E o pai?? Cadê o pai?

Andréia Barbosa, 38a, mãe de Sebastian, 4


Desabafo Anônimo: Recentemente comentei com uma amiga que me considerava uma farsa de mãe. As coisas estavam – em certa medida – claras pra mim. Mas eu não conseguia controlar as emoções que elas geravam.

Mudei de cidade há 2 meses, sonhando numa mudança intensa, mas positiva na minha vida. Nova cidade, lar, emprego, possibilidade de estudar e fazer mestrado…. Nesse período, chegou um tempo em que TPM, conflito e necessidade de corresponder às expectativas minhas e dos outros no trabalho, além da conta no vermelho, grana por vir só dependendo de um produto que eu não conseguia finalizar, contas chegando… tudo isso se misturou num caldeirão. Explodi. Explodi com meu filho e com uma pessoa da família – que tem limitações – mas que tenta me ajudar. Meu desabafo? Eu que não consigo administrar minhas frustrações, medos, cobranças e demandas. Tem sido puxado. Essa ficha tem caído cada dia. Sinto-me envelhecer de preocupações, sem perspectiva de vivenciar qualquer outro relacionamento .

Em paralelo, ainda tenho que  conviver com a sombra do genitor do meu filho, que a cada dia se apresenta um mau caráter. Não se importa com filho, mas se coloca na posição de vítima. Eu não sei como lidar quando meu filho diz que está com saudades e o cara escuta no áudio (possivelmente) via Whatsapp, mas não se manifesta de modo algum.

Não sei se continuo a conversa com meu filho. Isso seria alimentar uma esperança? Não conseguiria ser isenta, iria querer falar a verdade sobre o mau caráter de quem abandona mulher prenha e filho. Mas é injusto e cruel deixar uma criança de 4 anos lidar com isso sozinha.

E a sociedade? Ao redor só há quem te aponte o dedo pra falar dos teus erros. O homem é sempre o coitadinho. Este é meu desabafo.

Anúncios

1 comentário Adicione o seu

  1. K disse:

    Se já era difícil ser mãe solteira, com a lei-diga-se de passagem, recusada em outros países por saberem que era teoria usada por abusadores e agressores para obter guarda- de “alienação parental” é praticamente ser refém de genitor do tipo descrito no texto. Ele, livre para viver a vida fingindo ser pai, no máximo dando pensão miserável; ela, condicionando tudo ao “direito de convivência” dele que extrapola, muitas vezes, até direitos de filhos. Pior que homens assim às vezes apelam até para discurso de “igualdade” , para na verdade manter o controle…RIP direitos dos vulneráveis no Brasil…

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s