Sofri violência obstétrica

E., 4 gestações, do lar, 29 anos.

Desabafo Anônimo: No nascimento da minha filha, meu segundo bebê, eu não tinha passagem. O médico forçou até não poder mais um parto normal. Chorei muito de dor, de raiva, mas não gritei. Minha bebê era muito grande, e eu sou pequena, desmaiei várias vezes porque ela não queria nascer, nem comigo fazendo força.
Achei que ia morrer. A todo momento o médico dizia que eu era preguiçosa, que me deixaria sozinha pra morrer, e que ia deixar um balde pra bebê cair dentro, acudiria a bebê e me deixaria morrer.
Meu sofrimento só acabou quando um anjo chegou em forma de médico e me disse para confiar nele. Fez uma cesárea de emergência. Não pude ao menos ver quem era aquele homem.
Só hoje, depois de quase 11 anos, eu vim saber que sofri violência obstétrica, e que infelizmente isso ocorre muito.

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