A dor cicatrizando…

1 menino, 28 anos

Desabafo Anônimo: Quando meu filho, que hoje tem 5 anos, completou 2 anos parei de tomar a pílula, mas como demorei mais de 1 ano para engravidar da primeira vez não fiquei encanada, deixei nas mãos de Deus… Em fevereiro de 2015 (após 2 anos tentando) descobri que estava grávida novamente. A felicidade da minha família e principalmente do meu filho é indescritível! Com 5 semanas fiz o primeiro ultra… Não conseguimos ouvir o coração, mas o médico disse que estava tudo bem, tinha um saco gestacional ali.
Alguns dias depois tive um dia com um incomodo abdominal (acreditava ser intestinal) quando fui ao banheiro e ao me limpar vi sangramento, corri para a emergência, fui atendida rápido, fiz o exame de toque, o médico disse “o colo do útero está fechado, está tudo bem!” Mesmo assim ele pediu ultra… A médica que realizou o exame parecia confusa, dizia não encontrar o feto… Terminou o exame e pediu para que eu aguardasse. Nesse tempo de espera comecei a sentir uma dor insuportável, pedi ajuda para a enfermagem, eu iria desmaiar!
O médico veio ao meu encontro enquanto eu tomava medicação para a dor e disse “assim que o centro cirúrgico liberar você irá entrar”. Como assim???? NÃO! Vou ligar para a minha médica, vou para o consultório dela. Ele me respondeu: “você não entendeu! Se sair daqui irá morrer! Sua trompa rompeu, você está com hemorragia interna”…. É impossível descrever o sentimento nesta hora, a dor já era insuportável! Me levaram para o centro cirúrgico, acordei no dia seguinte QUE DOR! Não sei dizer qual era maior, a física ou a emocional…
Para mim nunca mais voltaria a ser a mesma. Uma tristeza profunda invadiu o meu ser. Por que comigo? Foram litros e litros de lágrimas… Neste momento consegui “tocar” no amor das pessoas por mim, mas mesmo assim era difícil encontrar forças para seguir. Conseguir reencontrar o sentido para viver… Os dias foram passando, fui vivendo um dia de cada vez…. Agora, 1 anos depois, consigo falar sobre o assunto, sem sentir aquela “dor mortal”, é como uma cicatriz, ela está ali para me lembrar que sobrevivi!
Se quero ter outro filho? Ainda não sei dizer… Às mães que também passam por isso, saibam que o tempo é o melhor remédio!

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