Humanização requer pessoas humanas

Mariana Zanotto Alves, Doula


HUMANIZAÇÃO dos cuidados MATERNO-INFANTIS.

Muitos acham que a humanização do parto implica voltar a época das cavernas.

Críticos se escondem atrás da mentira de que “para ser humanizado tem que ser NATURAL, sem medicação e de maneira nenhuma pode ser uma cesárea.”

Vendem esta mentira para que as pessoas sintam que estão perdendo seu direito de ESCOLHA.

Quando na verdade a HUMANIZAÇÃO responsabiliza os envolvidos por um tratamento digno e afetivo INDEPENDENTE da forma que o bebê veio ao mundo.

HUMANIZAÇÃO engloba até mesmo os cuidados com nossos pequenos. A exigência que seu manuseio seja visto como uma troca cheia de ternura e cautela ao em vez de abordada como um procedimento padrão.

Dia após dia eu escuto coisas que me causam pesadelos.

Mães separadas de seus bebês sem explicação, profissionais fazendo piadas sobre “deixar a mulher mais apertadinha” ao suturar uma episiotomia, procedimentos e medicação administrada sem consentimento materno, manuseio agressivo e indiferente de seres que acabaram de chegar ao mundo, profissionais debatendo o resultado do jogo de futebol no meio de uma cesariana, pais privados da experiência de acompanhar o nascimento de seus filhos, mentiras, mentiras e mentiras.

HUMANIZAÇÃO requer pessoas HUMANAS.
Pessoas que entedem que NUNCA MAIS AQUELA FAMÍLIA TERÁ ESTA EXPERIÊNCIA .

HUMANIZAÇÃO EXIGE PROFISSIONAIS HUMILDADES QUE COMPREENDEM QUE AQUELE MOMENTO NÃO OS PERTENCE!

Fico triste, chocada, sem chão.

E suplico a todos os envolvidos se coloquem no lugar do outro antes de agir, de falar.

NÓS devemos isso uns aos outros.

O sistema pode mudar, mas se as pessoas não mudarem em nada adiantará.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Poliana de Oliveira disse:

    Obrigada pelo relato, Mariana. Tenho certeza que a maioria das mães que acompanham nosso site compartilham da mesma opinião que você. De nada adianta um hospital bem equipado, tecnologia de ponta, conforto na internação, se os profissionais nem se quer praticam a empatia. É triste ver que a violência obstétrica se tornou algo rotineiro, é silenciada e propagada como trâmites naturais de um parto. mas não podemos nos calar, conscientização é o primeiro passo para nos empoderarmos e lutar por mais humanização com nossas mães e nossos pequenos.

    Grande abraço,
    Poliana de Oliveira
    Conselheira equipe Temos que falar sobre Isso

    Curtir

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