Desconstruir a maternidade romântica é nosso papel

Por Julia Harger – 22 novembro 2015 – Vegana é a sua mãe


 

A forma como a sociedade coloca a maternidade romântica, tipo aquela idéia de que mães são seres perfeitos, sempre sorrindo, angelicais, santas que jamais erram, é uma das ferramentas de opressão para nos vender a vontade de ser mãe.

Já cansei de ouvir de amigas childfree convictas [que não querem ter filhos] que elas ainda tem um pedacinho lá dentro de vontadinha de ter filhos. Vontadinha essa, queridas, provocada pelo marketing que o sistema patriarcal faz em cima da maternidade.

Eles querem te seduzir sim. Sabe porque? Por que mãe é mulher que não age. Mãe fica quieta pois tem seu tempo reduzido. Mãe não incomoda. Mãe está, em muitos casos, fora do mercado de trabalho. Mãe tem pouco tempo: o tempo que tem é precioso e normalmente é usado para coisas urgentes. Ativismo fica por último. Uma mãe é uma mulher com muito menos tempo de incomodar e de reivindicar seus direitos na sociedade. 

Mas eu estou aqui para tentar mudar isso. Eu, mãe apaixonada louca pela cria, estou aqui para te dizer: essa romantização é uma mentira. Maternidade é uma responsabilidade pesada. Sim, é apaixonante, visceral e não posso mais ver a minha vida de outra maneira, porém vamos a verdade: tem que querer muito. Não compre a idéia poética de ser mãe.

Mãe não é exclusivamente amor, carinho e compaixão. Mãe é uma mulher que sofre, que chora, que reclama. Mãe se tranca no banheiro por minutos livre pela sua sanidade. Mãe é uma mulher que, como nunca antes, questiona o patriarcado e os malditos papéis de gêneros dentro da maternidade. Mãe fica com inveja do pai e da vida dele que segue tão igual a antes. Mãe sente vontade de ter nascido homem. Mãe se exclui socialmente. Mãe carrega nas costas dupla ou tripla jornada. Mãe abre mão da vida profissional porque não tem escolha. Ou em muitos casos aceita qualquer trabalho porque precisa. Mãe vai rodar na entrevista de emprego, adivinha porque? Por que é mãe. Mãe talvez seja uma mãe que não pôde ter acesso ao aborto e tenha sido obrigada a sê-lo. Mãe se arrepende. Sim, de ter se tornado mãe: pelo menos por um segundo, ela se arrependerá. Mãe se sente sozinha. Mãe vai querer que a licença maternidade acabe logo, e depois não vai querer que acabe nunca. Dói ficar em casa 100% do tempo com um bebê mas também dói sair de casa sem ele. Mãe é contradição. Mãe atura marido por medo de se separar. Por medo de ser mãe solteira. Mãe atura até violência doméstica por isso. Mãe tem dores. Físicas e psicológicas, muitas dores. Além das suas dores, mãe também sente as da cria (10x mais forte). Mãe é mulher sobrecarregada. É mulher há dias sem dormir. Cansada. É mulher sem o mínimo de vaidade pois já abriu mão do que não é urgente. Ou é mulher vaidosa que se sente feia por não ter tempo. Mãe se sente muito feia. Tem que se acostumar com o novo corpo. Mãe passa fome. Passa dias sem tomar banho. Mãe olha para o céu e agradece quando consegue fazer xixi. Mãe tem suas vontades e necessidades jogadas para o lado para atender a cria. “Ahhhh mas mãe que é mãe faz isso feliz”. Ela tem escolha? Mãe é insegura. Mãe é uma mulher que se tornou tão vulnerável quanto como se sua pele do peito fosse arrancada e o coração estivesse exposto ali assim tão fácil de ser machucado.

Mãe se culpa, se culpa, se culpa diariamente e se questionará como mãe para o resto da vida pois a sociedade não vai cansar de apontar o dedo e lembrá-la de como ela provavelmente está fazendo isso errado.

Mãe é uma mulher que sonhou com a maternidade romântica e sofreu muito para adaptar-se quando viu que a realidade é bem diferente. E que, por conta da poesia que todos pensam quando se fala em “ser mãe”, ela não se sente no direito de reclamar. Não sem se sentir envergonhada ou culpada. Porque MÃE É MÃE, dizem todos. Essa frase opressora que serve de justificativa para que aceitemos todo o peso da maternidade sem reclamar, quase como se fosse “agora aguenta”.

E é claro que eu escrevo esse texto com o coração e com culpa, pois afinal MÃE É MÃE, né? O que eu estava pensando? Ainda bem que, no sofrimento, na surra, nas situações difíceis nós também crescemos. Agradeço a maternidade por me mostrar o quão forte nós realmente somos. E você nos subestima patriarcado, quando acha que a falta de tempo que a maternidade acarreta vai nos calar. Estamos juntando nossas forças. Nos aguarde.


Fonte: http://veganaeasuamae.com/2015/11/22/desconstruir-a-maternidade-romantica-e-nosso-papel/

 

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31 comentários Adicione o seu

  1. Val disse:

    Engraçado, quando eu digo que não quero ser mãe e vem todo mundo falando sobre as vantagens. Eu sempre penso nas piores possibilidades, e nenhuma dela é a romantica opção de ser mãe, é a luta diária e eterna que temos que comprar a partir do momento que temos um filho! Ótimo texto

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  2. Dani disse:

    👍🏻👏🏻é… é difícil falar, é difícil até pensar. Assino embaixo!

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  3. Karen disse:

    Nesse mundo onde muita mulher quer provar que é melhor que o homem, em que é bonito ser grosseiro e estúpido pelo simples fato de dizer, esse sou eu, “vão ter que me engolir” ou eu sou assim e azar se não gostar. Aí é que o mundo me preocupa. Temos que ser o que a gente quer ser, mas SEMPRE RESPEITANDO O PRÓXIMO. Se tem mães que gostam de levar a maternidade de forma romântica e amam mesmo tudo o que vem com a maternidade, ótimo. Se a mãe resolve reclamar das responsabilidades e precisa de mais apoio, ótimo também. O mundo precisa de respeito, de amor ao próximo. Cada um precisa ser livre pra ser e gostar daquilo que quer, mas as pessoas ao redor precisam respeitar as escolhas, as opiniões, a forma como as pessoas levam suas vidas. Para algumas mulheres a maternidade pode ser um fardo em alguns momentos, para outras pode ser a realização de um sonho tudo o que estão passando, até mesmo os perrengues. Então, por favor, respeitem as diferenças!! Todos somos diferentes!!

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  4. Daniel disse:

    Sou pai e entendo o que foi escrito nesse post. É lamentável e me irrita saber que existem homens que pensam que a única responsabilidade de criar o filho pertence à mãe. Pra mim foi difícil no começo entender e ajudar nas necessidades da minha filha e minha esposa. Na verdade, o processo de me tornar pai foi gradativo, aos poucos fui percebendo que me tornei pai e aquele ser era minha filha. Hoje eu cozinho, lavo, passo, faço mamadeira de madrugada, levo na praça, dou banho, troco fralda, limpo cocô, passo creme no bumbum, dou carinho, atenção e amor.

    O que vejo são homens (?) que se casam pra ter uma segunda mãe ou uma empregada. No máximo, se limpam algo na casa o fazem “para a esposa”. Não sabem cozinhar, não fazem faxina, não trocam fralda, não limpam cocô, não dão banho, não ajudam na lição de casa, não fazem mercado. Sentam a bunda no sofá e ligam a porra da TV porque pensam que cumpriram a obrigação ao trabalharem 10 horas por dia e “trazerem dinheiro para a casa”. Alguns ainda conseguem fazer as tarefas ditas “masculinas”, como trocar chuveiro, parte elétrica, hidráulica e alvenaria da casa. Outros nem isso conseguem fazer, são inúteis.

    A culpa é também das esposas que se sujeitam a imbecis como esses. São crianças crescidas que não assumiram o papel de homem. Dependem da mulher para tudo. Só faltam pedir pra limpar a bunda também.

    Me desculpem, mas homem assim ninguém precisa.

    Esposas, COBREM postura de HOMEM de seus maridos. Não aceitem menos do que isso. Ou parem de reclamar.

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  5. Eu tenho quatro filhas e como todas tive minhas dificuldades e inseguranças,mas não mudo em nada continuo com a maternidade romântica como estão chamando agora.E digo mais não trabalho pq quero, quero estar o mais próximo delas possível e estudo sim, se dizem mulheres fortes mas ao que me parece é só historinha mas cada um tem seu jeito de pensar.Achei infeliz dizer que toda mãe nem que seja por um segundo ter tido arrependimento da maternidade eu não tive e só não tive mais filhos pq o mundo está muito.Ah e quanto ao pai NOSSA O PAI não nada de negativo pra falar,pois trabalha igual a um condenada e ainda chega em casa e me ajuda nas tarefas, engordou junto comigo kkkkk e agora está me ajudando a voltar ao meu peso, deixem de querer parecer mais do que são e peçam ajuda aos seus parceiros se eles não te ajudam é que vcs paparicam eles como se fossem seus filhos também.Fiquem na paz Bju

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  6. Ana Lia disse:

    Também não tenho hábito de comentar textos mas seu texto convida. Fui mãe muito cedo aos 20 anos. O conflito de ser mãe/mulher, a culpa, o desafio do corpo modificado,a raiva pela condição ” melhor” do homem, passei por isso, claro que não foi mar de rosas. Antes sofria com as críticas quanto a opção de ser mae na minha idade (sim opção, mesmo não planejado). As pessoas tem sempre algo para te dizer que consideram o certo ou o melhor, e se VC for mãe vai ouvir ainda mais opiniões e conselhos alheios. A verdade é que nunca se está preparada para ser mãe. Não há idade certa. Haverá sempre surpresas. Mãe era pra ser um verbo e não um substantivo porque só acontece na experiência. Mas falo da experiência que te toca e te transforma, não a que procura respostas certas para resultados favoráveis. Não acredito que exista isso na maternidade. Aos 28 tive meu segundo filho e conflitos ainda existiam, e continuam existindo, a jornada da maternidade parece ser para toda vida, mas não é romântica.
    O que preocupa na romantização da maternidade é que ser mãe passou a ser uma realização de desejos infantis. As vezes vejo mães que parecem brincar de boneca tentando exibir para o vizinho seu melhor brinquedo. Vejo mães querendo ser perfeitas, querem fazer tudo correto, ter o melhor parto, dar a melhor comida, usar o melhor sling, ter o melhor blog sobre maternidade, mas não percebem que o importante mesmo é se tornar uma pessoa melhor, esse sim é o maior desafio de ser mãe. Ser mãe é ter a oportunidade de lapidar a alma. Não apenas pela ” resignação ” de ser mãe. Mas pela chance de conviver com alguém que vc não escolheu por afinidade como amigos e marido. É a chance de abrir um presente que lhe foi dado: ser a referência, a célula máter da vida de alguém, correndo o risco até de significar pouco para o filho , mas certamente, será muito para sua existência.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Uau, Ana Lia. Posso postar no meu face, o seu comentário? Incrível! Com os devidos créditos, claro!

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      1. Olá, pessoa podem compartilhar! Estou adorando essa discussão sincera sobre maternidade

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  7. Luciana disse:

    Oiii amigas,
    Este texto descreveu muito do que venho sentindo e sofrendo, as lágrimas insistem em cair pois estou em frangalhos principalmente psicologicamente mas estou lutando para me manter firme. Beijos a todas a mães

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  8. Daniela disse:

    Perfeito!!!!

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  9. Paula disse:

    o verdadeiro desafio da maternidade é ser mãe e continuar sendo mulher, sendo uma pessoa com vontades e desejos.

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  10. Concordo e discordo de tudo o que foi dito no post sobre ser mãe.
    A maternidade têm seus bônus e seus ônus.

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  11. danipsi2 disse:

    Amei e me identifiquei muito com suas palavras. É uma pena que as pessoas (inclusive as mães) em sua maior parte não estão preparadas para compreender o que você disse (por isso atacam tanto), não só na interpretação de texto (problema grave na educação de nosso país que formam analfabetos funcionais) . Mas psicologicamente também não estão preparadas, uma vez que “ser-mãe-perfeita-custe-o-que-custar” é hoje a única maneira delas se sentirem especiais e alcançarem um “lugar” nessa sociedade patriarcal.

    Mas esse é o caminho, vamos juntando forças, estou contigo, juntas somos mais fortes… “Nos aguarde patriacardo” 😉

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  12. Keilla disse:

    Não concordo com muitas, mas muitas coisas mesmo nesse artigo. Porém, são opiniões e vivências, cada destaca aquilo que interpreta. Minha maternidade não foi romântica e não é, mas, também não desalentadora e nem digna de arrependimentos.

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    1. Eu tive minhas dificuldades como mãe mas nada tão grande que faça por um segundo se quer me arrepender como diz nesse artigo.Tanto que tenho 4 filhas e pq eu assim quis

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  13. Paulo Taveira disse:

    Desculpe, mas o problema não está no fato de ser mãe. Parece que está na escolha do companheiro (patriarcado), pois o homem que se comporta de forma a deixar sua companheira neste flagelo não entendeu o sentido da paternidade, não merece ser chamado de pai, muito menos de Homem. Abraço! 🙂

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  14. Daniele Gonçalves Friches disse:

    Também não tenho o habito de comentar textos, mas vc conseguiu ir no tocante rs. Bem isso q acontece mesmo sou mãe de primeira viagem ha três meses e com certeza é o melhor presente q Deus me concedeu porém nem td são flores.
    Acredito q existem homens q contribuem em sua minoria ate pq não foram criados c este fim embira caiba a nós fazermos a diferença c as gerações futuras, ate pq a responsabilidade é dos dois. Mas sempre isso recai sobre a mãe e por mais q façam dificilmente será como a mãe pois temos um instinto so nosso, infelizmente existem poucos c essas habilidades. Meu marido me ajuda muito mas a vida dele não haverá mudanças e a minha escolha é continuar c meus objetivos ate pq agoras sera por mim e por ela o foco so aumentou.
    Mas me culpava e fico feliz em saber q existem outras pessoas q pensam como eu q texto maravilhoso é bem td isso na gestação tinha um pensamento e agora na verdadeira realidade na vivencia de ser mãe vejo q este mundo proposto de maternidade romantica não passa nem perto doque é real…de vdd td é lindo maravilhoso fazemos td c muito amor carinho dedicaçao mas td relatado no texto é verdade…ameii…obrigada!!!!!

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  15. Lp disse:

    Sou pai ….ufaaa rsrs

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  16. Neidite Lima disse:

    Muita coisa nao concordo. Filhos sao bençãos! Claro q quando os temos nos esquecemos de nós para cuidar deles. Minha mae fez assim, eu fiz, minha filha tbem. Se optamos por ser mãe, vamos em frente! Melhor que ser mãe é ser Avó !!!!!

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  17. Elaine disse:

    Parabéns ‘

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  18. Além de me situar em basicamente todo o texto, apenas achando que há homens que ajudam e amam até ao infinito os seus filhos, tenho a dizer que ainda sinto mais do que isso. Mais pressão e olhos e dedos apontados. Simplesmente porque não fui mãe biológica. Apanhei os 2 petizes com 13 meses e 2 anos e meio, após a separação do casal. Além de sofrermos com a “perda” deles por 6 meses, ao vivermos então todos juntos, em família… maternidade romântica foi algo que soube nunca existir, muito menos neste caso… Mas não mudava nada, até hoje, porque os amo como meus filhos. ❤

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  19. Márcia Rodrigues do Couto disse:

    É o melhor texto que já li sobre maternidade! Voce conseguiu resumir tudo nesse texto. Me estresso com essas maes que querem fazer que a vida depois da maternidade é um conto de fadas!

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  20. Giselle disse:

    Como ler isso me fez bem. Nunca encontrei um texto que refletisse com tanta lucidez o q eu penso sobre a maternidade. è tão bom não se sentir sozinha. Obrigada!

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  21. Sabe? Ainda vou ser mãe, daqui a quatro meses, se tudo continuar correndo bem. Então, vou poder viver na prática tudo o que este artigo destaca. Porém, tenho receio em afirmar e concordar com algumas generalizações que fazem em relação aos homens. Simplesmente, porque as acho injustas. Tomo como exemplos o meu pai e de outros homens próximos. Meu pai morria de medo de perder o emprego – porque dele dependiam não somente minha mãe, mas também os três filhos. Se minha mãe não trabalhou fora de casa, isso foi uma escolha dela também, e não uma imposição. Ela pôde curtir a maternidade em toda a sua plenitude, e não se arrepende disso. Os homens também ficam inseguros com a gravidez de suas companheiras. Temem que elas não os desejem mais, tanto quanto nós tememos que eles não nos desejem mais pelas mudanças em nossos corpos e humores. Eles também acordam de madrugada para acudir a criança que chora no berço. E adoram dividir os cuidados com as crianças – adoro ver papais todos orgulhosos, carregando suas crias em cangurus. As mulheres também precisam deixar e delegar as tarefas com os bebês aos homens. Muitas não o fazem porque temem de os companheiros não darem conta, ou quando os deixam, ficam a vigiar e a criticar tudo (já vi isso). Depois, reclamam que sobra tudo para elas. E temos de lembrar que quando acontece a separação do casal, não é o patriarcado que impera, mas sim, o matriarcado, pois é muito comum a sociedade concordar que a criança fique com a mãe – não importando, muitas vezes, o quão injusta é essa escolha. Enfim, não vamos jogar tudo nas costas dos homens, afinal, se nós os amamos a ponto de fazer um filho com eles, temos de lembrar que temos nas mãos o poder de educá-los (sempre, não importa a idade e o parentesco) e aproximá-los do misterioso e fascinante mundo da maternidade – sem imposições.

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  22. Rosemeri Ignacio da Silva disse:

    Acho que as mães que são compreendidas e recebem ajuda, amparo e apoio famíliar passam pela maternidade com mais leveza. Tenho várias amigas q recebem muita ajuda e assim não precisaram ficar paradas continuaram na profissão e muitas fazem faculdade.
    Fico triste quando ouço mulheres q já passaram pela mesma situação sabendo o quanto é difícil criticando, apontando ou negando ajuda. Falam q já passaram pelo mesmo e sentem prazer em que outras passem pelas mesmas situações.
    Acho q tem muita mulher hj em dia protelando demais este sonho e muita das vezes sofrem com uma gravidez de alto risco acima dos trinta e cinco em q tudo é muito mais difícil, inclusive ouvi uma frase de uma amiga q achei perfeita: “a partir dos 35 o corpo começa a murchar então é mais difícil gestar.”

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  23. marcia disse:

    Muita coisa não concordo…. Embora há muitas verdades em cima das expectativas da maternidade que ninguém te conta até você ser mãe.

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  24. Viviane disse:

    Carol, eu não costumo comentar textos na internet, mas eu precisava agradecer por cada letra, por cada vírgula desse texto perfeito… Consegui desabafar através das suas palavras e o alívio que sinto nesse momento não tem preço. Obrigada!!!!! E parabéns pela coragem e lucidez!!!

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  25. thais cunha disse:

    Achei completamente válido. Acho que assim expõem exatamente o que mães passam. Sou mãe a um ano e meio e eh exatamente assim que me sinto.

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  26. Carolina Estrela disse:

    Acho muito importante falar sobre o tema “maternidade romantica” para que a mulheres repensem esse papel e que todos discutam o tema. Ok. Mas quando acabei de ler o texto eu estava mal. Não era uma mal-estar positivo no sentido de ‘quero ajudar a mudar isso’pelo contrário uma mal-estar pesado, negativo.
    Acho que podemos/devemos falar sobre o assunto de forma mais leve. Porque se não saimos de um imperativo opressor e caimos em outro.
    Abraços,
    Carol

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