim se segurando pra não me acertar também. Passadas 3 semanas, outra briga feia… Era de madrugada e ele queria uma porcaria de laudo psiquiátrico meu para usar em favor dele. Eu não dei, ele ficou furioso e me xingou toda, botou dedo na minha cara, me empurrou com o braço e… enfim. Só tinham 3 semanas que eu tinha acabado de passar por um parto mega difícil. Eu estava em sofrimento, mas ele nunca entendeu, nunca deu valor ou se importou comigo. Nosso filho está com 5 meses e ele continua o mesmo grosso. Não me trata com carinho, não divide as tarefas em casa comigo, eu tenho que implorar para ele cuidar do filho dele um pouco para eu descansar, e o pior… ele não me respeita! Ele não entende que não estou pronta para retornar a atividade sexual como antes, e mesmo eu tentando conversar sério sobre isso com ele de várias formas tentando resolver o problema, ele não liga. E para variar, ele vê pornô, se masturba, quando a gente briga ele dá em cima de outras mulheres e quando eu o questiono, eu que sou culpada! Culpada por não dar assistência! Quê?????? Eu?????? Mas se eu vivo tentando buscar alternativas para gente ter prazer e ele simplesmente ri da minha cara, faz pouco caso, para depois me culpar por ele ser safado?????
Francamente, não sei como cheguei até aqui, até esse ponto, como engulo, como aceito. Eu tenho problemas psicológicos, faço tratamento psiquiátrico e devido a essas questões não consigo viver sozinha. Não consigo mesmo. Nem ir ao mercado ou ao posto levar meu filho a uma consulta. Acho que é isso que ainda me prende a ele.

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2 comentários Adicione o seu

  1. GABRIELA BARREIEO disse:

    Ola boa tarde

    Primeiramente acredito que vc deva priorizar a segurança de seu filho.
    Se ele eh capaz de te agredir no puerpério, ele eh capaz de tudo.
    Sim eu tenho plena certeza que vc deve voltar sim pra casa de seus pais, e ele quem precisa de tratamento.. de choque de preferência, se ame mais amada… seu filho não merece isso, ele vai crescer em meio a que?!
    Por favor, ame seu filho mais do que a vc mesma… sim, somos mulheres e se vc tem amor dentro de vc, poupe seu filho… Se ele não foi desejado, como vc relatou, dê pra alguém que queira cuidar sem ser em um lar disfuncional.
    Sexo?!… prazer?!… deixe seu marido, ele pode ser processado na lei Maria da Penha… eh só vc querer isso…
    Recomece, com seu filho, ele sim vai ser seu parceiro vai te amar de verdade incondicionalmente… e isso é amor de mãe… espero que coloque seu filho em primeiro lugar na sua vida, e veja menos suas dores… pq o que vc está sofrendo agora é pelo que vc plantou… não deveria ter ficado com alguém que tinha sua possessão e não amor…
    Pq seu marido não te ama… isso nao eh amor…
    Ele tem somente vc como um brinde….
    Saia dessa, pelo seu filho, por favor…

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  2. Raquel disse:

    Minha filha, tenho 53 anos, quase 54 e te digo uma coisa, porque passei pela mesma situação. Meus filhos já cresceram mas eu virei mãe da minha mãe e tinha um companheiro tipo o seu. Ele nunca me agrediu fisicamente, mas moralmente e emocionalmente e psicologicamente sim. Só precisei decidir. Mas tenho essa minha filha. E você o seu. Mas saiba, você é jovem e tem energia e todo o futuro pela frente, tem tanta coisa boa te aguardando. Por ora você está passando pelo deserto da dor, depois vem o crescimento e depois voce estará forte. Seu marido não vai mudar tanto quanto o meu. Por isso lhe digo: saia dessa. Você pode, você vai penar, mas tenha certeza, em alguns anos isso não significará mais nada para você. Se ame e ame seu filho. Existem sim outros homens legais, carinhosos e compreensivos. Aceite filha: o amor acabou. Pronto! Junte seus caquinhos e siga em frente, vá! Você consegue sim! Estou juntando os meus também. Não vai ser fácil. Mas tenha fé! Boa sorte! Fique com Deus!

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