Sempre vivi a insegurança da rejeição

Desabafo Anônimo: Ao ler o desabafo “Perdi minha identidade“, não pude me calar, pois ao ler o relato sobre o abandono pela mãe, vi minha história ali. E apesar de todo o sofrimento, angústia, sentimento eterno de rejeição, depressão permanente, ainda que por longos anos não tenha aceitado, consegui estudar, casar, ter três filhos maravilhosos e agora um neto lindo.

Busquei a compensação pela minha profissão. Construí uma história profissional de sucesso e de felicidade na área da educação, como professora, coordenadora e diretora. Como mãe me realizei. Apesar de um marido maravilhoso, que sempre tentou me fazer feliz, sempre vivi a insegurança da rejeição, ainda que poucas vezes tenha falado sobre isso. Hoje já aposentada estou novamente depressiva, tomando remédios e neste processo adquiri uma doença autoimune, alopecia areata, em decorrência do estado emocional.

Depois de 45 anos, me sinto obrigada a aceitar uma terapia que possa contribuir para o meu equilíbrio emocional. Portanto, sinto o sofrimento da pessoa que se sente sem identidade, mas digo, busque ajuda em médicos e terapeutas. Se não tiver condições, tente algum serviço público ou mesmo faculdades e saiba que a vida é maravilhosa, principalmente com uma criança que pode contribuir neste caminho para a cura da depressão. Sinta-se abraçada e compreendida por mim.

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