Estou vivendo um dilema horrível

em

L., 1 filha, 34 anos.

Desabafo Anônimo: Sou mãe de uma menina de 2 anos. Minha menstruação acabou de atrasar e eu fiz o teste de gravidez. Positivo pra minha surpresa e meu desespero. Até semana passada, eu tava desesperado pra voltar ao mercado de trabalho. Com freelas encaminhando e tido mais. Filha quase entrando na creche. Eu pensei que ia voltar tudo aos eixos. Voltar finalmente a ter minha grana e mais individualidade. Até agora, só fui mãe e estava farta disso. A gravidez foi uma bigorna na minha cabeça. Desespero pra saber de quantas semanas afinal, pra logo tirar. Mas pra desespero maior, descubro 13 semanas. Foi horrível. Foi hoje. Estou vivendo um dilema horrível. Medo de tudo. Medo do futuro. Não quero mais essa prisão de uma maternidade obrigatoriamente com apego e humanizada. Tô cansada. Me culpei tanto apesar de tanta entrega. Não quero isso de novo. Ia tirar, mas tô com medo do aborto pelo tempo de gestação. E agora a culpa de ter pensado nisso, caso eu tenha o bebê. Nos últimos dias, tenho lido muito sobre aborto e a coisa me fez ficar com muita pena das mulheres. Além de todo o risco e clandestinidade, o medo de ser julgada. O assunto é tabu até entre amigas. Eu quero abraçar cada mulher que tenha abortado e sentido o que tenho sentido nesses últimos dias. É um peso grande pra gente carregar. O aborto precisa urgentemente ser legalizado. Pelo preço que custa em todos os sentidos. Ainda não sei o que fazer, mas a única certeza é que desejo que nenhuma mulher precise passar mais por isso.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Só pense em uma coisa há um ser dentro de você que depende do seu amor e proteção. Ter filho não impede de voltar ao mercado de trabalho nem de fazer o que gostaria de fazer, ser mãe é estar bem e feliz só assim poderá ser uma boa mãe. Cada mulher sabe de suas escolhas, eu escolhi ser mãe integral a me doar por inteiro e sobre críticas por isso, mas é uma escolha minha e sou feliz com essa decisão. Se para ser feliz precisa trabalhar vá em frente mas lembre se que abrirá mão de alguns momentos com seu baby que não voltarão e sendo que o trabalho, passeios festas sempre haverão. Curtir o baby é um momento único e se não está disposta a se doar tanto se sente frustração procure ajuda.

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  2. Seja qual for a tua decisão, volte ao mercado de trabalho se isso está te fazendo falta. Crianças se criam em escolas, e não são mais ou menos felizes por isso. vivemos uma ditadura super retrograda de que as mães devem parar sua vida profissional para cuidar dos filhos. Basta. Mais saudável uma mãe feliz pelas horas possíveis que uma mãe frustrada “full time”. Não se apegue a isso, não se apegue a julgamentos.

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