Fernanda Rangel

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Psicóloga, especialista em Psicologia Médica e Psicossomática, atualmente trabalho em uma Maternidade no Rio de Janeiro como psicóloga responsável pela Internação, Alojamento conjunto (mãe-bebê), Unidade Neonatal e ambulatório de luto. Atuo diretamente com mulheres que apresentam questões relacionadas a gestação, parto e puerpério, com maior atenção a perda gestacional e neonatal. Atuo também, dando suporte emocional a mães que se encontram com seus bebês internados na UTI neonatal, focando na assistência ao Recém-nascido de baixo peso, com base na metodologia canguru. Sou Tutora do Método Canguru, no Rio de janeiro, com formação pelo Ministério da Saúde.


Já na minha graduação em Psicologia tive contato com questões relacionadas às mulheres e ao feminino. Realizei estágio em um ambulatório de ginecologia, de um Hospital Federal, tive contato com mulheres que apresentavam dificuldade para engravidar, busquei então entender a infertilidade feminina e os aspectos psicológicos e sociais que envolviam as mulheres nessas condições. Nesse sentido, percebi que o sofrimento apresentado por elas recebia grande influência das exigências sociais e culturais, do desempenho de um papel esperado para uma mulher na sociedade, entre eles ser mãe, e que a impossibilidade de atender esses padrões, pode causar um grande impacto na vida da mulher como um todo. Pude discutir esses assuntos mais profundamente tanto na graduação quanto na pós-graduação, abordando esse tema nas monografias. Após minha formação acabei indo por caminhos diferentes desse, mas os questionamentos relacionados a mulher e seus desdobramentos sempre estiveram presentes.

Após alguns anos, iniciei um trabalho em uma maternidade, onde me deparei novamente com muitas das questões que já vinham sido pensadas anos atrás na graduação e pós-graduação e se repetiam na minha prática.

Quando pensamos em uma maternidade, o que vem imediatamente a cabeça são mulheres tendo os seus bebês, e não nos damos conta de que na maternidade também se perde bebês, tanto nos casos de aborto, quanto de bebês que estão internados na unidade Neonatal. Então é preciso lidar com a alegria de “ganhar” e a tristeza de “perder”no mesmo espeaço. Foi no meu dia-a-dia de trabalho que percebi que esses acontecimentos se dão com muita frequência e os efeitos disso podem ser devastadores na vida das mulheres.

Atendendo esses casos e entendendo a importância do suporte emocional para melhor enfrentamento da situação, concluí que a informação é um facilitador no entendimento de todo o processo de perda, então quanto mais se sabe, mais fácil se dá o enfrentamento da situação. Pensando nisso, criei o ambulatório de luto que lida com as perdas gestacionais e incluí nesse contexto também as perdas neonatais.

A partir dessa experiência no ambulatório de luto, constatei a importância de falar sobre a perda, a morte, de forma clara, sem julgamentos e preconceitos, acolhendo os sentimentos da forma mais simples possível. Me dei conta de como se fala pouco sobre esses assuntos e o quanto as mulheres se sentem sozinhas e desamparadas para viverem esse luto.  Foi assim que encontrei o TQFSI, que se mostrou como uma oportunidade de alcançar o maior número de mulheres que vivenciaram e vivenciam situações como essa e que muitas vezes não tiveram a oportunidade de conversar, entender e compartilhar suas histórias. Acredito que através do trabalho realizado pelo TQSI isso é possível.

Então, vamos falar sobre isso?

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