Siga em frente e procure ajuda psicólogica

Elisa Araujo – 30 anos – Assistente de Licitações – 18 semanas de gestação

Olá! Meu nome é Elisa Araujo, sou casada, trabalho como assistente comercial diretamente com licitações, tenho 30 anos e estou há 2 dias de completar minha 18ª semana de gestação.

Li tantos relatos interessantes aqui e isso me incentivou a falar como me sinto na condição de gestante após ter enfrentado um período de síndrome do pânico em minha vida.

Meu período de enfermidade aconteceu entre 2013/2014, e descobri que precisava de ajuda em  um dia aparentemente normal, indo pro trabalho… Me senti mal dentro do trem (que eu pegava todos os dias, durante anos), de repente quando ele começou a encher eu me vi sufocada, morrendo de medo, até que apaguei, me seguraram, desci e não consegui seguir viagem. Procurei a emergência no mesmo dia, mas, já não conseguia seguir meu caminho sozinha, meu marido foi até o hospital pra me acompanhar, fiquei em observação, pois, a crise nervosa causou alterações em minha pressão e em meus batimentos cardíacos, e recebi da médica que me atendeu a indicação para procurar um cardiologista, mas, que ela tinha certeza que meu problema não era no coração, apenas para descartar qualquer dúvida e me indicar o tratamento adequado… Hoje entendo que ela teve medo de me mandar procurar ajuda psicológica, mas, o cardiologista que me consultei não teve problemas em dizer que meu coração não tinha problemas e logo me encorajou a tratar um possível quadro de síndrome  do pânico. Fiz acompanhamento com psiquiatra, precisei tomar remédios de tarja preta, acompanhamento psicológico (psicóloga terapeuta), e após todo os caos que vivi por causa da doença, pois, precisei me afastar do trabalho, me via totalmente dependente de alguém pra sair pra qualquer lugar que fosse, saí do emprego após o período de afastamento pelo INSS. Parei minha vida pra tratar do problema que, ainda criança, vi minha mãe passar, mas, essa experiência e ajuda dela e de toda a minha família e amigos foram fundamentais pra que eu conseguisse superar todos os desafios que a síndrome impôs ao meu dia a dia.

Após alguns meses as dosagens do remédio foram diminuindo, as consultas ao psiquiatra e psicóloga já não eram tão frequentes, aos poucos fui reconquistando minha independência para  sair sozinha e voltar a enfrentar o mundo, os medos foram diminuindo e, após todo o processo ruim, reconquistei minha independência “plena” (por assim dizer, rs) ao retornar ao mercado de trabalho.

Bom, tendo retornado à minha vida “normal”, apesar do desejo de ser mãe, tinha muito medo de viver esse processo após ter passado pelo problema do pânico. Sempre tive muito medo de hospital, desde criança sou o tipo de pessoa que desmaiava ao fazer um singelo exame de sangue e pensar em enfrentar toda uma gestação, exames, rotina médica, até a chegada do TÃO TEMIDO parto era algo meio que inconcebível pra mim, mas, entreguei nas mãos do Senhor e, apesar de tudo o temos, após uma viagem para comemoração de 4 anos de casada, descobri a sonhada e ao mesmo tempo temida gravidez.

A princípio, achei q isso me deixaria mais vulnerável sabe, com o medo constante de ter uma crise e não poder me medicar, medo de ter que passar por toda a rotina de exames médicos e isso me trazer complicações, medo, medo, medo…  Os primeiros dias foram de muita ansiedade, fazer o primeiro exame de sangue foi como uma prova, para mim, ali o meu corpo ia mostrar se eu estava preparada ou não para esse momento tão especial, e pra minha felicidade, pode parecer coisa pequena para algumas pessoas, mas, num mesmo dia fiz DOIS exames de sangue para confirmar o teste de farmácia e em nenhum deles me senti mal, pois, a alegria de viver esse momento estão me ajudando a superar meus medos! Já fiz N exames de sangue, testes de coagulação, tooooda a rotina pra saber como anda a minha saúde e a do bebê e a cada exame, apesar da pequena angustia das espetadas, é uma felicidade viver isso tudo e ver que, de fato, superei a síndrome!!!

Não sei o que o futuro me reserva, até o momento tudo corre bem em minha gestação, encontrei um bom obstetra para me acompanhar e tenho fé que, independente do que vier, Deus está comigo, guardando e protegendo como tem feito até agora, mesmo nos momentos mais difíceis!

Ao escrever esse relato, minha intenção é encorajar a você que, assim como eu, tenha passado pelo pânico, ou depressão, ou algum outro problema relacionado, mas,  tem medo de seguir e realizar o sonho de ser mãe por causa do fantasma que esses medos deixaram em nossa vida!

Siga em frente, se não se sentir segura, faça o acompanhamento psicológico, só não deixe de viver o sonho por causa de um fantasma, pois você, assim como eu, pode acabar se descobrindo mais forte do que imaginava e mais feliz do que jamais sonhou!

Bjus a todas, fiquem com Deus!

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