Até quando vou aguentar?

Letícia, 2 filhos, desempregada

Idade: 22

Desabafo Anônimo: Eu tenho 22 anos e tenho dois bebês. Sou sozinha em SP, minha família ficou na minha cidade natal, em SP tenho meu marido e a família dele. Tive depressão pós parto quando tive o meu primeiro filho e sou borderline*. Faço terapia e tratamento com medicações. Ultimamente tenho vivido uma situação insustentável, meu marido que tem depressão está prestes a perder o emprego novo. E ele não pode entregar atestados psiquiátricos nessa empresa porque eles tem muito preconceito. Estamos com as contas de luz e água atrasadas. O meu marido está muito fora de si, e eu também. Na quinta eu tive um surto e quebrei uns pratos, e ele me enforcou, ele nunca havia gritado comigo ou me agredido, essa foi a primeira vez. Eu falei com ele que queria ir para a minha cidade enquanto ele ficasse aqui se tratando, pois nossos filhos merecem pais saudáveis mentalmente e ele me disse que somos a motivação dele, que se formos embora ele vai piorar. Não aguento mais ele dizer que vai se matar, faltar no emprego e não se tratar. E depois de alguns meses bem, me desestabilizei e tenho pensado sobre suicídio. Hoje mesmo no metrô da Sé, só não me joguei porque estava com o meu bebe no colo. Pois não vejo solução, me sinto num beco sem saída, num quarto sem janelas e portas. Eu não sei até quando vou aguentar. Estou escrevendo esse relato enquanto estou no metrô, não quero voltar pra aquele inferno. Só queria ser uma boa mãe para os meus filhos.

BORDERLINE: Transtorno mental caracterizado por humor, comportamentos e relacionamentos instáveis. Fonte:Hospital I. Albert Eistein

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2 comentários Adicione o seu

  1. Grazilha Spinosa Zerlotto disse:

    Como podemos ajudar essa moça passei por isso foi bem difícil só que eu larguei tudo e voltei pra SP estava no sul não tenho nenhum transtorno mais fui agredida bom foi muito difícil.

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  2. erika disse:

    Primeiro! não sinta vergonha de si mesmo e eu digo isso pq já passei por isso. Moro sozinha, sou independente e comecei a namorar um cara que logo se enfiou na minha casa e eu achando que era amor. Não era. Era para usufruir das minhas coisas. Com o tempo passou a me tratar mal, me agredir. Vivia aparecendo com roxos nos braços e as velhas desculpas.
    Hj não sei como pude ficar tanto tempo com ele… Creio que estava doente e fragilizada e via nele a salvação. Achava que iria ficar sozinha, me achava feia, porque ele fazia eu sentir.
    Depois de mtas idas e vindas eu não aguentei mais. Era minha casa, minha vida. Coloquei as coisas dele para fora. Nas primeiras semanas não é fácil, mas só a primeira sensação de liberdade que tive ao chegar na minha casa e ele não estar lá! Não há dinheiro que pague.
    Isso se chama paz! Espero que você logo a encontre.
    Abraço!

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