Amava ser mãe, mas não não estou conseguindo

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Anônimo, 26 anos, 2 filhos, pedagoga.

Desabafo Anônimo: Bom dia. Estou me sentindo completamente estranha. Tenho dois filhos, a primeira eu tive quando tinha 21 anos, era solteira e morava com minha mãe na época. Meu namorado me apoiava, mas ainda morava com os pais. Quando nossa filha nasceu, ele veio morar comigo. Então, nossa filha nos aproximou. Anos depois, nos casamos e hoje nossa filha tem quase 5 anos. Engravidei do meu segundo filho, mas tudo foi muito diferente. Eu sei que sou mãe e independente do humor ou estado emocional de outros, eu devo amar e estar feliz com meus filhos, mas não foi o que aconteceu! Meu esposo me rejeitou na gestação, meu filho nasceu e não tinha berço montado, coberta, protetor de berço e enxoval porque meu esposo não quis comprar. Reclamava todo o tempo sobre os gastos com o bebê, mal falava comigo e até mesmo me rejeitou sexualmente. Fiquei muito entristecida, não curti minha gestação, não tirei fotos, não filmei meu bebê mexer na barriga, não comprei uma roupa pensando nele dentro. Enfim, hoje meu pequeno com dois meses, nasceu com 36 semanas, com cordão umbilical em volta do pescoço, mas graças a Deus nada de mal aconteceu à ele. Sinto que não cultivei laços com ele. É como se eu sentisse que ele ao invés de me unir a meu esposo, nos afastou, e me sinto culpada e me sentindo a pior mãe do mundo. Não sinto o amor que senti quando tive minha primogênita. Sei que meu esposo estava com problemas com a família (pai) que até agora não se resolveu, mas destruiu a base da nossa família. Sinto muita angústia, às vezes, tenho vontade de fazer uma loucura. Amava ser mãe, me dediquei a ser uma mãe maravilhosa para minha menina, mas não não estou conseguindo. Penso em deixar meu esposo, a rejeição doeu muito, não consigo superar. E me dei conta de que sou dependente financeiramente e emocionalmente dele. Não queria ser assim, gostaria de voltar alguns meses e poder amar meu bebê no ventre e assim ser algo natural amá-lo. Não sei o que fazer, às vezes, deixo o pobrezinho chorando, mas não tenho vontade de pegá-lo no colo. Me ajudem!

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