Cintia Ribeiro Santos

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A Cintia é Colaboradora do Temos que falar sobre isso, ela é Enfermeira Obstetra no Hospital Sofia Feldman e tem uma coluna mensal aqui no blog.

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Minha paixão com o Aleitamento Materno começou na graduação onde tive a oportunidade de conhecer a importância e os benefícios da amamentação para o binômio mãe e filho. Iniciei meu estágio curricular em um centro de saúde na cidade de Lagoa Santa acompanhando as consultas de pós-parto e observando às orientações dadas as mães sobre o Aleitamento Materno. Ouvi muitas vezes a frase: “criança que mama no peito cresce saudável”, observei também que algumas mães não acreditavam em seu potencial de amamentar e ofereciam mamadeira com outros leites, apesar de muitas delas receberem orientações em grupos de gestante sobre a importância da amamentação.

Quando terminei minha graduação fiz uma especialização em Enfermagem Obstétrica e percebi que trabalhar com a saúde da criança e da Mulher era o que de fato me encantava, fui estreitando os laços e cada vez mais estava envolvida com o Aleitamento Materno, trabalho em uma maternidade Sofia Feldman em Belo Horizonte que é referência Nacional e Internacional em um modelo assistencial e humanizado.

Minha experiência se concluiu quando em Fevereiro de 2012 eu tive meu primeiro filho, Eduardo, naquele momento percebi que a teoria que eu tinha não me ajudou muito frente às dificuldades encontradas em um momento onde tudo é novo. Tive muitos problemas relacionados à amamentação como fissura, dor, engurgitamento mamário e obstrução de ductos. Então bateu aquele desespero, o que fazer?

Minha sogra preocupada com meu filho que estava com fome, uma colega que sugere oferecer fórmula para acalmar o bebê, o marido que se prontifica a fazer o que você quiser até sair para comprar uma mamadeira e a fórmula se precisar.

E eu fiquei tão angustiada e tive medo de não conseguir amamentar, quando começou a apojadura eu chorava de um lado e meu filho do outro, eu com a mama toda edemaciada e engurgitada e ele querendo mamar. Imediatamente eu procurei ajuda de uma amiga enfermeira obstetra que me acolheu e me ajudou. Neste momento eu deixava de ser enfermeira obstetra para ser mãe.

Quando o Eduardo tinha um ano e cinco meses nasceu minha filha Ana Flávia, com ela foi diferente eu já tinha a experiência prática adquirida. A pega, o posicionamento e as mamas engurgitadas já não eram novidades e eu estava preparada para vivenciar este novo momento na minha vida.

Amamentar não é fácil como parece, a mulher precisa estar bem emocionalmente, precisa de apoio familiar e apoio de profissionais de saúde. Mulheres que passam por situações como a minha precisam ser fortalecidas quanto ao seu potencial de amamentar. A família precisa estar inserida no contexto, o pai tem papel fundamental para apoiar e ajudar a mulher na amamentação.

Tenho muito orgulho em dizer que meus dois filhos mamaram exclusivamente até os seis meses como preconiza a organização Mundial de Saúde (OMS) e após, até um ano de idade.

Eu fui doadora de Leite Humano e pude ajudar a salvar a vida dos bebês internados no CTI.

Hoje sou uma profissional realizada e engajada na luta pelas ações de incentivo e promoção do Aleitamento Materno, além de exercer minhas atividades com muito amor, percebo a importância de oferecer apoio à mulher, à família e de resgatar a cultura da Amamentação que por muitas vezes se perde frente a outros valores.

Cintia Ribeiro Santos

Enfermeira Obstetra Hospital Sofia Feldman

Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança pelo Ministério da saúde.

cintiaribeiro4@hotmail.com

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3 comentários Adicione o seu

  1. Minha experiência com a amamentação foi o que salvou minha vida. Por complicações no parto, minha mãe faleceu. Eu nasci então com alguns problemas de saúde, fraco, magro, cabeçudo, os médicos achavam que ia ser difícil que eu pudesse sobreviver, tinham perdido a esperança. “Tadinho vai morrer” Quarta agora, 24 de fevereiro vou fazer 52 anos, e estou aqui contando te presenteando com a minha historia, por gente como você Cintia,hoje eu posso contá-la… Sempre agradeço a aquelas mães que me doaram o seu leite, que me abraçaram contra o peito e me alimentaram e não somente de leite, também de amor e de esperança. “Nem só de pão viverá o homem” vivemos também de esperança, de amor, amor que podemos manifestar-lo de várias formas e em várias linguagens. A amamentação é apenas uma linguagem, um código do amor. Todos temos uma historia para contar, eu tenho a minha e a amamentação faz parte dela. Eu fui receptor de mães doadoras. A gente pensa… Se essas mulheres não me tivessem pego ou pegado, provavelmente eu não teria sobrevivido. Somos tão frágeis.
    É isso, fui receptor de leite de mães que doaram.
    Obrigado.

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  2. Margareth disse:

    A Cintia é incrível! Me ajudou muito no Sofia e o apoio dela foi fundamental para que eu pudesse amamentar, mesmo com todos os problemas.
    Muito obrigada!

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    1. Cintia Ribeiro disse:

      Obrigada, Margareth pelo carinho! Cintia Ribeiro

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