Se seu filho te tira do sério, isso pode ser sério!

Por Luzinete R. C. Carvalho (Psicanalista) – 08 Janeiro 2015 – Visão Clara


Na verdade crianças não “tiram os adultos do sério”.
Adultos já estão “fora do sério”.
Adultos vivem “fora do sério” por questões pessoais!
Por suas próprias frustrações, preocupações, medos, mágoas, receios, pressa, pressões externas e internas. Os adultos estão constantemente fora de si, desarmonizados, encolerizados, contidos, como bombas prestes a explodir.
O que acontece é que mais facilmente se deixam explodir quando precisam lidar com quem é menor, mais frágil, indefeso, quando lidam com quem não precisam temer uma retaliação…
Por isso, antes de se permitir “sair do sério” com uma criança, reflita se você já não está “fora do sério” por outras razões em sua vida, razões que só você pode (e deve) tentar mudar!
Talvez seja a vida apressada, cheia de horários controlados por segundos preciosos, que não podem ser “perdidos” por causa de uma criança, que precisa andar mais devagar para olhar pedrinhas na calçada.
Talvez sejam as contas para pagar e os prazos para cumprir, que consomem, além de energia física, uma preciosa tranquilidade mental, tão necessária para desfrutar da companhia dos filhos.
Talvez sejam as expectativas pessoais, que visam sempre um futuro melhor, mas fazem esvair por entre os dedos qualquer possibilidade de viver o agora, e tal impossibilidade grita através do choro dos filhos, que imploram neste momento a atenção de hoje.
Adultos estão constantemente “fora do sério” por causa das mágoas do passado, da pressa no presente e das angústias do futuro!
E as crianças, na verdade, precisam de muito pouco. Porém, o pouco que elas precisam é algo que se tornou muito difícil para nós, adultos! Elas precisam de tempo de qualidade, de olhar demorado, de presença verdadeira, sem TV ligada, sem atender o celular no meio da brincadeira, precisam de uma volta na pracinha sem um “anda logo”.
As crianças não nos tiram do sério, não nos cobram nada, é que nós, preocupados, ansiosos e infelizes, nos sentimos cobrados internamente, e quando uma criança nos pede algo simples, lá no fundo sentimos vergonha, pois descobrirmos que somos, ou estamos, incapazes de realizar mesmo as coisas mais simples.
São as coisas simples que carregam em si as maiores alegrias. Nossas escolhas, conscientes ou não, determinam muitas coisas em nossas vidas, e as crianças chegam depois que muitas dessas escolhas já estão solidificadas; e chegam em meio a um turbilhão de preocupações, prazos, horários, dívidas e metas, chegam silenciosas em meio a mil vozes que nos dizem que são elas, as crianças, que precisam se adaptar e se encaixar. As crianças chegam nos pedindo um pouco mais de tempo, passos mais lentos, olhares mais atentos, abraços sem pressa, sorrisos sem limites…
Chegam nos mostrando que nem nós deveríamos aceitar nos encaixar na vida atribulada e vazia, que nos consome na mesma medida que consumimos cada dia sem sentir, sem perceber.
As crianças não nos cobram, elas nos mostram que estamos incapazes de desacelerar, de sorrir, de contemplar, de cantar ou dançar, de respirar e suspirar, de sentir alívio ou paz. E em vez de refletirmos sobre nossas escolhas, que podem não ter sido as melhores até então, mas que podem melhorar, ou até mesmo serem diferentes a partir de agora, a gente “prefere” brigar com as crianças, bater nas crianças, sair do sério com as crianças!
Os filhos nos lembram constantemente sobre o que realmente importa, especialmente quando nem queremos que nos lembrem dessas coisas. Os filhos querem apenas um pouco mais da gente mesmo! Mas isso se tornou quase impossível, pois perdidos entre as experiências do passado, a pressa no presente e o medo do que virá amanhã, nem conseguimos nos lembrar quem somos, ou quem queríamos ser…
Não lembramos mais quem somos em meio a tantas preocupações e angústias!
Precisamos refletir não sobre os adultos que nos tornamos, mas sobre as crianças que nós mesmos um dia fomos!
Tentar lembrar o que sentíamos, o que desejávamos, o que era importante para nós quando éramos pequenos!
Não existe criança que precisa apanhar para aprender, o que existe, infelizmente, é adulto que precisa bater, e que batendo, acredita que está ensinando algo bom.
Bater, agredir, gritar, deixar chorar, apressar, negar, brigar, culpar, ignorar…
E isso tudo por causa de suas próprias questões pessoais.
É difícil e trabalhoso enxergar que o problema no comportamento da criança pode ser a escola que ela é obrigada a frequentar, é muito difícil e trabalhoso enxergar que o problema pode ser o ritmo acelerado da vida que nós escolhemos.
Pode ser trabalhoso perceber que o problema pode ser as pessoas que rodeiam as crianças.
Pode ser difícil e doloroso enxergar que o problema pode ser a gente mesmo.
Por isso, e por muitas outras coisas, decidimos que o problema é a criança, e por não conseguirmos mudar o contexto que nós vivemos, tentamos mudar a criança.
Romper com o passado, mudar o presente e temer menos o futuro, pode dar muito trabalho!
Então, decretamos que são as crianças que nos tiram do sério.
Quando cuidar e educar se limita a fazer dos filhos aquilo que a gente quer, quando se limita a enquadrá-los à força dentro de uma rotina alucinada, perdemos toda a leveza, a liberdade e a alegria.
Tudo se torna extenuante, e até o que é natural é percebido como se fosse um problema.
Existem métodos, dicas de disciplina positiva que podem indicar o caminho, mas não há soluções prontas, especialmente se o que os pais procuram é um método milagroso que elimine todo e qualquer conflito.
As situações tensas, os embates, as crises, sempre vão existir, e são parecidas em todas as famílias, o que difere é a capacidade que algumas pessoas tem de lidar com elas de uma forma mais leve e produtiva.
Não adianta querer ser imediatista. E atualmente todos sofremos deste mal, queremos ser atendidos imediatamente, queremos que as encomendas cheguem o quanto antes, queremos que a fila ande o mais rápido possível, nós, os adultos, queremos que o link abra em um segundo, queremos o resultado já, agora, neste instante. E no que diz respeito a relações humanas, o tempo de resposta não está na velocidade de um clique, a resposta está na confiança que se planta a cada dia, mas se colhe num tempo que não podemos controlar. Criar e educar é uma construção diária, lenta, trabalhosa, que se prolonga por todo o tempo que durar a relação, ou seja: provavelmente a vida inteira.
O diálogo, a confiança e o respeito se constroem dia a dia, nas coisas simples, através dos detalhes.
Algo que aparentemente não deu certo em uma determinada situação pode ter sido uma semente a germinar e gerar frutos benéficos em um futuro próximo ou distante.
Nada se perde no que diz respeito aos cuidados com os filhos!
A maioria das situações de conflito que surgem, especialmente as rotineiras, as que se repetem, podem ser evitadas e contornadas.
Os momentos de crise, de embate entre pais e filhos, podem ser superados de forma harmônica e construtiva, isso se houver um pouco mais de paciência, boa vontade, autoconhecimento e tempo, coisas que dependem dos adultos e não das crianças.

Carl Gustav Jung já dizia que se você encontrar algo que gostaria de mudar em uma criança, deveria antes se perguntar se não há algo que você deveria mudar em você mesmo. Antes de erguer a voz para uma criança, reflita sobre o quanto está ouvindo a sua própria voz interior, e se está sendo capaz de compreender o que esta voz lhe diz. Antes de erguer a mão para uma criança, reflita sobre o quanto está erguendo a mão para mudar o que não está bom, dentro e fora de você… Que nos sirva apenas de alerta, ou como um convite para refletirmos, que sempre há muito a ser mudado em nós mesmos, quando temos o ímpeto de mudar algo em uma criança!


Fonte – https://www.facebook.com/notes/vis%C3%A3o-clara/se-seu-filho-te-tira-do-s%C3%A9rio-isso-pode-ser-s%C3%A9rio/198816253799149

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79 comentários Adicione o seu

  1. Matheus disse:

    Fantástico!!!!

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  2. Bianca Nunes disse:

    Mas tem criança que convenhamos… Enquanto umas ficam quietinhas brincando, outras vem e mexem no que não devem, mesmo tu dizendo 10 vezes pra elas não mexerem nas coisas. Ou, sabendo o quanto é irritante, chegam por trás de ti, tu sentada na cadeira,chegam no teu ouvido e começam a mastigar… Adultos não fazem isso com outros adultos, por isso é que algumas crianças tiram a gente do sério. Nada tem a ver com o fato de serem pequenas.

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  3. Leni disse:

    O texto é realmente muito lindo e sensível, concordo com quase tudo!
    Sim, as crianças precisam de atenção; Sim, eles são sensíveis e indefesos; Sim, elas não tem pressa e nem culpa da nossa vida agitada; Sim, nós adultos é que temos problemas e preocupações, além de angústias com relação ao nosso passado e futuro! Mas também SIM, as vezes as crianças tem comportamentos “egoístas”. Meus filhos nunca estão satisfeitos com nada…. Se me doou o sábado inteiro para eles, levo ao parque, faço piquenique, assisto filmes, brinco de jogos de tabuleiro, e durmo na minha cama agarradinha com os três. Ainda assim, quando preciso de uma parte do domingo, depois de fazer almoço e cuidar da casa, para estudar, Ler um pouco, ou colocar na TV um filme que não seja infantil, eles reclamam, choram e fazem chantagem emocional dizendo que tal filme é muito chato! SINTO muito em dizer, mas não é tudo tão simples assim…. não existe formula mágica, nem famílias perfeitas, menos pais perfeitos, assim como não há filhos perfeitos. Sou mãe de 3, tenho 39 anos e tudo na minha vida foi planejado para não cometer com meus filhos os mesmos erros que meus pais cometeram comigo. Mas a vida real não é assim…. planos são desfeitos, sonhos são destruídos e a gente só tenta fazer o melhor possível com o melhor que temos! Não é legal gritar com crianças e bater então, é inaceitável, mas as vezes as crianças podem nos tirar a calma sim, qual atitude tomar quando isso acontece e o que eu gostaria de saber?!

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  4. Evelina Coutinho disse:

    Seu texto é verdadeiro, tocante e permeado por uma sensibilidade que nos convida a refletir, norteada pelo seu bom senso e habilidade de nos levar a um olhar para nós mesmas, antes de sairmos do sério com nossos Filhos, crianças que no fundo pedem o nosso olhar manso, paciente, acolhedor e cheio de amor! O resto deveria ser apenas o resto…

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  5. Só uma perguntinha: quantos filhos tem a autora do texto? Sua casa deve ser perfeita se tiver tantos filhos quanto eu. KKKKKKKKKKKKK. antes que diga besteira, tenho 57 anos

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  6. marlete disse:

    Parabéns, todas as mães deveriam ler esse texto. Precisamos refletir.

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  7. victoriods disse:

    Muito obrigado pelo texto!

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  8. Paulo disse:

    É verdade. O dia a dia de um adulto cheio de responsabilidades e obrigações é uma realidade muito diferente da de uma criança. Conciliá-las é uma tarefa muito complicada. A autora da matéria está certa em muitos pontos.

    Mas educação, comportamento, psique, não são ciências exatas! Esquece ainda que crianças não são máquinas. Têm vontades próprias e caráter e índoles que não serão moldados apenas pelos país, por mais que estes tentem. TV, internet, amigos, escola, pessoas que a rodeiam em qualquer situação fora do lar, à passam exemplos e ensinamentos bons e ruins que serão absorvidos, independente da vontade dos país!

    A autora também abstrai os conflitos corriqueiros como desobediência. Crianças nem sempre obedecem na hora. E adultos nem sempre tem tempo para convencê-las. Essa é a realidade! É óbvio que isso é ruim, mas é assim que é! Mudar isso é mudar a realidade do adulto (responsabilidades e obrigações) e não da relação pais e filhos.

    Também esquece do aspecto índole. Quem disser que nunca conheceu uma criança nitidamente ruim por natureza estará mentindo! Quem nunca conheceu uma criança que tem prazer em maltratar bichos, ou em agredir outra criança? Por mais que os país tentem ensinar que é errado?

    Por fim, achar que a educação dos filhos é algo mecânico estará em apuros. Julgar a criação de todas as crianças por uma só, está errado. Julgar a realidade de todos os adtos por sua só, está errado. E quanto a Jung, que teve vários filhos, basta responder se ele foi muito próximo deles! A resposta é que ele viveu mais para seu trabalho do que para sua família. Esteve mais próximo de outras crianças do que suas próprias. Logo temos que ter cuidado com as avaliações de criação.

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  9. sara disse:

    perfeito ,vivo isso todos os dias com meu filhos ,e graças a Deus tenho mudado ,pois percebi exatamente isso ,que quem precisa mudar sou eu ,na maioria das vezes que brigamos com nossos filhos ,os motivos principais são os nossos motivos pessoas que precisamos resolver e n descontar nos inocentes !!!

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    1. karina disse:

      Mais o que o texto está tentando passar para nós é que tenhamos mais paciência por que se vc parar pra pensar na maioria das vezes que brigamos ou gritamos com nossos filhos é sim por falta de paciência por astros prestes a explodir por causa de problemas nossos e não dá criança….existe sim crianças malvadas mais na grande maioria das vezes essas crianças vem de lares desestruturados e violentos…..o caráter da criança é formado até os 7 anos de idade tudo o que acontece nessa faixa etária da criança ela levará para sempre…..Por isso pai e mãe tem que ser exemplo sim e exemplos muito bom…para que os exemplos ruins de fora não exerça grande influência sobre nossas crianças …

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    2. Viviane marques disse:

      Concordo sem tirar uma virgula, não é fácil como a autora mesmo cita,
      Mais crianças só deus sabe como conseguem,mas elas acham seu ponto e são cruéis…
      Mesmo respirando ,tentando lutando,elas conseguem tirar qualquer ser humano desequilibrado ou equilibrado do eixo.
      O texto tecnicamente é muito bompara refletirmos e enxergarmos nosso real problema,mais afronta e tampa os olhos para questões do ser já predestinado que qualquer criança já carega.

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  10. Cristiane disse:

    Texto fantástico, um verdadeiro “tapa na cara” pra mim…e vi pelos comentários que muitos sentiram o mesmo. Realmente me fez repensar o modo como estou tratando meus filhos e vivendo minha vida. Quero sim ser uma mãe e pessoa melhor e esse text foi meu primeiro passo.

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  11. marilena disse:

    Ha muito tempo não lia um texto tão bom e importante. Além de mostrar uma visão dificil, de forma muito clara ele induz à auto reflexão, autoconhecimento primeiramente, para depois pensar em querer “consertar” o outro, no caso, a criança. Excelente!

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  12. Que texto lindo. Me fez compreender porquê eu não era importante para a minha mãe e que a culpa não era minha. Ela é uma pessoa muito doente. Gratidão.

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  13. marcioel disse:

    ótimo texto !

    faz nos refletir sobre o sentido do educar e da família que muito está se perdendo atualmente pela troca de valores do capitalismo e sociedade em geral.

    afinal quantos pais se matam para trabalhar para dar coisas melhores, e depois descobrem que o mais importante é o tempo , afeto e a relação com os filhos pequenos que perderam e nunca mais voltara!

    deveria ser colocado como obrigatório nas reuniões de país das escolas !

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  14. Poucas pessoas têm essa sensibilidade de enxergarem as crianças dessa forma. Elas têm muito a ensinar a nós, adultos, cheios de obrigações e dilemas. Realmente quando elas chegam, vem em meio a um monte de bagunça (independentemente de ter sido gravidez planejada ou não). Acrescento também que é importante quando elas chegam que a gente se permita nascer de novo, reviver a infância. É terapêutico, faz um bem danado para todo mundo.

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  15. Wanderley Luz disse:

    Muito bom o texto! É preciso ter muita atenção no trato com as crianças, porque, ao ser demasiado violento ou castrador, essas crianças podem carregar marcas psicológicas, dolorosas por toda a vida e, na fase adulta podem se tornar tanto os abusadores quanto aqueles que são distantes, tristes e vazios. De uma criança abusada emocionalmente e que não tenha ajuda, só se pode esperar isso: o nascer de um novo abusador ou de uma pessoa que, já tendo sofrido tanto, não dá mais importância, acha tudo isso normal… Gerar uma vida é ato de muita responsabilidade: se você tem dúvidas quanto a isso, por favor, não tenha filhos. Arcar com o próprio sofrimento é desafio próprio de cada pessoa, já colocar pessoas neste mundo para fazê-las sofrer, é maldade.

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  16. Manuela disse:

    O melhor texto que li nos últimos tempos! Parece ter sido escrito pra mim… Obrigada!!

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  17. Republicou isso em Identidade Maternae comentado:
    Perfeito! Não poderia ter sido mais claro!

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  18. giza disse:

    Otimo texto…me faz pensar rever na criacao de minhas filhas!!!

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  19. Renato disse:

    Muito obrigado pelo texto! Eu de facto tenho muito pouca paciência e disponibilidade para o meu filho por causa do stress diário. Esse texto é, como se diz em Portugal, “uma chapada de luva branca” para mim. Como é que podemos ser assim para o ser mais carinhoso e inocente à face da terra. Voltarei cá mais vezes para reler esse texto lindo. Obrigado

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  20. Valéria disse:

    Discordo totalmente!!! Tenho 2 filhos! O menor por ter nascido prematuro eu dou toda atenção do mundo pra ele.Mas não é suficiente!!!Acredito quando uma criança nos tira do sério pode está ligado a falta de limites. Isso reconheço no meu filho devido a minha superproteção.

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  21. Maria Cristina de Oliveira Dinato disse:

    Não tenho mais filhos pequenos, infelizmente! Gostaria de ter lido esse texto quando eles eram crianças, assim não erraria tanto!

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  22. walaceroza disse:

    Muito obrigado à autora do texto, realmente precisava muito ouvir/ler estas palavras, Me ajudou muito na mina relação com minha filha e cada vez volto aqui e releio mais uma vez….. muito obrigado!

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  23. Viviane disse:

    Adorei! Um tapa com luva de pelica! Mas é verdadeiro. Atual. Importantíssimo.

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  24. Sim, muito pertinente esse texto. Estudos são claros e demonstram que o “mal” comportamento dos filhos está intimamente relacionado a pais com altos níveis de estresse.

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  25. Jonesmar disse:

    Muito construtivo o testo. Voltei ao passado em que eu era uma criança e meus pais não tinham tempo para mim.
    nos sabemos que é difícil hoje em dia podermos parar um instante para lidarmos com as nossas frustações.
    Vou voltar ao meu passado e procurar agir de forma mais tranquila.

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  26. Carlos disse:

    Parabéns pelo texto. Os problemas com nossos pequenos se resolvem com muita pasciencia e as vezes é dificil pois estamos vivendo rápido demais e as vezes nem enchergamos o que realmente nosso lar nefessita para viver bem. E quando reconhercemos que também erramos se toena mais mais fácil para discipliná-los de forma racional. Meu filho de apenas cinco anos de idade estava estrassado por causa da escola, e quando a escola começou aplicar a matemática para ele então foi a gota dagua pra trazer vários problemas para ele. Foi neste momento que percebi que ele precisava de um ambiente mais lúdico para sua aprendizagem. Desta forma conseguimos aliviar um pouco. E talves se não tivessemos percebido estariamos culpando-o por algo que não estava ao alcance dele. Hoje o ambiente familiar está mais armonioso.

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  27. Josi Xavier disse:

    Verdade. Baseei a educação dos meus filhos no respeito às suas opiniões e no diálogo e hoje eles são jovens excepcionais. Pouquíssimas vezes “me tiraram” do sério. rs rs rs
    Muitas pessoas dizem que têm “aborrecentes” em casa. Graças a Deus na minha casa não tem!

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  28. Daiane disse:

    Muito bom esse texto, parabéns.

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  29. Refletindo as 06.28 da manhã com os olhos cheios de lágrimas.

    Lindo texto.

    Parabéns

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  30. Caramelo disse:

    excelente materia… muito bem desemvolvida

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  31. Muito legal e verdadeiro o artigo!!

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  32. Alessandra disse:

    Muito obrigada querida, me ajudou muito, que o senhor continue iluminando sua mente e te inspirando cada vez mais, sucesso.

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  33. Jaqueline disse:

    Parabéns à autora.
    Texto rico, tenho certeza que muitas pessoas serão edificadas assim como eu fui. Às vezes estamos gritando por socorro, achando que o nosso problema é o maior, se sentindo perdida, mas ao ler texto como esse faz com que vc veja tudo de uma outra forma e com força para mudar! Obrigada
    Mudar é preciso.

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  34. Veronica disse:

    É isso mesmo! O difícil é mudar a nós mesmos…

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  35. Mariangela disse:

    Eu precisava ler isso. Obrigada.

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  36. Nayara disse:

    Que bacana! Nossa rotina tem virado um caos com tantas distrações a nossa volta!…
    Muita reflexão e vontade de mudar a partir desse texto!

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  37. luzia de fatima x. bomfim disse:

    Nossa, muito bom o texto!
    A carapuça me coube perfeitamente, estava preciando já estava pra enlouquecer (fazendo tudo errado) . Que Deus abençoe a autora pelo excelente texto e nós pais que depoís deste ensinamento vamos ser os melhores para nossos filhos!
    Muito agradecida!

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  38. Muito bom o texto, parabéns.

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  39. Laura Elisa disse:

    É não estou sozinha ; fiquei aliviada…

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  40. Daniel Ottoni disse:

    Já que vivemos em uma vida tão competitiva, que tal mais um desafio? O desafio de Carl Gustav Jung, antes de “agredir” uma criança, trabalhe o seu equilíbrio e haja com paciência, carinho, atenção e confiança que a reciprocidade será surpreendente.

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    1. Marilene oliveira schultz disse:

      Concordo plenamente com tudo isso!!!

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  41. lilicamargos disse:

    Perfeito. Já percebi que as atitudes de meu filho me irritam quando estou mal, estressada, com mil problemas para resolver… Mas quando estou em paz, as mesmas atitudes podem ser motivo para uma brincadeira ou conversa, nunca para uma briga.

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  42. Guilherme disse:

    nossa! muito bom…mandou bem mesmo!!!!!!! parabéns pelo texto…. todas as pessoas do mundo deveriam ler e entender esse texto

    Curtido por 1 pessoa

  43. Maria Cecília Affonso disse:

    Um resumo utilíssimo de Psicologia Infantil.

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  44. Cecília disse:

    Ótimo

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  45. Vivi disse:

    A verdade que temos medo de admitir. Texto esplêndido.

    Curtido por 1 pessoa

  46. Fernanda disse:

    Perfeito!
    Não tenho palavras melhores pra elogiar uma argumentação e construção maravilhosas como essas.
    Parabéns à autora!

    Curtido por 1 pessoa

  47. Muito obrigada, era exatamente isso que eu precisava ler hoje!!

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    1. Jana disse:

      Nossa, eu também estava precisando destas palavras…

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  48. Gianna Testa disse:

    Muito bom

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    1. Carla disse:

      Eu tbm realmente a rotina nos engole de forma voraz, problemas de família relacionamento, trabalho. Esquecemos de olhar o aquele ser tão puto e recheado de emoções benéficas q nos faz tão bem. A troca, o olhar o toque são primordias p desenvolver habilidades emocionais e psicológicas. Esquecemos de fato de q um dia fomos crianças e nos deixamos tomar por esse turbilhão de energias ruins. Como é difícil fazer o movimento contrário mas temos de nós esforçamos pois nossos filhos são nosso bem mais precioso nessa vida

      Curtido por 1 pessoa

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