Me sinto uma mãe horrível

Dé, 1 filha, analista de sistemas, 40 anos


Eu tenho uma filha linda de 2 anos e meio que sou apaixonada. Mas não tem 1 dia em que não penso em como minha vida teria sido diferente sem ela. Engravidei de um caso passageiro que me deixou sozinha na gravidez. Depois que ela nasceu, ele a visitou até uns 5 meses de idade e depois sumiu, nunca mais tive notícias. Tenho a sorte de ter uma família que me apoia e me ajuda, mas ao mesmo tempo odeio não ter mais minha independência.

Morava sozinha, trabalhava, estudava, viajava para o exterior, às vezes para trabalho ou estudos. Adorava viajar, conhecer outras culturas, mundos diferentes. Fazia tudo que eu queria, na hora que bem entendia. Sem ter que dar satisfação a ninguém.
Esses últimos dias tem sido difíceis tenho que dar conta da pressão no trabalho, cuidar da casa, dinheiro, preciso perder peso, cuidar e dar atenção para pequena que esta na terrível fase do “terrible two”.
Tento pensar nas coisas positivas, do meu amor por ela, do quanto ela é esperta e saudável, da minha própria saúde, de não depender financeiramente de ninguém para tocar nossa vida. Mas tem horas que não consigo deixar de pensar no quanto fui burra de engravidar. Logo em seguida fico triste por pensar assim, e não quero viver com esse sentimento de arrependimento, não quero que minha filha perceba e se sinta culpada; além do mais, não quero me tornar uma pessoa amarga, sem esperança, mas às vezes é tão difícil, me pego chorando o tempo todo, me sinto muito só, uma mãe horrível que não merece ter essa perolazinha!

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2 comentários Adicione o seu

  1. Mariana disse:

    Dé, sei bem o que você está sentindo, também me sinto assim às vezes e nossa história é muito, mas muito parecida. Sei que é inevitável, mas tente não se culpar, nada nessa vida acontece por acaso e se aconteceu, era porque tinha que ser exatamente dessa forma, essa princesa era pra ser só sua. Pensa pelo lado bom, todo o amor dela será em dobro pra você.
    Um conselho valioso que recebi e repasso para você: Não perca sua individualidade, você é mãe, mas é também um ser social. Organize um tempo só para você, não deixe de viver por causa da maternidade, pois lá na frente você sentirá um peso muito maior do que sente hoje. Um grande desafio da mãe solteira é esse: Manter a vida social após a maternidade. Tenho certeza de que você consegue! Força!

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  2. sandryne disse:

    Dé, não se culpe pelos seus sentimentos e pensamentos. Eles são reais e legítimos, assim como era o seu passado. Acolhe esses sentimentos com carinho, mas sem super valorização. Assim como as nuvens que vem e vão, deixa eles livrem também. O tempo vai passar e todos os dias você terá motivos para sentir isso mais ou menos forte, bem como todos os dias terá motivos para amar mais a sua filha. Essa inconstância se chama vida. Viva. Não se julgue ou se cobre tanto. Um xero com carinho

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