Estou muito fragilizada, não me reconheço

Desabafo Anônimo: Olá! Tenho muito para dizer…

Estou passando por uma fase difícil. Não tenho uma boa relação com minha mãe, com a minha sogra e sinto que meu casamento esta desmoronando. Tenho duas filhas e desde o nascimento da primeira filha meu casamento não vai bem. Durante a gestação eu não queria ter relações e isso piorou depois do parto que não sentia mais nenhuma vontade, acho que devido ao puerpério. Tentei e tivemos algumas relações mas, sem aquele envolvimento, eu ficava muito preocupada com a bebê durante a noite e isso me atrapalhava.

Quando ela estava com 8 meses teve uma festa em casa e meu marido bebeu muito, depois que todos foram embora ele foi deitar. Depois de um tempo tentei acordá-lo para ajeitar a cama e ele acordou muito irritado, me agrediu e deu vários socos no meu braço, que eu usei para me defender. Meu cunhado tinha dormido em casa e pedi socorro para ele e meu marido parou com as agressões. Meu cunhado não quis deixar eu ligar para a polícia e nem me levou para a casa do meu pai como eu tinha pedido. Acabei ficando, pois tinha a bebê, e meu marido tentando me convencer de perdoá-lo.

Ficamos um bom tempo vivendo na mesma casa mas não como marido e mulher. Até que um dia depois de milhares de conversas decidi perdoá-lo, até então nunca tinha se mostrado agressivo comigo, pelo contrario sempre carinhoso, um ótimo pai que dividia a criação da nossa filha, atuante em tudo, tarefas do lar, despesas, cuidado com a nossa filha…foi um choque! Enfim na reconciliação engravidei da nossa segunda filha.

Eu nunca contei para ninguém sobre esse episódio, como sempre admirei as feministas, desde a minha adolescência, sempre exaltei as mulheres e isso que aconteceu comigo me envergonhou e me diminuiu de uma maneira que não consigo explicar. Parei de me cuidar, me tornei mais reservada, entre outras coisas que não sei explicar! Durante a gestação eu chorei muito, não me sentia amada e acolhida, e eu me afastei dos meus amigos, durante tudo que se passou.

Minha filha caçula nasceu, ficou doente com 13 dias de vida e passamos um tempo no hospital. Esse momento foi crucial para eu perceber que preciso de ajuda. Estou muito fragilizada, não me reconheço quando olho no espelho me sinto feia e incapaz. Passei a minha licença maternidade trancada em casa, não tenho com quem contar, tenho receio e vergonha de contar para uma amiga o que estou passando, pois ela está em um momento tão legal na vida dela que não quero falar coisas ruins, estamos um tempo sem nos ver, queria ter coisas boas para compartilhar com ela!

Em relação a nossa filha caçula ele não dá a devida atenção para ela, somente para a primeira filha, isso me incomoda muito, minha sogra vive falando que ele só ama a mais velha e que ele tem que dar atenção somente para ela porque a bebê não entende. Isso me aborrece muito porque é isso que ele está fazendo. Tentei conversar com ele por diversas vezes a respeito de tudo isso. Quis pedir ajuda, para ir ao psicólogo ou psiquiatra, mas ele diminui meu sofrimento diz que é frescura, ou as vezes usa meu desabafo para falar que eu estou louca e preciso me tratar, isso me machuca muito.

Só posso dizer que não estou encontrando saída, encontrei esse site por acaso e estou aos prantos, mais muito agradecida de poder escrever e desabafar! Estou vivendo um dia de cada vez, minhas filhas são a razão da minha vida, se não fosse elas talvez já teria chegado ao fundo do poço.

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1 comentário Adicione o seu

  1. sandra disse:

    tenha força vc e uma vencedora ame muito suas filhas viva se arrume por elas saia por elas sorria por elas e tenha fe flor Deus te ama muito

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