Compramos a fórmula. Me senti mais culpada ainda

em

Nome, quantos filhos e profissão: T., uma filha e recepcionista.
Idade: 24

Desabafo Anônimo: Desde que descobri a gravidez, me preparei para ter um parto da melhor forma possível e humanizado, em que fosse respeitado o tempo da minha bebê. Li e estudei tudo sobre amamentação, participei de rodas de gestantes e me dediquei ao máximo.

Eu sabia que amamentar só ia doer se a pega não estivesse certa, eu só não esperava errar tanto a pega. Meus mamilos feriram. Ficou doloroso amamentar. Paguei consultora, fui no hospital onde ganhei minha filha porque lá tem banco de leite e me ajudaram, mas nem assim eu conseguia acertar a pega. E a frustração foi só crescendo, a culpa. Eu não aguentava amamentar com dor e me sentia egoísta e ruim por não deixar minha filha no peito assim mesmo.

Desenvolvi crise de ansiedade. Toda vez que minha filha chorava, eu chorava junto. Compramos a fórmula. Me senti mais culpada ainda, por saber que o aleitamento materno era o melhor. Paguei mais consultoria, comecei a ir todo dia no hospital. E tive que procurar ajuda com psicólogos. Isso tudo e minha filha só tem 22 dias. Eu ainda não consigo amamentar ela no peito, não gosto de sair com ela e ver os olhares de todos por eu dar mamadeira. Às vezes tento colocá-la mesmo sentindo dor e enquanto ela mama, eu só sei chorar. Não é fácil. Sei que o melhor pra ela é o peito, mas eu já não sei mais o que fazer pra gente conseguir.

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