O desastre em que transformei a minha vida

20 anos.

Desabafo Anônimo: Bom, meu nome é “Mariana”, tenho 20 anos, e moro em Brasília desde que nasci. Morei com a minha mãe e o meu irmão mais novo até os 18 anos, mas depois que completei os meus 16 anos, tudo ficou mais difícil de lidar… e os mais velhos diziam” é só uma fase, logo isso irá passar”, “é a aborrescência”, mas antes fosse…
As brigas com meu irmão mais novo foram piorando, e passaram de briga de irmão, para agressões verbais e físicas, tanto que hoje não nos falamos, e eu nem sei por que, pois até o dia do meu aniversário de 20 anos, em outubro deste ano, estávamos bem!
As brigas tanto com ele, quanto com minha mãe foram o estopim para eu acreditar que o erro estava e está em mim, então decidir ir embora, e fui, diversas vezes fui embora da minha casa, para a casa da minha madrinha, para casa da tia D.
Eu sempre me senti insuficiente para ambos, e para o geral também, isso justificaria os chifres que levei e os adeus que recebi.
Eu tô meio sem saber como falar o desastre em que transformei a minha vida.
É um turbilhão de coisas passando pela minha cabeça, sabe? E só de pensar, só tenho vontade de chorar, e pedir pra começar do zero.
Eu teria deixado de conhecer pessoas, só para evitar tamanho sofrimento que elas me causaram.
Eu teria pedido mais desculpas e dito que amava mais, teria ido atrás e falado que senti saudades, ou sei lá, que estava ali caso precisasse.
Hoje em dia eu namoro uma mulher, mas já namorei homens e já fui perdidamente apaixonada por um rapaz, de 21 anos, militar, e dj kkk.
E particularmente, esse militar foi o motivo de muitas coisas boas na minha vida, mas de coisas ruins também, ruins que me machucam até hoje
É como se ele fosse uma peça de roupa que eu amasse tanto, que não percebesse que ela já está pequena demais para caber no meu corpo grande.
Em uma das nossas brigas, eu tentei suicídio, o por quê? Não sei ao certo, mas acho que eu criei uma dependência dele, como se cria dependência de crack… você tenta, tenta, e tenta de novo parar de usar, mas não dá conta. A sensação de ser incapaz de “desamar” alguém que não te quer mais é sufocante.
Eu tentei de tudo, juro, eu tentei mudar de estado para esquecê-lo, tentei mudar de número, de amigos, e de lugares, para não encontrar com ele, mas nada era o suficiente.
Mas eu comecei a gostar dele, para esquecer um afair, que menina fútil e maluca que eu me tornei, sério.
Eu perdi um amor aos 16 anos, nome dele era D.M, um príncipe sem cavalo branco, mas que portava um violão debaixo do braço e um sorriso único e maravilhoso no rosto…
Príncipe que me ajudou quando eu descobri que estava doente, príncipe que ficou do meu lado quando eu mais precisei, e quando eu não precisei também.
Eu o perdi em um acidente de carro, em fevereiro de 2013, não tive a chance de dizer adeus, nem de pedir pra ele ficar comigo, porque ele era o que me mantinha forte…
Eu perdi meu pai também, aos 3 anos e meio de idade, o xodozinho de papai já não tinha um pai, ou uma família que pudesse lhe acolher, mas tinha uma mãe linda, e forte, e guerreira, que conseguiu ser mãe e pai e tudo que uma criança precisava.
Eu já tentei suicídio algumas vezes, mas até pra isso eu não fui boa.
De uns tempos pra cá eu desenvolvi alguns medos, tive crises de pânico, e de ansiedade também, algo que eu tive com 6, 7 anos, eu tô tendo de novo, hoje em dia…. Minha mãe dizia que era coisa da minha cabeça, que eu inventava para diminuir a falta que meu pai me fazia, e possivelmente poderia ser mesmo, pois a saudade dele era devastadora, e ainda é.
Acho que eu não bato muito bem, mas minha namorada está sendo firme e forte na missão de me aguentar. Bom, eu a conheci em um grupo de whatsapp, há mais ou menos 3 anos, ela acompanhou um dos meus namoros mais caóticos, acompanhou minha paixão doentia pelo militar, e minha dor eterna pelo D.M…. eu aprendi a amar, eu digo com toda convicção do mundo que a amo, mas o militar ainda mexe comigo.
Já perdi o foco, eu sempre faço isso.
Vou pontuar as coisas que estão me enlouquecendo e ir discutindo aos poucos, espero que alguém possa me ajudar.

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