“Não consigo amar meu filho”

em

Amanda, 1 filho, estudante universitária, 23 anos

Desabafo Anônimo: Eu cheguei até o blog com uma simples busca por “não consigo amar meu filho”. Sempre quis ser mãe, não sei se realmente por vontade ou imposição social. Há um ano decidi ir morar junto com namorado e logo depois veio a gravidez. No início eu estava bem tranquila, mas quando o tempo foi passando e me dei conta de que essa criança vai nascer me desesperei. Hoje estou de 39 semanas e a única coisa que me vem a cabeça é ter essa menina e acabar com a minha vida depois. Alinhado a gravidez, os problemas financeiros, a ausência da minha família nesse processo e uma sequência de erros que cometi, têm me destruído vagarosamente. Meu companheiro é maravilhoso comigo, um homem como poucos, mas falta alguma coisa que eu realmente não sei o que é. Não consigo ver outra solução para dar fim a essa angústia, esses problemas além da morte. Não sei se terei coragem suficiente para acabar com isso de uma vez. Mas levando em conta a indiferença que trato esse bebê durante a gestação, temo ser capaz de fazer mal a ela e por isso decidi que minha vida é insignificante perto da criança que não tem culpa de nada disso.

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7 comentários Adicione o seu

  1. Ana disse:

    Querida, a maternidade é pra a maioria das mulheres uma jornada solitária mesmo. Imaginamos que as pessoas da família e amigos estarão ao nosso lado o tempo todo mas descobrimos então que cada um continua com sua própria vida.

    Quando pensar que sua vida não vale a pena lembre que você é a única mãe que seu bebê tem e ele precisa de você, e ninguém mais cuidará dele com a mesma responsabilidade. Pelo menos isso te dará força até superar essa fase em que seu emocional está tão abalado.

    Mas o que ficou claro foi que você precisa de uma terapia pra te ajudar a lidar com esses conflitos internos, e poder superar toda essa angustia.

    Abençoada seja esta nova vida que chega através do seu ventre,abençoada seja a mãe que nascerá em você.

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  2. GISELE disse:

    Por favor não faça nada, comente com seu obstetra esse sentimento ele vai te ajudar , não é pondo fim a sua vida que tudo vai se resolver, lembre-se existe uma vida dentro de voce que precisa muito de sua existencia, fale com seu marido e com médico o quanto antes e tudo irá se resolver.

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  3. Ma disse:

    ROFABRON, tenho um filho de 1 ano e 4 meses. É o meu primeiro. E também cheguei a pensar q não estava pronta pra tê-lo. Pensei varias vezes em me matar. Estava com medo do futuro e passando por situações difíceis por ter q mudar de cidade e me adaptar a tudo novamente, além das mudanças que a gravidez estava trazendo e brigas infinitas com o companheiro. Mas isso tudo acabou passando quando me dei conta de que o amor é algo que se cria com o tempo. Me achava cruel e incapaz de amar um serzinho tão complexo. Achei q não teria condições de cria-lo. Mais o tempo passou e a agonia também. Foi convivendo cada dia com meu bebê que descobri o q é amor… Tente ser mais paciente sobre seu futuro. Eu garanto q apesar de todas as dificuldades em ser mãe (ASSIM COMO AS DIFICULDADES DA VIDA) vc vai descobrir q amar um filho vale a pena!

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  4. Anônima disse:

    Entendo você, passo pela mesma situação. Nossa diferença, talvez seja seu companheiro, pois o meu não é como o seu…
    A sucessão de erros que cometi, e me trouxeram até aqui, me castigam e me corroem por dentro em 100% do meu tempo.
    Sinto falta da minha vida, de quem eu era antes dessa gravidez, antes dessas escolhas…
    Não sinto raiva ou ódio de ninguém, apenas não suporto ser quem sou hoje. Não nasci pra ser mãe, dona de casa e esposa, e não suporto sê-los. Não gosto sequer da minha casa, onde vivo há anos, pois nunca fui tão infeliz quanto sou aqui. Não sinto que pertenço a este mundo. O mundo que vivo. O mundo que este bebê vai chegar, um mundo que eu criei pra ele, que ele não escolheu…
    Sinto por você, sinto de verdade! Queria acreditar que isso vai acabar, tanto para mim, quanto para você, mas acredito veementemente que nada mudará.

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  5. Amanda Salomão disse:

    Amanda, minha Xará!!! Vc está sentindo o que muitas mães sentem: um desespero com a chegada de algo absolutamente novo e sim, mto difícil! E vem o medo de não saber se vamos dar conta, e a loucura de dedicação total e onde eu vou cuidar de mim?!? E vc ta certinha em sentir isso: é foda ser mãe de primeira viagem! Vai doer pra nascer, pra amamentar, vai doer o choro de cólica, a vontade de ficar sozinha e pensar só em vc… Mas vai nascer uma situação toda nova pra vc escrever uma outra história! A Amanda mãe vem por aí! E nem mesmo vc a conhece, porque ela pode nascer junto com a cria… E ela vai te surpreender todo dia! E vai acertar e errar pra caramba! MAS LEMBRE SEMPRE QUE PUDER: Vc existe! Vc não vai deixar de existir pra ser mãe… No início é foda mesmo, mas os nossos bebês crescem (hj tenho 34 e o meu 15!)e passam a ter outras necessidades e nós podemos organiza-las com as nossas e todo mundo sobrevive bem! Não sofra mais que o necessário (aprendi que bb pode chorar q n morre: tome seu banho em paz! Que eles podem dormir sozinhos, mesmo que isso pareça doer: pode se dar o direito de transar em paz! Que eles n tem necessidade de mamar a noite: durma sem dor na consciência pq eles n morrem de fome durante a noite!), mas se permita sofrer tbm, isso não te faz menos mãe… e desabafar faz sempre bem!!!! Procure uma terapia, faça algo por vc neste momento pra te lembrar que vc ta aí, atrás da barriga que protege a cria e dos seios que alimentam… E vc vai ser mto feliz depois de todo o turbilhão de sensações e medos! A sua vida não é negociável, vc vale mais que qualquer outra coisa/pessoa/problema!!!! E somos mto mais fortes do que pensamos… Amandas são fortes, nos superamos e vc está começando uma nova fase que não será fácil, mas que vc pode ser muito feliz!!!! Avante! Coragem! Força e alegria nas coisas pequeninas!!!!

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  6. Fernanda W. disse:

    Amanda, vc já pensou na hipotese de fazer terapia? eu tive um baita depressão pós parto, ja na primeira semana cogitei ir embora de casa pois achava que eu como mae, era melhor nao ter mae, Nao conseguia segurar minha filha no colo, fui muito mal orientada em muitos aspectos, minha medica nao percebeu que eu já apresentava uma serie de sintomas de depressão antes de ter minha filha. A terapia me ajudou muito, até mesmo perceber pq tinha tanto medo de relacionamentos e de ter filhos. Foi um doloroso caminho de volta as velhas feridas que eu insistia em nao olhar nem cuidar, mas valeu muito a pena. nao sei de que cidade vc é, mas exitem muitos locais legais onde vc pode fazer terapia a preços acessiveis ou mesmode graça, procure grupos de apoio. Qdo o nene nasce nossa rotina vira de cabeça pra baixo , eu fiquei desesperada, procure grupos de maes na cidade onde vc mora, pessoas ligadas ao parto humanizado(no facebook tem varios grupos destes), uma doula pra te ajudar no parto e pós parto. Cuide de vc, nao fique sozinha, juntos somos mais fortes ❤

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  7. euzinha disse:

    Procure ajuda médica. Vc deve estar em depressão por todo o histórico. Depressão eh uma doença e tem tratamento! Vc vai ver que com a ajuda certa, poderá sentir o amor q vc não consegue.

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