Violência contra a Mulher

Há muito que se falar quando o assunto é a violação à integridade e à dignidade humana das mulheres.Assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição, feminicídio,… Enfim, uma cultura historicamente machista, geradora de violência, que alarma com dados crescentes e assustadores para as diversas formas de violência contra as mulheres.

Temos muito a discutir sobre a cultura que nos fez chegar até aqui. Conhecer, entender, identificar essa cultura e o impacto que ela causa em homens e mulheres; acompanhar o desenvolvimento e formação do que entendemos por “feminino” e “masculino”, para, então, começarmos a destrinchar a base da violência de gênero. A mudança tem que ser estrutural e exige de todos nós enquanto sociedade. Ser homem ou mulher, à parte do conceito biológico, tem sua definição através da cultura e, aqui no Brasil, infelizmente ela ainda é do machismo.

Além do padrão discriminatório já arraigado à sociedade, há ainda a cultura de que as mulheres que sofrem com a situação de violência estão ali porque querem, porque merecem, porque provocaram, e em mais uma infinidade de justificativas completamente infundadas, nos esquecemos que em verdade, trata-se de um padrão negativo: Desigualdade de gênero, valorização e permissividade ao que vem do homem, desvalorização e culpabilização da mulher.

Contudo, além da teoria, há mulheres que já sofrem com a situação de violência e não sabem a quem recorrer, sentindo-se desamparadas, julgadas, sem opções. Completamente sem esperança.

E aquela mulher que apanha no meio da noite, calada, por não ter para onde ir com seus filhos àquela hora da madrugada? E aquela mulher que deixou a família para trás, em outra cidade, para viver com o homem que hoje virou seu pior pesadelo? E aquela mulher ameaçada de morte, que teme pela vida e, embora tenha denunciado o agressor, aguarda o tempo de investigação sob a torturante dúvida de quando será o próximo ataque?

A grande questão é: você já sabe que tem e quais são os seus direitos. Mas, aonde encontrar amparo? A quem recorrer?

A primeira coisa que você, que sofre ou sofreu violência, tem que saber é que existe o número 180, a Central de Atendimento à Mulher. Através desse telefone, você também pode obter informações. Funciona nas 24h do dia, nos 7 dias da semana. TUDO É SIGILOSO, VOCÊ NÃO PRECISA SE IDENTIFICAR. Sabemos que é difícil, em meio a uma crise pessoal, buscar informações e, mais do que isso, assimilar que há como buscar e obter ajuda. Para auxiliar, fizemos uma lista orientadoram segue a cartilha na íntegra:

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2 comentários Adicione o seu

  1. Helio Machado disse:

    Thaís queria falar com você em uma live contando minha experiência estando do outro lado da historia

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