O meu maior sonho estava ali na minha frente, mas eu não me sentia feliz…

Francine, 1 filho, dona de casa, 31 anos.

Desabafo Anônimo: Me senti sozinha há 1 ano, quando meu filho nasceu…

Eu esperei muito da minha mãe e do meu marido que me abandonaram quando mais precisei. Hoje em dia penso que superei, mas ainda dói quando lembro…
Quando meu filho nasceu, pedi pra minha mãe me acompanhar na maternidade, mas ela não apareceu e quem me ajudou foi minha sogra. Além de me sentir sozinha, me senti envergonhada de precisar de alguém que não era minha família… Ela nem apareceu pra ver o neném e só foi conhecê-lo após uma semana e eu que levei até ela. Eu me sentia rejeitada e com raiva, mas ainda assim queria a atenção dela.
E meu marido, quando voltei pra casa, não me ajudava com o neném e passei os 3 primeiros meses sozinha, trancada dentro de casa, quase não saía do quarto, sentia como se o estivesse incomodando. Eu me sentia perdida com um neném recém-nascido que precisava integralmente dos meus cuidados, não sabia como administrar o tempo, estava realmente perdida e sozinha. O que me dava mais raiva com meu marido é que ele chegava do trabalho e ficava à frente da TV ou vídeo game e nem me cumprimentava ou perguntava se eu ou o neném precisava de alguma coisa… Simplesmente me ignorava e se alguém aparecia pra ver o neném, ele o carregava como se fosse o melhor pai do mundo… Fora as cobranças de sexo e ficava falando que já não me reconhecia mais… que eu havia mudado muito… Foram três meses de brigas e eu só pensava em me separar… Teve até um dia que eu me sentia extremamente sozinha que liguei em lágrimas pra minha mãe pra que ela fosse em casa me ver… Eu me sentia com raiva de implorar por atenção, mas eu precisava de alguém ali comigo, sempre fui muito ativa e sempre trabalhei, nunca imaginei que ficar em casa com o bebê me desse tanta solidão… Me sentia confusa, pois o meu maior sonho estava ali na minha frente, mas eu não me sentia feliz… E tinha medo de falar isso pras pessoas e elas me chamarem de louca… A única que me deu apoio foi minha irmã.
Me apegava muito a Deus, meu maior medo era de judiar do meu bebê, então vivia em constante oração e com o pensamento de aquela fase iria passar…
Fui forte e desabafei com meu marido, que viu o seu erro e me prometeu que iria se comprometer comigo novamente… Foi aí que as coisas começaram a mudar…
Os dias ficaram mais leves e eu pude, enfim, me dedicar ao meu filho, sabendo que tinha alguém pra cuidar de mim…
Hoje em dia não penso em ter outro filho, jamais quero passar por isso novamente, talvez não aconteça, mas não quero pagar pra ver…

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