Setembro Amarelo e a “Cura gay”

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O mês de setembro foi escolhido para a campanha de conscientização e prevenção ao suicídio desde 2015.  E temos que falar cada vez mais sobre isso, segundo a Organização Mundial de Saúde, 9 em cada 10 suicídios poderiam ser prevenidos, e por isso a atenção para esta questão é tão importante.

Saber identificar e ajudar são grandes desafios para as pessoas, assim como para aquele que sofre é difícil fazer o pedido de ajuda, por isso a criação de uma campanha abrangente, porque como o slogan da campanha diz “Falar é a melhor solução”.

Mas qual a relação entre as duas situações?

Existem diversas pesquisas que apontam para o maior número de jovens LGBT entre 15 e 29 anos que tentam o suicídio, ou seja, o sofrimento desse jovens e adultos em relação a sua sexualidade, em grande parte dos casos tem consequências muito graves.

Neste mesmo mês de setembro, tivemos no Brasil um juiz que autorizou a modificação de umas das leis que regulamenta a profissão dos psicólogos, que agora os psicólogos possam oferecer atendimento e realizem pesquisas para re(orientação sexual), assim as pessoas podem deixar de ser quem são.

O psicólogo tem que atender e acolher a dor dessas pessoas, em relação a toda a pressão que a sociedade exerce por meio de grandes preconceitos e da não aceitação da sexualidade das pessoas, muitas vezes por questões religiosas e morais.

É preciso falar das consequências negativas para esta população, de que ainda existam pensamentos como a homoafetividade ser “doença” e de existir uma “cura”.

O suicídio entre os jovens e adultos acontecem a partir da rejeição de seus pais/familiares e até mesmo da sociedade, estudos relatam que os homossexuais sofrem violência dentro dos seus próprios lares e que isso se torna um dos fatores para desenvolver depressão grave, e aumentar as tentativas de suicídio. Portanto a chance de um homossexual se suicidar é cinco vezes maior do que a de um indivíduo heterossexual.

O respeito as diferenças e a conscientização são importantes para que as famílias, os amigos e a sociedade, quebrem com alguns preconceitos e possam também acolher o amor que pode ser expresso de diversas formas, e que isso não é “doença”.

Ainda temos muito o que falar sobre isso, para que como forma de prevenção seja a desconstrução de muitos mitos sobre a sexualidade e sobre o amor.

2 comentários Adicione o seu

  1. Elaine disse:

    O ponto crucial nisso tudo é a rejeição… Temos que ter um “padrão” de segui-lo. Quem disse isso? Vamos desmistificar?
    Muito bom seu post!

    Curtir

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