O consumo de alimentos industrializados e o impacto na saúde das crianças

A obesidade entre crianças e adolescentes ainda é uma situação muito preocupante em nosso país. Embora muito se fale sobre o tema, os hábitos alimentares e o ambiente obesogênico pouco favorece para que nossos filhos, mesmo que não tenham problema com o peso, cresçam com uma alimentação adequada.

Os produtos alimentares que oferecemos diariamente para eles, embora facilitem muito o nosso dia a dia, estão longe de serem o melhor em saúde. Os processos industriais prolongam a vida de prateleira dos produtos e dispõem no mercado alimentos que são ricos em gordura, açúcares, sódio, conservantes e aditivos que são palatáveis, gostosos para os pequenos mas estão longe de serem saudáveis, ainda que pareçam. Mesmo que em suas embalagens extremamente ilustrativas, estejam o apelo de enriquecidos com vitaminas e minerais, fibras e outros suplementos, a realidade é que esses alimentos são desenvolvidos para serem “gostosos” e venderem.  Geralmente possuem grandes quantidade de açúcares, xarope de glicose, xarope de glucose, amido modificado, açúcar invertido e outros tipos de carboidratos que aumentam a vontade por esse tipo de alimento  e quanto mais se come, mais se quer.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, de 2014, define aos alimentos de acordo com a sua qualidade alimentar em 4 tipos:

  • Alimentos in natura: são as partes de plantas e animais como por exemplos carnes, verduras, legumes e frutas.
  • Alimentos minimamente processados: são aqueles que passam por processos que não envolvem agregação de substâncias ao alimento original, apenas limpeza, moagem e/ou pasteurização como por exemplo arroz, feijão, frutas secas, cogumelos, farinhas, sucos de frutas sem açúcar, castanhas e nozes sem sal, massas frescas, etc.
  • Alimentos processados: são aqueles fabricados pela indústria com adição de sal ou açúcar para torná-los duráveis ou  mais palatáveis e atraentes com as conservas em salmoura e compotas de frutas, as carnes salgadas e defumadas, os queijos e pães.
  • Alimentos ultraprocessados: são aqueles também fabricados pela indústria, mas cuja formulação tem pouco ou quase nenhum alimento inteiro. Contém aditivos e conservantes. São as bolachas, biscoitos, salsichas, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, barras de cereal ou energéticas, sopas, macarrão e temperos instantâneos, refrigerantes, salgadinhos, produtos congelados de mercado e prontos para aquecimento, pizzas congelados, hambúrgueres e nuggets, entre outros.

A base da nossa alimentação e da alimentação de nossos filhos, a fim de prevenir quaisquer doenças e principalmente a obesidade, deve ser prioritariamente os alimentos in natura e os alimentos minimamente processados. Os alimentos processados podem ser utilizados em menor quantidade e os ultraprocessados, evitados. Porém, você pode e deve utilizar os alimentos in natura para fazer as preparações culinárias como os bolos, hambúrgueres caseiros, nuggets caseiros, pizza caseira e para facilitar o dia a dia, congelar essas preparações.

O gerenciamento das compras e das ações culinárias é grande segredo de uma gestão saudável para os nossos filhos e dessa forma não ficamos a mercê do consumo dos industrializados, sofrendo seus impactos na nossa saúde.

Como mães e mulheres temos sim, muitas tarefas diárias, muitas vezes falta de apoio, muitas de nós temos por vezes falta de apoio financeiro, mas é possível sim manter hábitos saudáveis para nós e para os nossos filhos pois alimentação adequada não quer dizer alimentação cara e não quer dizer alimentação orgânica! Não se enganem com o que as mídia nos passa! Arroz e feijão é saúde sim! Arroz e feijão em quantidade adequada é comida boa, brasileira, gostosa e sem essa de que engorda, pelo contrário! O que custa caro é querer manter comida que não é de verdade, comida industrializada (por exemplo trocar comida por shake para emagrecer e depois ver que nem deu certo – dinheiro jogado no lixo)! Comida que vem de fora, que não sustenta a economia local.

Precisamos educar o paladar de nossos filhos com comida de verdade, oferecer para eles frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, carne, frango, peixe, pão caseiro, manteiga, queijo, geleia caseira feita de fruta, castanhas, biscoito caseiro, bolo caseiro, torta, panqueca, ovo, tapioca, omelete, leite, suco e colocar esses alimentos a disposição em casa e no lanche escolar. Aliado a alimentação, associar a atividade física programada e também livre, ou seja, colocar nossos filhos para fazer algum esporte, mas também levar eles para caminhar com a gente, para brincar, para andar de bicicleta, para correr na praça, no parque, para dançar na sala, para subir escada, levar eles para a escola a pé sempre que possível, ter uma vida ativa a maioria dos dias.

Pode parecer muito trabalhoso no começo, por isso que o planejamento ajuda. Eu também sou mãe, trabalho, estudo, tenho diversas atividades, mas não tem nada melhor no mundo do que cozinhar para a minha família, ver meu filho pedir frutas e gostar de verduras e legumes, não ter frescura para comer. É claro que tem dias que eu não estou a fim de ir pra cozinha, invento uma coisa mais rápida e tem dias que faço uma coisa mais elaborada. Afinal, aqui nós estamos pra falar da maternidade real, não do comercial de margarina. Mas acho que todas nós compartilhamos de uma coisa: queremos sempre o bem estar e a saúde. Comer bem não custa caro, não é difícil. É questão de se permitir.

 

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