Amor e Fé! O Renascimento!

Me chamo Karina Almeida de Jesus, tenho 26 anos, mãe do Marcelo Henrique  (11 anos), Maria Eduarda (in memorian) e estou esperando a pequena Ana Laura.
Há 3 anos tivemos o prazer de receber em nossas vidas a pequena Maria Eduarda, uma gravidez tão esperada por nós, eu fazia o pré-natal corretamente, foi uma gravidez com algumas dificuldade, tive vários sangramentos, tomei por muitos meses remédios para segurar o bebê, mas o médico sempre dizia que ela estava perfeita, fiz todos os exames necessários que ele solicitava.
Enfim, passaram 36 semanas e ela nasceu de cesárea, aparentemente normal, pesava 3.435 kg, 48 cm, mas uma coisa nos chamou a atenção, quando eu estava gestante tive muitas manchas pelo corpo e ela nasceu com algumas feridinhas pelo corpo. Recebemos alta normal, estava tudo perfeito, com 7 dias levei ela ao pediatra que fez os testes nela e disse que estava tudo tranquilo. Com 15 dias levei ela a um novo pediatra pois as feridinhas não secavam, ele disse que ela tinha a língua presa e que era dengosa(sim acreditem ele falou isso).
Passado uma semana levamos ela novamente em outro pediatra, pois o umbigo dela tinha ficado saltado, ele então mandou que cauterizássemos, fizemos tudo que eles pediam.
Ela suava constantemente, eu sempre dizia isso aos médicos e eles diziam ser normal.
Passado 34 dias do nascimento dela, numa segunda-feira 13/08 minha cunhada foi trocar ela e viu que a coxa dela estava muito inchada e o bracinho dela. Eu tinha visto no mesmo dia que ela não respondia aos movimentos, então fomos ao Pronto Socorro onde fomos muito bem atendidos por um médico que possuía um conhecimento mais amplo,quando ele tirou a roupa dela ele já me disse:-Mãe, sua filha tem uma deficiência óssea, as perninhas são arqueadas como de alicate, mas ela pode fazer uma cirurgia para ajudar a amenizar isso, até então não era o fim. Minha sogra estava junto e pediu a ele que fizesse um raio-x porque ela sentia que a Duda era diferente, ele então solicitou o exame,fizemos e veio o diagnóstico que nunca esperávamos, ela possuía 3 fraturas pelo corpo: fêmur,clavícula e antebraço direito.
Rapidamente vieram os médicos, enfermeiros falando: vocês derrubaram ela, bateram, quem cuida. E o médico que atendeu ela disse: Não, os pais não fizeram nada ela têm OSTEOGÊNESE IMPERFEITA(OSSOS DE VIDRO)!!
Não entendiamos o que havia acontecido, não conhecíamos a doença, mas sabíamos que era muito sério. A Duda ficou internada no pronto-atendimento esperando uma vaga no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, pois os médicos diziam que ela precisava ser avaliada por um ortopedista que era especialista nessa doença.Na terça-feira, pela manhã, fomos encaminhados ao hospital, chegando lá, engessaram ela e fomos pro quarto.Ficamos ali uma semana, onde o médico passou 3 vezes para avaliar ela, sempre dando remédios para dor e nada fazia efeito, as enfermeiras e técnicas cuidavam muito bem dela, mas tinham experiência com esse tipo de crianças, rasparam a cabecinha dela para fazerem a medicação, ela sofreu várias fraturas neste hospital. Eu cansada de ver tudo isso pedi que liberassem ela pra eu cuidar em casa, pois desde o dia que descobrimos a doença eu não dormia pesquisando sobre a doença,fiz várias amizades nas redes sociais e isso nos ajudou em tudo.
O médico liberou ela para ir para casa, fiz o contato com uma amiga do Rio de Janeiro que trabalha numa ONG que apoia as pessoas que possuem essa doença, ela me passou o contato de uma endocrinologista do Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba, ligamos para a Dra. Juliene que nos atendeu muito bem, se disponibilizando a cuidar da Duda. Ela conseguiu uma vaga para levarmos a Duda para lá.Voltei ao Hospital Municipal para pedir o internamento dela para levarmos ela pelo SUS para fazermos o tratamento lá (esqueci de contar, o ortopedista disse que estava indo viajar para Curitiba e ia conseguir uma vaga pra Duda lá,estamos esperando até hoje),eles aceitaram internar ela,estava tudo certo na central de leitos para o recebimento dela em Curitiba, no sábado, de ambulância fomos a capital.
Chegamos lá estavam nos esperando, como era madrugada nada foi feito,no outro dia era domingo. Na segunda, o médico que veio avaliar ela era infectologista e juntamente com a endocrinologista solicitaram que ela colocasse um cateter totalmente implantado.
Então ela foi para o centro cirúrgico com todos os cuidados pela fragilidade, demoram muitas horas e ela voltou da cirurgia e não deu certo o cateter totalmente implantado. Então, colocaram um provisório.O estado de saúde dela começou a piorar não entendiamos o que acontecia, pois os órgãos dela não reagiam e ela não começava o tratamento com o remédio Pamidronato, cada dia era uma perda que vivianos, ela estava na UTI e aquela criança que tínhamos ia morrendo aos poucos. Eram exames e mais exames, todo cuidado, todo amor que aquela equipe cuidava, eu e meu esposo deixamos tudo para estar com ela, dávamos amor,carinho e ela nos respondia com o olhar. Certo dia, a médica me chamou e disse:- Mãe, você fez tudo que podia mas as coisas estão nas mãos de Deus, perdi o chão, cai, não sentia meu corpo, mas ela estava ali ainda tinha vida e eu estava com ela.
Ela foi morrendo aos poucos, foi entubada, fez diálise, tomava muita adrenalina, o coraçãozinho não aguentava mais,mas ela estava forte e firme ali.Primeiro veio a morte cerebral num sábado e os médicos diziam que quando o coração dela chegasse a 50 batimentos ela não aguentaria, e ali ela estava chegou aos 50 e ela vivendo por amor a nós. Então, foi onde eu e meu esposo sentamos e conversamos que o nosso amor era além de tudo e que precisávamos que ela não pensasse em nós, sentamos ao ladinho dela e falamos:- Filha te amamos e não queremos que sofra por nós filha, entregamos você a Deus que nos deu um presente tão lindo e ela falava conosco pelo olhar, era incrível.
Fomos embora do hospital e ela ficou com a minha mãe e minha tia onde cantaram pra ela, conversaram com ela e ela dormiu como um anjo.
Foram 2 meses com ela e aprendemos tanto, mas o amor, a superação, a força de vontade que ela nos passava hoje nos deixou vivos e a misericórdia de Deus nos deu uma nova vida!!!
Passado 3 anos hoje estou grávida de uma menina e vivemos um dia de cada vez!!!
Um abraço a todos e estamos disponíveis para falarmos desse amor!
Agradecemos a Página do Luto a Luta, por nos permitir a contar nossa história e sermos ministrados através de outros relatos.
Depoimento enviado pela mãe Karina Almeida
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