Sempre quis ter uma família feliz

Amanda, 2 filhas, jovem aprendiz em licença maternidade

Idade: 22

Desabafo Anônimo: Estou muito triste, sempre quis ter uma família feliz.
Meu relacionamento está muito conturbado.
Por muitas vezes dando sem receber.
Me trata com estupidez, eu digo que fico mal pelo jeito que ele fala, pelo abandono. Ele sempre diz pra eu parar de falar essas coisas ou ignora o que digo.
Já chegou a chamar uma amiga minha pra dormir com ele enquanto eu estava fora. Me separei mas me vi totalmente dependente dele, acabei voltando. Sempre faço de tudo pra agradar e sou decepcionada.
Estou com uma bebê de 1 semana,  ele faz as coisas dentro de casa me xingando, me tratando com estupidez, ele reclama que quer sair e tem que fazer o serviço de casa sozinho. Levantei pra dividir o trabalho ele sentou no sofá de pirraça. Lá ficou, vendo desenho na TV.
Estou com dores, tanto no corpo quanto na alma. Um sentimento de fracasso, de decepção, vontade de morrer.
Tenho uma filha de 5 anos, que vem vivendo nesse meio de discórdia, de brigas e violências. Mas ela sente muita falta dele também, quando nos separamos. Quando ela nos vê  brigando ela já começa a chorar pedindo pra gente parar.
Eu tento ser compreensível, tento ajudar, ele não aceita que eu ajude, e reclama de ter que fazer sozinho.
Tenho vontade de sumir pra bem longe. Ou de morrer, já tentei me matar algumas vezes, já me bati pra tentar amenizar a dor de dentro.
Mas não posso fazer nada pois tenho uma bebê que precisa do meu leite. A maioria das vezes penso que não sou o melhor pra ela, tenho vontade de que ela seja feliz,  que seja criada por uma família feliz. Que cresça sem traumas. Que cresça num lar de amor. E no momento meu lar é de discórdia, de frieza, de angústia e estresse.
Não consigo ter paciência com a de 5 anos. Me sinto tão mal por não dar o que ela merece.
E agora essa pequena, que mal veio ao mundo e já está vivendo num meio de angústias.
Tenho medo de separar dele e passar necessidade financeira pois meu contrato acaba assim que a licença acabar também.
E também tenho medo pela necessidade emocional, pela idealização de ter uma família.
Pela solidão, apesar que ele está presente, mas ausente.
Eu não consigo encontrar uma saída pra isso.
Até minha mãe justifica as atitudes dele e coloca a culpa em mim.Sempre arruma uma maneira de me fazer a culpada. Acho que ela quer que eu me sinta assim, pra abaixar a cabeça e não separar dele, pra ela não ter que me ajudar financeiramente.

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