O começo da alimentação do bebê

Por  Danielle Fava – 17 Fevereiro 2016


 O começo da alimentação do bebê

Chegou o momento de o bebe começar a conhecer outros alimentos, além do leite. Assim que o bebê completa 6 meses, já é possível iniciar a alimentação complementar, pois há um aumento na sua demanda nutricional. Além disso, o sistema digestório já está pronto para isso.

A introdução da alimentação complementar é um momento delicado, em que o bebê é apresentado a várias novidades, desde utensílios, com prato, copo, colher até os diferentes alimentos. Passa a comer alimentos com sabores, cheiros e texturas e isso demanda paciência e pode gerar uma descoberta gostosa, mas também estresse para a mãe e/ou para a criança. Por isso é fundamental que essa introdução ocorra de forma gradual, flexível e com dedicação de tempo e paciência dos pais.

Acredita-se formação dos hábitos alimentares inicia-se já na vida intrauterina, por meio dos sabores vindos da alimentação materna, por meio do liquido amniótico e que isso já influenciaria as preferências alimentares da criança no futuro.

O inicio da relação com a comida se dá pelo aleitamento materno ou pelo uso de formulas infantis. O contato e a percepção dos sabores do leite da mãe são uma das primeiras experiências sensoriais e pode contribuir por maior preferência por alimentos sólidos semelhantes aos da alimentação materna e aceitação na introdução de novos alimentos, o que não ocorre com o leite artificial pois ele tem sempre o mesmo sabor. Vale ressaltar que o vinculo entre mãe e bebê pode ser estabelecido independentemente do tipo de amamentação.

Os bebês nascem com a capacidade de autorregulação da ingestão alimentar. Porém, nos períodos da introdução da alimentação complementar é possível que os pais tenham mais dificuldade em identificar os sinais de fome e saciedade. A quantidade de comida oferecida deve contemplar a aceitação da criança e não apenas a imposição dos cuidadores.

A aceitação alimentar é determinada por fatores pessoais e ambientais e geralmente, as crianças possuem predileção por alimentos ricos em açúcar, sal e gordura e desgostam de sabores amargos, azedos e com baixa densidade energética como frutas, verduras e legumes.

Durante a infância também é muito comum a rejeição por alimentos, mesmo sem ter provado, o que chamamos de neofobia alimentar, que é uma resistência ou dificuldade em experimentar novos alimentos e isso pode limitar a variedade alimentar. Mas essa aversão a novas comidas tende a diminuir quando os alimentos são expostos repetidamente, portanto é sempre importante ter disponível frutas, verduras e legumes para maior aceitação da criança. Caretas ou o travamento da boca também são comuns na fase de introdução dos alimentos. Isso não quer dizer que o bebê não gostou. Isso pode ser apenas um sinal de que ele está treinando o mastigar.

Dessa forma, os alimentos devem ser, preferencialmente, servidos amassados ou, sempre que possível, em pedaços, possibilitando que os bebês exercitem suas escolhas e comam sozinhos, com as mãos, até se sentirem satisfeitos.

O ambiente doméstico proporcionado pela família tem grande influência no que a criança vai comer e os pais são o maior exemplo de consumo para eles. Ao observar os pais e pessoas conhecidas comendo o que lhes é oferecido, elas podem identificar a comida com boa e então se sentirem mais confiantes para comer.

A comida deve ser tratada de forma natural e sem pressão. A coerção dos pais para que os filhos comam aquilo que eles acreditam ser “bons”, parece não levar a criança a apreciar a comida e acaba produzindo um efeito inverso. Usar a persuasão verbal, como dizer que o alimento deixará a criança “forte e saudável” também não leva necessariamente a um consumo maior de frutas, verduras e legumes. Além disso, a tentativa de ensinar “comidas boas” e “comidas ruins”, é ineficaz e transmite ideias confusas e conflitantes, já que as mesmas “comidas proibidas” são servidas em contextos agradáveis como festas, viagens e passeios.

Uma coisa muito importante que as mamães e papais precisam entender é que, às vezes, a criança pode estar sem fome ou estar indisposta para comer ou aceitar variações na quantidade de costume. Nestes casos, não se deve forçar a criança a comer ou criar conflitos, nem substituir o alimento recusado por outro. Os pais também não devem tomar a rejeição como algo pessoal.

Os pais, na alimentação infantil, precisam estimular comportamentos adequados e garantir que a alimentação faça parte de uma rotina organizada, com horários regulares.

Responsabilidade dos Pais:

– Decidir o que, quando e onde será oferecida a comida;

– Escolher e preparar a comida;

– Providenciar refeições e lanches regulares e adequados;

– Fazer com que os momentos de comer sejam agradáveis;

– Ensinar aos filhos o que eles precisam aprender sobre comida e comportamento alimentar e, procurar ajuda profissional se necessário;

– Ser modelo para os filhos sobre o que comer e como comer;

– Evitar categorizar os alimentos;

– Evitar que os filhos belisquem ou bebam (exceto água) entre as refeições e lanches;

– Aceitar que os filhos cresçam de acordo com seu biótipo.

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