A maternidade e a crueldade do mercado de trabalho

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Em outubro de 2014, a minha coordenadora me chamou na sala de reuniões da empresa e elogiou o meu trabalho, e me informou que devido ao meu empenho eu iria ganhar aumento salarial e aumento nas responsabilidades dentro da empresa, claro. Fiquei extremamente feliz no momento, lutei muito para aquilo e estava se tornando realidade. Quando entrei nesta empresa, entrei como estagiária e aos poucos fui mostrando minha competência, buscando sempre o meu melhor, mas nunca tive feedback do meu trabalho. Mas não tendo o tal feedback sabia que os gerentes me viam como competente, eficiente; tive certeza disso quando um dos gerentes perguntou se eu tinha alguém para indicar para trabalhar, que fosse bruto e bom de serviço como eu.

Entretanto, a minha felicidade foi instantânea! Em seguida, descobri que estava grávida e eu sabia que a minha gravidez iria de certa forma me “atrapalhar” no meio profissional. Fui contar ao diretor financeiro da empresa da minha gravidez e ele disparou: “Estou acostumado, a cada ano uma engravida mesmo, pesquise seus direitos na internet e saiba que a empresa paga todos os seus direitos”. Sua fala foi em tom de deboche e de ironia.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Acredito que esse preconceito e até a família em casa só irão mudar quando os benefícios dados a mulher forem equivalentes aos dos homens… No caso, dando licença paternidade igual ao homem pra que ele aprenda e participe da criação dos filhos…

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