“Isso é coisa de mãe!”

Por Ellen Senra – 24 Abril 2016


Olá!

Hoje venho falar sobre um assunto que muito me incomoda, mas que percebi que incomodam muitas mães que conheço, aquela famosa afirmação: “Isso é coisa de mãe!”

Quem nunca ouviu essa frase?

Às vezes ela vem recheada de um sentido muito gostoso, querendo dizer que nosso instinto é aflorado e que temos certas “manias” que somente quem é mãe consegue entender. Todavia, por muitas vezes essa frase acompanha um machismo implícito como se somente a mãe fosse detentora de certas responsabilidades que deveriam ser divididas entre pai e mãe, como acordar de madrugada, corrigir atitudes negativas do filho, cuidar da segurança, dar atenção em momentos de lazer da família, como por exemplo em uma festa. Geralmente é a mãe quem corre atrás do filho que está brincando onde não deve, é ela também que passa as noites em claro quando o filho adoece, é ela ainda quem deve ficar com o filho no fim de semana para o pai ir jogar futebol ou encontrar os amigos, pois este está cansado e estressado por conta do trabalho da semana, mas então eu te pergunto: Em que momento essa mãe terá um tempo para si?

Como e quando ela poderá relaxar de todo o estresse da semana se dividindo entre casa, marido, trabalho e filhos?

O que quero abordar aqui não é quais tarefas devem ou não ser desenvolvidas pela mãe, mas sim defender o direito da mesma de abrir reclamações livremente, pois quando o fazem a crítica chega a jato já que sempre tem alguém pronto para dizer que acordar de madrugada é função da mulher, ou mesmo que o homem precisa de um tempo longe dos filhos para ter a cabeça tranquila para trabalhar bem durante a semana.

Vamos defender nosso direito de tirar a capa de super mulher e vestir a roupa de ser humano comum com limitações e necessidades que atingem tanto o homem quanto a mulher, pois todo corpo tem um limite, assim como até mesmo uma máquina tem o seu próprio limite.

Lutemos então por um mundo onde não exista o “Isso é coisa de mãe!”, mas sim o “Isso é coisa de quem se importa e está disponível no momento!”.

Que a minha ou a sua reclamação possa ser ouvida livre de qualquer pré conceito e julgamento, pois o pai se cansa, mas a mãe também.

Vamos juntas nessa?

Sintam-se abraçadas e até o próximo texto!

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