Percorrendo o caminho da perda

Do Luto à Luta: Percorrendo o caminho da perda gestacional.

Sabemos do abismo que exite entre sentimentos e palavras. Não é nada fácil nomear as sensações avassaladoras do luto. Imaginem, então, do luto relacionado à perda de um filho!!

Como explicar a falta de tato de uma equipe despreparada para atender uma mãe prestes a fazer um procedimento de extração do seu bebê?
Como expressar a dor de ver outras mães felizes na sala de espera com suas grandes barrigas, ao som de choros de bebês recém nascidos e em um ambiente que proclama a vida?
Como contar que o caminho rumo à partida foi percorrido numa sala fria e solitária, sem a companhia de quem mais precisamos?
Como é que se traduz a sensação de acordar num ambiente estéril, sem nenhum sinal de que seu filho passou por ali, e sem ao menos poder se despedir?
Como definir o sentimento de ser parabenizada por engano por pessoas da equipe hospitalar que não se atentaram ao fato de que você acabou de perder o seu filho?
Como colocar em palavras o coração dilacerado que chora desolado pelo amor que deverá ficar pra sempre guardado no mais íntimo da nossa alma?
Eu lhes pergunto, como?
Como podemos lutar quando tudo parece não fazer mais sentido?
Como levantar quando tudo parece estar perdido?

Nós tentamos traduzir em imagens.

E é com lágrimas nos olhos de tanta emoção e com o coração cheio de esperanças, que apresentamos hoje o vídeo do projeto fotográfico em parceria entre a Carol Valério Fotografias, o projeto Temos que falar sobre isso e o Do Luto à Luta: Apoio à perda gestacional que conta em primeira pessoa a história de superação da fundadora Larissa Rocha frente a sua experiência com a perda gestacional e à luta por um maior cuidado e sensibilidade com esses casos!

Compartilhando histórias, reconhecendo-se no outro, oferecendo um ombro amigo, dando as mãos, acolhendo de braços abertos outras famílias, respeitando o sofrimento e sensibilizando a sociedade: é assim que a Larissa percorre o seu caminho do luto à luta!

Juntas somos mais fortes!

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1 comentário Adicione o seu

  1. Mariza Souza disse:

    Boa pergunta, cadê a humanização? Perece que nas maternidades se esquecem de preparar os profissionais para lidarem com alguns tipos de fatalidades…
    Passei meu último dia das mães (14/05/17) em um centro cirúrgico dizendo adeus ao meu sonho…

    Curtir

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