Procura-se voluntário para dar colo e carinho a bebês carentes

Por Crescer online – 10 Junho 2016


Um trabalho que não requer cursos, graduações e especializações; apenas muito amor e boa vontade. O Cuddler Program é um programa norte-americano que reúne pessoas dispostas a ajudar bebês nascidos de mães viciadas em heroína e que consumiram a droga durante a gestação. Os voluntários não precisam fazer mais nada além de dar colo, carinho e aconchego aos recém-nascidos em fase de abstinência da substância.

Criado há 10 anos, o projeto surgiu quando funcionários do Magee-Womens Hospital of UPMC, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, começaram a reparar em um aumento de bebês nessa situação. Os recém-nascidos em fase de abstinência têm uma grande necessidade de carinho, porém, os enfermeiros não conseguem dedicar tanto tempo a eles. Outro ponto observado pela equipe é que os bebês que recebiam mais atenção acabavam indo para casa mais cedo, sem necessidade de medicação. A ideia já trouxe bons resultados. Em alguns dos casos, o período que os bebês precisam permanecer no hospital caiu pela metade – de 40 para 20 dias.

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Os bebês têm uma doença conhecida como síndrome de abstinência neonatal (NAS é a sigla em inglês). Nessa condição, elas apresentam um conjunto de sintomas associados com a retirada da droga. Irritação, choro excessivo e muito alto, tremores, diarreia, dificuldade na amamentação, irritações na pele e vômitos são alguns deles. A gravidade do quadro varia de acordo com a criança e com a quantidade de heroína que a mãe usou, além da fase da gravidez em que isso aconteceu e da idade gestacional em que o bebê nasceu. Medicamentos para aliviar os sintomas são ministrados aos pequenos, mas o colo têm reforça o bom estado de saúde deles.

Nancy Stebler é uma das voluntárias em um hospital em Pittsburgh e, depois de finalmente conseguir acalmar uma menina, relatou, em entrevista ao Today Parents: “Ela passou por um período muito difícil de abstinência; foi muito triste de ver. Quando consegui acalmá-la, foi realmente um alívio”. Aos 52 anos, Nancy é mãe de gêmeos de 26. Ela é voluntária há quatro anos.

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Depois que seus filhos saíram de casa, Nancy resolveu dedicar seu tempo a outras crianças. Apesar de ter cuidado de dezenas delas em todos esses anos, uma menina que deu muito trabalho marcou sua memória. Tanto é que ela ainda mantém o contato com a família adotiva, envia cartões de aniversário e recebe notícias da menina. “Ela se transformou em uma linda e doce garotinha. É muito gratificante poder vê-la vivendo”, disse.

Os voluntários que doam o seu tempo para aconchegar esses bebês em seus braços criam laços com eles e fazem a diferença. “Espero que, ao dar colo, possamos trazer um pouco de conforto. Talvez isso possa torná-los pessoas melhores, mais fortes ou mais felizes e, para mim, essa é a melhor coisa que eu poderia fazer por uma pessoa”, finaliza.


Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Curiosidades/noticia/2016/06/procura-se-voluntario-para-dar-colo-e-carinho-bebes-carentes.html

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