Aquele “carinho” que ele me dava não era normal.

em

Anônima.

Idade: 33

Desabafo Anônimo: Depois de adulta me recordei de muitos acontecimentos da minha infância. Quanto mais me recordava mais raiva e nojo eu sentia.

Primeira recordação: eu tinha uns 3 aninhos quando em uma dessas festas em família, casa cheia de tios e primos, tudo parecia normal até que um primo meu que na época tinha uns 16 ou 17 anos me chamou para brincar no quarto de esconder debaixo da cama. Embaixo da cama ele abriu a calça e me falou que iria me mostrar algo que parecia um “sorvete” pôs a minha mão no seu pênis e pediu para que eu lambesse, que também tinha gosto de “sorvete”. Lembro-me como se fosse hoje, ele empurrando minha cabeça e encostando minha boca naquilo. Inocente como eu era, saí correndo e falando que não tinha gosto de sorvete. Ele me empurrou num canto e pediu pra eu não contar nada a ninguém ou ele me bateria.

Segunda lembrança: Sempre que visitava minha vó paterna meu tio se aproximava de mim, me pegava no colo e colocava sua mão por baixo da minha saia. Os anos foram se passando, eu comecei a sentir vergonha daquilo, cheguei a não querer mais ir na casa da minha avó para não encontrar com meu tio, pois eu tinha medo dele me tocar novamente. Contei para meus pais, mas ninguém acreditou. Falavam que era coisa que criança inventava. Bem,  isso durou até os meus 9 anos, que foi quando eu comecei entender que aquele “carinho” que ele me dava não era normal. Foi aí que eu passei a manter distância dele.

Terceira lembrança: Minha tia se casou com um homem muito mais velho que ela. Era um velho que aparentemente era fofo, que queria agradar todo mundo. Várias vezes minha tia me pegava para ir para sua casa. Lá, o velho, querendo me agradar, me oferecia dinheiro, doces, brinquedos. Me colocava em seu colo e ficava me esfregando nele, colocava sua mão por dentro da minha roupa, ficava mexendo nas minhas partes íntimas e tapava minha boca para eu não gritar ou falar nada e depois pedia para eu não contar ou ele faria novamente.

Bem, todos esses casos aconteceram comigo quando eu tinha entre 3 e 10 anos de idade, dentro de casa, com pessoas da própria família, pessoas que meus pais confiavam, debaixo dos próprios olhos.
Hoje eu não consigo falar abertamente sobre isso pois, eu tenho dentro de mim um ódio muito grande dessas pessoas, que fizeram isso comigo quando eu era apenas uma criança. Hoje sou casada, tenho 2 filhos e moro longe de toda a família.
E vivo com um medo muito grande de qualquer pessoa que chega perto dos meus filhos, tenho muito medo que aconteça com eles o que aconteceu comigo.

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