A solidão do puerpério

Katu


Engravidei depois de dois anos e meio de tentativas,  de muito medo de não conseguir, de muito choro e depois de uma cirurgia para retirar aderências das trompas que não permitiam que meus óvulos chegassem ao útero. Tive uma gestação tranquila, me sentia lindíssima grávida, até que com 37 semanas precisei passar por uma cesárea de urgência em decorrência de uma dessas viroses (dengue, zika, chikungunya) não se sabe ainda. A doença absorveu todo meu líquido amniótico, fazendo com que me operasse às pressas. Logo eu que planejei por nove meses um parto normal sem qualquer intervenção. Também não amamentei, por algum motivo meu leite secou em uma semana, outra grande frustração, pois sonhei ver meu bebê sendo alimentado diretamente por mim. Mas, graças a Deus, meu filho nasceu bem, grande e gordo, a doença não o atingiu, já que ele estava totalmente formado. Os primeiros vinte dias foram difíceis de muita insegurança, tristeza e choro. Não aceitava esses sentimentos depois de tanta luta para ter meu filho em meus braços. Lá se vão 45 dias e me sinto cada vez mais solitária, sem ânimo de enfrentar essa nova rotina. O Puerpério é um momento extremamente delicado e sombrio. Espero que tudo passe para ,de fato, curtir meu tão desejado filho.

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