Me sinto SÓ

Tita, 1 menina, auxiliar administrativo, 32 anos.

Desabafo Anônimo: Faltando 4 meses para o meu casamento minha avó paterna faleceu, isso foi em setembro de 2015, eu era muito apegada a ela por ser a neta mais velha. O desejo dela era me ver grávida, e isso não foi possível “por achar que outras coisas eram importantes naquele momento”.
Após sua morte conversei com meu noivo e decidimos tentar engravidar, em janeiro de 2016 nos casamos e no dia 01 de abril descobri que estava grávida, ficamos muito felizes “mesmo com a notícia da demissão do meu esposo no mesmo dia”. Faltando um mês para a nossa Bella nascer ele arrumou emprego e conseguimos ter a nossa bebê no hospital particular.
Passei minha gestação muito tranquila, tinha o acolhimento de muitas pessoas do serviço, da família do meu esposo.
Quando a Bella veio ao mundo foi como se um capítulo da minha historia tivesse finalizado e um novo capítulo iria se iniciar. Tinha meu marido como porto seguro. Quando voltamos pra casa não queria que ele voltasse a trabalhar, me sentia mais segura com ele por perto, mas realizava todas as “tarefas” da minha bebê sem problemas, só queria ele por perto.
Minha mãe veio me ajudar nas duas primeiras semanas.
Eu esperava mais da minha mãe, mas tudo bem ela tem seus problemas e entendo o jeito dela de ser, mas confesso que me sinto muito sozinha. Sinto como se minha vida inteira eu tivesse cuidado de todos e hoje quando mais preciso não há ninguém pra cuidar de mim, me sinto SÓ!!!!
O que me dá forças pra continuar sempre é o olhar e o sorriso da minha pequena Isabella que tem três meses, sinto falta do meu marido me olhando como MULHER, de beijos longos e abraços apertados, da minha avó que hoje é minha estrelinha, porque sei que se ela estivesse aqui ela estaria cuidando de mim de verdade.
Sei lá, gostaria de ter mais atenção de ter alguém que se preocupasse comigo.
Muitas vezes eu choro e me dói muito, mas me calo pois não tenho com quem  desabafar “pois acho que irei incomodar com minhas reclamações”.
Acredito que o meu lado independente me atrapalhe muito e não sei como mudar isso.
Tudo que queria era alguém que me ouvisse e me confortasse.
Obrigada por este desabafo, sinto que meu coração está um pouco mais leve. Caso alguém queira conversar, estou aberta para ouvir e ajudar.
Tita.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Caroline disse:

    Não quero desmerecer em nada o teu cansaço e a tua solidão! Mas quero muito que tu saibas que ambos são super normais! A mulher fica muito, muito envolvida com o bebê, e é natural que se sinta sozinha e desamparada! Converse, sim! Fale o que está sentindo! Aos poucos as coisas vão melhorando!!! Força! Esses primeiros meses são sim os mais difíceis, mesmo que pareça que as tarefas do bebê estão sob controle! O puerpério é bem pesado por si só!! Bjs

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  2. Luciana Caroline disse:

    Me senti exatamente assim quando minha filha nasceu, por sempre ser forte e independente no momento que precisei não soube como pedir, na verdade não queria pedir, queria que as pessoas soubessem

    Enviado pelo meu Windows Phone
    ________________________________

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