Luciana Rocha

Acesse CV

A Luciana é uma das nossas Acolhedoras, Parceira e Colaboradora.

Eu sou a Luciana Rocha e para falar sobre mim contarei primeiro minhas experiências profissionais e formação e depois, as afetivas que me trouxeram aqui e contribuem para a minha forma de ver a maternidade, os filhos e a vida… Em muitos momentos, elas se cruzam, inevitavelmente, o que acredito ter feito com que eu crescesse muito e me permitiu ter mais clareza do meu papel e de como posso contribuir em minha jornada!

Bom, começo, então, me apresentando profissionalmente:

Formei-me em Psicologia em 2005, pela Universidade Católica de Brasília – UCB. Em 2008, finalizei minha pós-graduação, em Psicologia da Saúde. O meu estudo para a conclusão desse curso foi a dor materna em casos de óbito fetal. Tenho formação em EMDR e Brainspotting, que são teorias para o enfrentamento de traumas e ressignificação de crenças negativas e/ou limitantes.

Desde a graduação, tive muito interesse em temas que envolvessem o nascimento e a morte. Participei de grupos de estudos, leituras, congressos e atividades que permitissem o meu aprofundamento intelectual e teórico nessa área. Fundei, juntamente com minha orientadora, o Grupo de Gestantes do Hospital Universitário da UCB. Ainda na Graduação, descobri o Psicodrama e comecei a estudá-lo, essa é minha abordagem teórica. Também na Graduação, me apaixonei pela Psicologia da Saúde e soube que era nessa área que queria estudar. Mas tinha também outros interesses e estudei muito sobre o Desenvolvimento Infantil e Psicoterapia Infantil. Após minha formatura, comecei a atuar na Clínica e depois de um ano, numa Instituição de Promoção Social, que atendia crianças, adolescentes, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. No desenvolvimento de meu trabalho com crianças, tanto na Instituição quanto no consultório, em que cada vez mais eu recebia crianças mais novas, percebi a necessidade de ter um olhar diferenciado e especializado para os pais. Comecei a perceber as crianças como reflexo das dores maternas e paternas e como grande parte dessas dores poderiam ser amenizadas ou prevenidas desde a pré-concepção, gestação ou pós-parto. Voltei novamente o olhar para esse público e percebi que meu trabalho deveria ser com eles, voltado para o apoio, suporte e tratamento das dores e angústias enfrentados nesse momento. E descobri também a imensa dor carregada por pais que querem engravidar, mas não conseguem. Atualmente, atuo com mulheres e casais que querem engravidar, estão grávidos ou no pós-parto. Desenvolvo meu trabalho pela psicoterapia individual ou em grupos, em geral, temáticos: para mulheres que querem engravidar, pais enlutados, pré-natal psicológico e grupo de pós-parto. Disponibilizo suporte para vítimas de Violência Obstétrica e atuo na prevenção. Também faço palestras, presenciais e online, e cursos e workshops. Trabalho também em parceria com uma equipe de parto humanizado. Participo do Programa Online Quer Saber, no qual eu e mais seis psicólogos brasileiros discutimos temas cotidianos a luz da psicologia ou temas da psicologia numa linguagem cotidiana. E, por fim, estou me preparando para retomar os estudos acadêmicos e ingressar no curso de Mestrado.

Sou doula e educadora perinatal, desde abril de 2015.

Sou idealizadora do projeto Tons da Maternidade, um espaço, virtual e real, de encontro, de apoio, de orientação. De troca, de informação, de suporte e, principalmente, de acolhimento de todos os Tons implicados na maternidade real.

Agora, me apresento pessoalmente:

Tenho 34 anos, sou de Brasília-DF, casada e mãe do Lorenzo de 2 anos.

A morte sempre me chamou a atenção e o motivo de eu querer estudar tanto desde a graduação tem referência em minha história pessoal, em algumas passagens que me marcaram: a morte de meu avô materno, quando eu tinha 07 anos; a perda de seis familiares muito próximos com distâncias curtas de tempo, entre eles um tio, filho de minha avó paterna e o acompanhamento de sua dor até o seu falecimento e, por fim, um diálogo com minha avó materna, quando eu tinha 14 anos, aproximadamente, em que ela me conta sobre o falecimento de sua quarta filha, logo após o parto e sua dor ainda tão presente, 55 anos após – esse fato foi um dos motivadores para meu estudo de conclusão da pós.

Sobre a maternidade, faço parte daquele grupo de mulheres que sempre sonhou em ser mãe. Quando resolvi buscar essa realização, juntamente com meu companheiro, deparei-me com a infertilidade. Vivi e conheci de muito perto essa dor, os lutos vividos mensalmente, ao fim de cada ciclo, e a luta e o desgaste provocado pela esperança e tristeza vividos diariamente. Eu vivi, meu marido viveu, nossa relação viveu. Após três anos de tentativas e frustrações, eu engravidei, naturalmente. Não tive o parto que planejei. Sofri violência obstétrica… Aos dez dias de vida, meu filho foi para UTIN por uma séria infecção urinária. Logo se reverteu e pôde sair. Acompanhei, por dez longos dias, a rotina da UTIN, convivi com mães que sofriam a dor de não saber quando poderiam carregar seus filhos ou se eles sobreviveriam ou não. Me sensibilizei mais uma vez! Conheci mães que não puderam amamentar, por crenças limitantes, por falta de apoio, por não estarem bem. Me sensibilizei novamente… Ainda na UTIN, fui humilhada por uma enfermeira que questionou a forma como eu segurava meu filho para que ele mamasse e fui, por ela, acusada de fazer mal ao meu bebê e ser responsável pelo adoecimento dele. Sofri. Chorei. As mães ao meu redor sofrerem junto comigo, em silêncio. Meu leite secou e não consegui recuperar isso depois. O meu peito foi leite complementar para o meu filho. Antes, eu doei leite. Enfim, decidi que as mães não merecem e não devem passar por coisas semelhantes e resolvi, mais uma vez, que minha missão é orientá-las e auxiliar em seu empoderamento, além de incluir o pai nessa missão, e conscientizar o pai para sua corresponsabilidade na vida e desenvolvimento de seu bebê e de sua família.

Bom, por hora, é isso… Esses são alguns detalhes de minha caminhada que julguei importantes para minha formação e atuação com outras mulheres e casais que querem engravidar, estão grávidos ou experimentando a vida na ma/paternidade!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s