Desenvolvimento infantil: uma responsabilidade de todos

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Por Rafaela Schiavo – 09 Agosto 2016


A relação mãe/pai/bebê é muito importante para o desenvolvimento infantil, crianças que recebem atenção de seus cuidadores têm maiores chances de apresentar um desenvolvimento adequado.
Entretanto, o desenvolvimento infantil não depende apenas da atenção, amor e carinho dos pais, mas depende também de variáveis biológicas da criança e do contexto ambiental em que vive. Exemplo, se uma criança nasceu muito prematura e muito baixo peso, essa é uma criança com alta probabilidade de apresentar atraso no desenvolvimento, por isso, é importante que essa criança possa encontrar um ambiente favorável que ofereça estimulação para que esse possível atraso seja minimizado, caso contrário, as chances da criança apresentar atraso no desenvolvimento aumentam.
Em geral por ser a mãe o cuidador primário da criança, a saúde mental dessa deve ser observada, pois pesquisas indicam que mães com alterações emocionais podem não oferecer a estimulação adequada para o desenvolvimento infantil (ENGLE, 2009; LAUTCH; ESSER; SCHIMIDT, 2001; MOTTA; LUCION; MANFRO, 2005).
Mães muito ansiosas, por exemplo, em geral podem ser muito protetoras e invasivas no sentido de que sentem muito medo de deixar a criança ser mais autônoma, como deixar que fique no chão após os quatro meses para ganhar maior liberdade de movimentos, conseguir ir se preparando para conseguir sentar sem apoio, escolher quais dos objetos colocados a sua frente quer pegar e brincar etc. Mães muito ansiosas sentem que devem superproteger seus bebês, e o que parece ser algo bom, na realidade limita a criança, impedindo que possa explorar por si mesma o ambiente, essa limitação é o que faz muitos bebês demorarem para sentar sem apoio, por exemplo, ou falarem uma palavra. Espera-se que crianças entre 6 e 8 meses sentem-se sem apoio de uma almofada por exemplo e entre 12 e 14 meses falem ao menos uma palavra.
Mães depressivas por outro lado, podem muitas vezes não sentir prazer em brincar ou conversar com seus bebês, muitas vezes oferecem somente os cuidados básicos, como alimentação, higienização e colocar a criança para dormir, mas não interage com o bebê, essa falta de estimulação também pode influenciar para o atraso no desenvolvimento infantil.
Nossa sociedade coloca a mãe como o cuidador principal da criança, entretanto, é preciso incluir cada vez mais também o pai nessa relação, a responsabilidade de educar e estimular o desenvolvimento do bebê é não só da mãe, como também do pai e da nossa sociedade. Creches também são instituições que devem cumprir esse papel de cuidados e estimulação, essa responsabilidade não é apenas e exclusiva da mãe. A maior participação do pai, familiares e da sociedade seria muito importante, para a promoção do desenvolvimento infantil.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Alessandra Arrais disse:

    Excelente Rafaela Schiavo. Todos somos responsáveis por mais um membro da nossa sociedade! Pena que muitos acham que essa é uma tarefa exclusiva da mãe, sobretudo quando a criança em questão, ainda é um bebê.

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