Hoje me sinto liberta

anônimo 1 filho professora 30 anos


Estava namorando há dois anos, um relacionamento ótimo onde me relacionava muito bem com todos da família do meu namorado e ele com a minha. Tínhamos marcado o nosso casamento para Maio de 2016, tínhamos dado entrada na compra de uma ótima casa, eu já tinha começado os preparativos do casamento, enfim tudo corria muito bem. Eu estava trabalhando muito, dando aulas de manhã, tarde e noite e estava terrivelmente exausta e às vezes me esquecia de tomar a pílula, mas isso não preocupava já que há mais ou menos um ano o médico me diagnosticou com três miomas grandes no útero o que dificultaria uma gravidez. Em Junho do ano passado comecei a sentir um enjoo constante, fui ao médico e o resultado foi o que eu não esperava: estava grávida. Meu então noivo, ficou extremamente feliz logo, resolvemos antecipar o casamento. Foi tudo uma correria, mas algo estava errado comigo, eu não queria estar grávida pior, desejava todos os dias que eu tivesse um aborto. Não conseguia me relacionar bem com a gravidez, na medida em que a barriga crescia mais o meu mal-estar aumentava, tudo que dava errado eu culpava a gravidez. Casamos e ainda não tínhamos casa e aquilo me matava, pensava sempre que se esse bebê não existisse tudo seria diferente. Passei por muito estresse durante a gestação, o resultado foi uma cesariana de emergência com 36 semanas de gravidez. Meu bebê nasceu pequeno mas muito bem, esperei que quando eu o visse algo mudasse, o tal amor de mãe brotasse, mas isso não aconteceu. Quando a médica pôs ele em cima de mim não senti nada, só queria descansar um pouco. Os dias foram passando e eu não me apegava ao bebê, não conseguia nem cuidar dele direito só queria ficar deitada. Minha prima que foi um anjo na minha vida tomou conta do meu bebê, dava banho, dormia com ele a noite, fazia mamadeira enfim, me ajudou muito. Meu marido também esteve presente, mas foi minha prima que me chamou para realidade, me disse para procurar ajuda e que eu não estava bem. Sentia fortes dores nas costas, falta de ar e muito desânimo. Procurei um médico e então entendo que estava com depressão e isto vinha desde o começo da gravidez. Resolvi não tomar medicamento e me tratar apenas com terapia. Hoje meu bebê tem dois meses e me sinto curada. Tive que ter muita força de vontade senão morreria. Amo profundamente meu filho, não vivo sem ele! Agora sim me sinto mãe e entendo que aqueles sentimentos ruins eram em virtude da doença. Hoje me sinto liberta.

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