Estou sem saída

em

 

Idade: 33 anos

Desabafo Anônimo: Quando nos conhecemos, eu e meu marido, logo percebemos que ambos queríamos muito ter uma família. Ele era divorciado mas não teve filhos e acho que diante dessa nossa enorme vontade de termos filhos, acabamos apressando muito as coisas e em menos de 1 ano já estávamos casados e grávidos do nosso primeiro filho. Antes de nos casarmos, eu pedi para ele que eu gostaria de parar de trabalhar fora para cuidar dos nossos filhos enquanto fossem muito pequenos e ele concordou (percebi que foi meio a contragosto mas concordou). Ele é médico e eu sou engenheira. E então logo depois que nosso primeiro filho nasceu, eu me desliguei de meu emprego e passei a ser dona de casa. Tivemos mais um bebê, depois de 2 anos, hoje o mais velho tem 3 anos e a pequena 1 ano e meio e então começamos a ter alguns problemas financeiros.

A crise no país nos pegou em cheio e a empresa para a qual ele estava trabalhando parou de pagar os salários dos funcionários e ele teve que arrumar outro emprego. Moramos no interior e ele conseguiu um emprego em São Paulo em pouco mais de 1 mês de procura. Eu comecei a procurar emprego também, mas para cargos de engenharia é muito mais complicado conseguir um emprego, ainda mais se você é mulher e mãe de 2 crianças pequenas. Enfim, com essa crise financeira veio a violência psicológica, ele simplesmente não se conforma que não estou conseguindo um emprego, diz que estou acomodada, que não sou companheira, que só penso em mim e nas crianças e que não vejo o quanto ele sofre indo trabalhar longe. Tem pegado vários plantões nos fins de semana e quase não fica mais conosco, e eu sou a culpada, por ter tomado aquela decisão lá atrás de cuidar da casa e das crianças.

A pequena ainda mama no peito, o mais velho tem problema de atraso na fala e faz acompanhamento fonoaudiológico 2 vezes na semana, eu não tenho empregada, faço tudo sozinha em casa e tenho me sentido extremamente sozinha. Não tenho muito com quem conversar, sinto falta dele. Ele começou com uns ciclos de violência psicológica. Sempre no início da semana ele começa a me cobrar uma posição quanto ao emprego com mensagens pelo celular, principalmente quando ele tem um dia ruim. Aí começa a me criticar e dizer que não acredita mais na nossa relação. Chegou a pedir o divórcio por mensagem duas vezes e depois age como se nada tivesse acontecido. Passa o resto da semana bem e depois começa tudo de novo. Tenho me sentido muito culpada, não sei o que fazer. Minha autoestima que já era baixa agora nem existe mais. Procurei terapia mas não sei se está resolvendo, pois fico muito abalada quando ele tem essas crises. Estou sem saída, tentando ter paciência para ver se isso um dia vai passar.

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