Chasca Morales

em
Advogada, doula e educadora perinatal.
 
Sou  mãe de Betina e Gael e outros filhos que sonhei. Eles não existem concretamente, mas foram concebidos e vivem no meu coração. Então, socialmente eu sou uma mulher sem filhos, claro. Mas quando converso com uma mãe que conta para mim os seus enredos com o bebê que chora, com o filho que não quer comer, com as madrugadas sem dormir, o desafio da educação, sobre o tempo que ela não tem nem de lavar o próprio cabelo, o casamento que mudou, a solidão de uma criação sem ajuda… internamente, é como se a mãe que eu também sou respondesse ‘sim, eu compreendo’.

 Enquanto Betina e Gael não estão, ambos à espera do momento em que chegarão concretamente à minha vida, eu escolhi acompanhar mulheres incríveis e reais, que nos seus colos carregam a intensidade da própria vida, vasta e estreita, infinita e cortante, que no seu manifesto primeiro, quando faz acontecer o encontro da cria com sua mãe, é tão linda, tão, que até assusta a gente. É com elas, através delas, por elas, que me encontro com a mãe de Betina e Gael, que sou eu. Mãe que nasceu aos meus 20 anos de idade.

 Existe uma tribo na África, onde a data de nascimento de uma criança é contado não a partir de quando eles nasceram, nem a partir de quando elas são concebidas, mas desde o dia em que a criança era um pensamento na mente de sua mãe“.

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