Então, só nos resta o RESPEITO!

Juliana, mãe da Laura, nutricionista

30 anos

Desabafo Anônimo: Fiquei muito feliz e aliviada com a matéria [sobre aleitamento]. Infelizmente, só consegui amamentar minha filha por 20 dias. Tive muita dificuldade, meus dois seios foram dilacerados, fiquei muito nervosa/frustrada e com isso a produção reduziu drasticamente. Minha filha nasceu com baixo peso e não estava ganhando peso, ficava horas seguidas no peito e ainda sim chorava de fome. Com 30 dias ela foi internada por 7 dias devido uma infecção urinária e, ainda assim, depois tentei a relactação, mas só produzia bem pouco leite em uma mama e a outra praticamente seca, rasgou na primeira sugada, não resisti, a dor foi maior.
Na primeira mamadeira, tive que pedir para minha mãe dar. Não parava de chorar, me senti a pior das mulheres, culpada, incapaz, logo eu formada em nutrição (sei da importância científica e dos infinitos benefícios do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses). Logo eu, ativista do aleitamento materno (dei inclusive palestra sobre o tema em um grupo de parto humanizado). Logo eu, que me preparei para receber minha filha da forma mais natural possível e consegui, como agora com menos de 1 mês ia dar leite artificial para minha filha? Foi muito difícil aceitar, no início tinha vergonha de comentar com as pessoas, principalmente com o círculo de amizades de parto humanizado. Afinal, todas que eu conhecia amamentavam os filhos no peito. Cheguei até a mentir dizendo que dava o peito ainda e na sala de espera da pediatra humanizada, tinha vergonha de dar a mamadeira. Tinha receio dos olhares julgadores e comentários que ouvi como: “já parou de dar o peito”, “ah você consegue, amamentar dói mesmo, mas passa, eu consegui”…
Hoje minha filha está com 5 meses, saudável, crescendo e se desenvolvendo muito bem e feliz! Hoje já entendo que fiz e fui até onde podia para amamenta-lá no peito, mas não deu certo. A decepção ainda dói, mas com isso aprendi que cada mulher tem sua história, sua capacidade e limitação. Jamais devemos julgar, pois aquela mulher com certeza fez o seu melhor para seu filho e só ela sabe das suas lutas e dificuldades. Então, só nos resta o RESPEITO! Obrigada mais uma vez pela bela matéria, abraço à toda equipe! Desculpe o textão, mas precisava desse desabafo para seguir adiante!

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1 comentário Adicione o seu

  1. Ellis disse:

    Sintam-se abraçada Juliana! 🌷

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