Eu aprendi a me amar!

em

Anônima, 1 filho de 3 anos e 8 meses

Idade: 29

Desabafo Anônimo: Nem sei por onde começar. Quando tive meu filho pensava que não poderia viver uma transformação maior como pessoa. Algumas oportunidades de novas experiências no trabalho foram surgindo e eu me prontificava em aceitá-las. No meu entendimento seria bom aprender algo novo e ao mesmo tempo, me encontrar na área que escolhi trabalhar. Eu só não poderia imaginar que encontraria alguém disposto a me prejudicar. Vivi um inferno entre o meio do ano de 2015 e início de 2016. Me desdobrava pra dar conta do trabalho, da minha casa, da minha família e comecei a estudar pra um concurso. Fique obcecada, precisava passar porque era minha chance de sair desse lugar que estava me fazendo mal. Mas na verdade eu também colaborava com isso, quando exigia demais de mim. Resultado…voltei a ter crises horríveis de ansiedade e pânico. Cheguei aos 27 anos tomando remédios de hipertensão e ansiedade. Demorei pra aprender a reconhecer e controlar o que sentia. Tive problemas com essa pessoa novamente, mesmo não trabalhando com ela tão diretamente. Fui ameaçada de processo por essa pessoa junto com nossos chefes e esses, nada fizeram ou falaram. Nesse dia, quase pedi exoneração do meu cargo efetivo. Estava no limite de todas as minhas forças. E nessa altura dos acontecimentos já estava usando quatro remédios controlados por dia. Aguentei mais um tempo com a ajuda da terapia e saí de férias. Nesse espaço de tempo compreendi que algumas pessoas nunca foram quem eu imaginava que fossem. As máscaras caíram e a partir daqui, foi a minha maior transformação. Comecei a me cuidar e a me posicionar. Não permiti nunca mais que me vissem fragilizada e hoje espero com paciência o dia que vou poder dizer a essas pessoas que sei muito bem quem elas são. Não tenho mágoa, mas me limito apenas à relação de trabalho. Nos últimos dias voltei a ter os sintomas da crise. Percebi o ritmo de trabalho acelerado, somado a alguns acontecimentos na família que me atingiram no emocional. Resolvi que não deixaria as coisas chegarem em um ponto crítico. Não posso perder o equilíbrio que consegui e correr o risco de voltar a tomar todos aqueles remédios (hoje uso apenas dois que foram mantidos para o caso de engravidar, mais por excesso de cuidado mesmo). Então, tomei a decisão de cumprir minha agenda de trabalho até o fim de abril e pedi férias. Sei que quando voltar alguns problemas estarão lá; mas ouvir os sinais que meu corpo me dá passou a ser uma das minhas prioridades. Se tivesse feito isso por mim da primeira vez, poderia ter sofrido menos com a sensação horrível que a ansiedade me trouxe. Mas apesar de tudo, sou grata por todo o aprendizado e pelo tanto que cresci como pessoa. Eu aprendi a me amar! Isso não tem preço.

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