Falta de acolhimento materno: por que somos julgadas e tão pouco acolhidas?

Esse texto é mais um desabafo que já estava entalado na minha garganta há muito tempo, e que, por uma coincidência, se é que elas existem, veio a ser escrito por inspiração de um desabafo de um texto que li no face de uma outra pessoa.

O fato é que todas as pessoas se acham no direito de julgar as mães sejam por quaisquer atos que elas cometem: seja por engravidar cedo ou tardiamente, por dar à luz por parto natural, normal ou cesárea; por optar por cama compartilhada ou berço; por amamentar ao seio ou mamadeira; por praticar a introdução alimentar com talheres ou pelo método BWL; por colocar na escola ou deixar aos cuidados dos avós; por largar a carreira para ficar com os filhos ou por voltar a trabalhar e também por que algumas perdem (nem todas são blindadas) a paciência com seus filhos. Sim, nossa, que horror falar sobre isso!

Bater em crianças é absurdo. Nós do TQFSI somos totalmente contra a violência contra crianças, e temos sim que falar sobre isso! E temos que lembrar que a vida não é um comercial de margarina e que diariamente nos deparamos com situações (como a que me inspirou a escrever esse artigo) de violência contra uma criança em público, lembrando que isso é crime! Que está no estatuto da criança e do adolescente.

Mas, o que eu quero chamar atenção aqui hoje é o olhar que temos para isso. O julgamento. Quando uma situação dessa acontece, o que vemos é sempre o olhar de repreensão, claro, para a mãe. Aqui no TQFSI, sempre vemos situações em que encontramos mães que estão nos seus limites, com as rotinas, com seus sofrimentos, com seu cansaço, com a falta de apoio, com a falta do parceiro, com a falta de orientação, com a falta de acolhimento.

E aqui, no TQFSI, elas tem acolhimento. Mas e nos outros espaços? Nos espaços públicos? Por que não há acolhimento?

Acolher uma pessoa não significa que você precisa concordar com ela. Você não precisa concordar que ela amamente o filho prolongadamente. Mas respeite e deixe que ela faça isso.  Fique do lado dela quando ela estiver amamentando para deixá-la mais segura em locais públicos, por exemplo. Seja uma boa companhia.

Se uma mãe estiver em uma situação em que o filho esteja fazendo birra no supermercado, ao invés de olhar e feio para ela e bater no peito dizendo que se fosse seu filho, ele não estaria fazendo isso, chegue perto dessa mãe, pergunte se ela quer ajuda. Ofereça um copo de água para ela, pergunte se ela quer ajuda para sair do local. Acompanhe ela até a saída. converse com ela. Ajude ela a carregar alguma coisa se for necessário para que ela consiga acalmar a criança.

Ao invés de criticar a mamadeira, ajude a mamãe a preparar a mamadeira ou se ofereça para dar ao bebê. Segure-o para arrotar enquanto a mamãe descansa um pouco. Não sabe nada sobre o BWL. Não fale nada ou então procure aprender. Leia, pesquise e na próxima visita, mostre o que aprendeu para sua amiga.

Viu alguma situação  em que alguém vai perder a paciência com a criança? Tente evitar antes que aconteça! Um tapinha dói sim! Agressão verbal também deixa marcas.  Proteja a criança; mas também lembre-se de que os pais precisam de ajuda!

Apenas seja gentil!

E se você estiver lendo esse texto e estiver passando por alguma situação dessa, saiba que aqui você tem apoio. Sintam-se acolhidas e abraçadas!

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