Minha filha, minha grande companheira!

Amo estar com minha filha de 2 anos, mas me sinto muito só…Minha família mora distante e nem se importa, nem entra em contato pra saber sobre nós. Moramos na mesma cidade da família do meu marido, mas é como se não morássemos. Eles vivem suas vidas sem se importar conosco. Passei a viver cada vez mais solitária (claro, sempre com minha filhota) mas, sem amigos, sem ter ninguém com quem conversar, compartilhar experiências ou até mesmo ficar reclamando. Meu marido viaja bastante, está evoluindo, se comunicando (politicando como digo sempre) e retorna pra casa sempre alegre, feliz e contente e eu…cada vez mais mal humorada, desanimada, a verdadeira chata. Fiz minhas escolhas e abri mão de muitas atividades e situações pra viver a vida da minha filha.  Sei que preciso agradecer por ter essa vantagem de participar de toda educação e vivência inicial, tão importante pra formação da minha filha, mas me sinto muito “única”  em fazer isso, sem apoio, sem ajuda. Desenvolvi uma ansiedade extrema, da qual estou tratando para aceitá-la. Tomo medicamentos até para conseguir dormir, estou acima do peso, me sentindo horrível e antes de entrar numa depressão profunda procurei o psiquiatra e o psicólogo e acredito que é o que tem me mantido sóbria e feliz com minha filha, já que ela é minha grande e única companheira e como a cada dia que passa está mais esperta e entendendo tudo, logo logo perceberá minha ansiedade e angústias. Tenho procurado ajuda e continuarei aceitar todas mudanças provocadas por minhas escolhas.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Rejane disse:

    Boa tarde Mamãe,
    Eu penso que você procurar ajuda foi o primeiro passo para evolução.
    Você não é a única nem a última mulher a pensar que ser boa mãe e sinônimo de abdicação completa dos sonhos,projetos individuais.
    Sinto no seu desabafo o desejo de mudança.
    Continue, você vai conseguir!😉

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  2. elisamorales08 disse:

    Querida anônima, repense sua afirmação de que logo logo sua filha estará entrnfendo tudo e perceberá sua ansiedade. As crianças pequenas tem um grande poder de perceber nosso estado de espírito…..então acredito que ela já sinta e perceba isso. Mas o importante é saber que você buscou ajuda e está tratando.
    Por outro lado, quando vejo histórias como a sua, fico me questionando se as crianças realmente necessitam de tanta anulação das mães. É inegável a importância de acompanhá-los de perto, estar presente, mas é realmente necessário abrir mão de tudo? Sua filha vai crescer e aí? Onde está o indivíduo nisso tudo?
    Se o seu esposo tem condições de sustentar a família sozinho, maravilha. Mas não é apenas no mercado de trabalho que você pode se envolver, conviver, se sentir útil. Um trabalho voluntário, por exemplo, ajudar outras pessoas . Não te escravizaria como um emprego de 44 horas semanais, mas te traria de volta a possibilidade de exercer outros papéis. O ser humano tem muitas faces….não é saudável resumir a vida à atuação em um único papel de mãe. Ele é, sim, um nobre e importantíssimo papel. Mas precisa ser o único?
    Um grande abraço.

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