Não ser mãe

Por Cláudia Rodrigues – 24 Junho 2015


Sobre o direito de não ser mãe

O direito de ser mãe está assegurado: biologicamente natural, com ajuda da medicina ou por meio de adoção. O direito de não ser mãe, teoricamente está assegurado, mas na prática é historicamente vinculado a discriminações mais ou menos intensas e muito mal compreendidas. A mulher que deseja não ter filhos é vista socialmente de modo estranho, suscita curiosidade sobre seus motivos, principalmente se mantém relação afetiva com um homem. Sobra aí também para o homem e supostamente um dos dois deve ter problemas. É assim, resolver não ter filhos é visto como um problema, para começar. A mulher que um dia desejou ter filhos e eventualmente não os teve, por N motivos, é considerada infeliz, uma coitada, especialmente se não é uma santa dedicada aos sobrinhos. Curioso que se espere de uma mulher que não teve filhos que cuide de crianças como obrigação ou uma espécie de pagamento de cotas afetivas. Comum que a cunhada, a irmã, a vizinha digam frases como: “você que não faz nada, podia ficar com meus filhos no domingo, né?” Mulheres que não têm filhos, mas estudam educação e amam crianças, são facilmente excluídas de grupos que discutem educação, afinal, elas não entendem do riscado porque não vivem na prática o que é ser mãe. “ah você fala isso porque não sabe o que é ser mãe na prática” ou “queria ver se você fosse mãe.” São ameaças, explícitas ou veladas. O Dia das Mães, criado pela Nacional Socialista na Alemanha nazista, perseguiu um objetivo que ainda hoje assombra tanto as mulheres mães, quanto as que não são mães. Criou-se uma aura perpétua de que a felicidade plena de uma mulher só se realiza com a maternidade. Essa é a parte leve, a mais pesada diz respeito a toda uma semântica aplicada às não-mães de mais idade, aquelas que já não poderiam, mesmo se quisessem, ser mães devido à menopausa. “ Fulana é seca, nunca teve filhos”, “Beltrana murchou, secou porque não teve filhos”, Cicrana é assim azeda e recalcada porque não foi mãe”. São frases que muitas brasileiras crescem a ouvir sobre suas tias, madrinhas, amigas da família que não foram mães. São frases cruéis que meninas de pouca idade ouvem. O que será que isso cria nelas? ”Não tive sorte” é uma frase vinda das não-mães que a sociedade adora ouvir, é um pedido de perdão por não ter chegado às alturas, ao máximo do seu ser como mulher. Ser mãe é visto como um troféu, o primeiro troféu após o casamento. Ainda hoje se espera que um jovem par recém-casado apresente seus planos de criar família e a pressão é grande para os dois lados, mas parece pesar mais sobre a mulher, afinal não se diz do homem que ele é seco por não querer ser pai, nem que é egoísta e muito menos que não está completo como homem, que não será plenamente realizado se evitar a paternidade. É bem verdade que o homem não tem um prazo biológico definido para a paternidade, isso poderia ser uma desculpa, mas a adoção é igual para ambos, isso derruba a premissa biológica, afinal qualquer pessoa pode, por adoção, ser mãe ou pai em qualquer fase da vida. E sim, alguns homens reclamam de serem chamados de gays por não terem filhos, sofrem gozações dos amigos no estilo “você só tem o esperma, não tem o zóide, não marca ponto, não faz o gol.”

”Por enquanto, não” respondem as mais ousadas e sobrará ainda um desconforto no ar ou alguma pressão sobre o tempo biológico. Poucas são as mulheres que assumem não querer ter filhos, devido ao peso cultural e moralista, para não dizer fascista e machista, que recai sobre elas. Optar por não ser mãe é ligado imediatamente a não gostar de crianças, logo isso seria uma opção por ser má ou pelo menos egoísta. Risível, se não fosse trágico. Em primeiro lugar porque não querer conviver longos anos com crianças, tendo a responsabilidade de educar, não é necessariamente não gostar de crianças. E sim, pessoas que não gostam de estar perto de crianças existem, inclusive existem mães que não gostam de estar perto de crianças, talvez porque não se deram o direito, a oportunidade mental de pensar sobre isso antes de caírem no conto nazista de que a realização feminina só é completa com a maternidade. Tiveram os filhos, mas depois deles acham a vida perto de crianças um inferno, não querem cuidar, lamentam-se até pelo dinheiro investido, vivem infelizes sonhando com as viagens que fariam se não tivessem que pagar tantas babás, transportes, escolas e um final do dia sempre igual a correr entre tarefas de ninar, embalar, ler para dormir, jogar tabuleiro, estar em casa na maior parte do tempo excedente. Sentem-se sufocadas pelo convívio diário por anos a fio, os melhores anos de suas vidas adultas, precisando ser compartilhados com crianças e suas altas necessidades. O prazer em tudo isso é opcional ou deveria ser. Decidir ser mãe, encarar gestação, parto, aleitamento, educação de crianças é mais difícil de pesar na balança sem os argumentos verdadeiros das que escolheram não ser mães, mas como elas não podem colaborar, multiplicam-se as mães sociais, as mães culturais, aquelas que enxergam a maternidade com lentes cor-de-rosa, ora como saída para eventual transtorno de trabalho ou solução de problemas no casamento, ora como escape de crise existencial mais complexa. Mais do que na hora de abrir a roda que inclua mulheres mães e não-mães, mulheres que amam ser mães, mulheres que se viram com a maternidade sem maiores anseios, mulheres que vivem pequenos, médios ou grandes conflitos com a maternidade, mulheres que temem ser mães, mulheres que são convictas de que não nasceram para ser mães e mulheres que assumem suas dúvidas sobre ser ou não mães e precisam falar mais sobre isso. Não-maternidade consciente é tão ou mais importante do que maternidade-consciente. Por favor, queridas parceiras pela não-maternidade consciente, saiam dos armários, o mundo precisa de vocês.


Cláudia Rodrigues é jornalista, terapeuta reichiana (Wilhelm Reich), ministra oficinas sobre parto, maternidade e educação. É autora de “O Lado Esquerdo da Borboleta Amarela” – Editora Céu e Terra, 1998 e Bebês de Mamães mais que Perfeitas – Centauro Editora, 2008. É mãe de dois adultos e uma adolescente e tem certeza que nasceu para ser feliz o bastante, independentemente da escolha consciente pela maternidade. Cláudia também faz o blog Buena Leche.

15 comentários Adicione o seu

  1. adriana disse:

    ta certissimo, cada um escolhe o que quer para sua vida, ninguem é obrigado a nada! tem que haver respeito dos dois lados.

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  2. Agatha disse:

    Posso ser honesta ?!
    Vamos aos fatos- se você é uma pessoa bem-resolvida, casada ou não, que decide ter filhos biológicos, ou adotar por que você realmente quis, o fato do seu vizinho não querer procriar em tese não afeta seu estilo de vida em nada. Ou melhor até afeta positivamente- matematicamente falando- um ser humano a menos para produzir lixo e consumir recursos naturais.
    A impressão que tenho é que as mulheres ainda não acordaram pra uma triste realidade da vida- não é possível ter tudo ao mesmo tempo, o tempo todo. A não ser que você não ligue de ser mega estressada e não ter tempo pra você. São escolhas.

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  3. ana claudia disse:

    Obrigada por um texto que aborda a realidade daquelas que “ousam” nao serem maes!

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  4. Angelica disse:

    Texto maravilhoso! Precisamos acabar com essa cultura patriarcal que nos obriga a ser mae e nao respeita a nossa escolha quando nao somos.

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  5. Brigitte Nakama disse:

    Vim pesquisar o tema,pois alerto a minha filha de 15 anos , a refletir com profundidade ,pois nāo desejo ser vovó Num mundo como o de hoje mal conseguindo cuidar de mim mesma de uma filha que nāo me da trabalho nenhum …Por outro lado enfrento junto com minha querida filha a mentalidade inflexivel do pai e do irmāo de 17anos,realmente gostam de jogar toda carga nas costas da māe quando existem “problemas”…lembrando da famosa frase de Oscar Wilde (foi gay declarado no inicio de1900) “A pior tirania do mundo ……….[.deixarei pra voces pesquisarem ok[sou escritora,numerologa] Nāo vejo hora de voltar definitivamente pra casa (casa=Brasil)…….

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  6. Bia disse:

    Adorei o texto! Fala tanta verdade… acontece que estou a chegar à barreira dos 30 e já começo a sofrer a pressão do “tens de casar e ter filhos…se deixas passar muito tempo vai ser mais difícil…” E quando eu digo que a minha preocupação é ter um emprego estável e ser independente é a minha prioridade…e que filhos se vierem é por acréscimo. Não suporto ouvir crianças aos gritos e a guinchar, incomoda-me mesmo! Não tenho paciência para aturar crianças…só não me incomodam muito aquelas crianças mais calmas, que não chateiam… ora, vendo as noticias que surgem quase diariamente de mães que matam e maltratam os filhos e sabe-se lá mais o quê, eu questiono-me “não seria melhor se esta mulher não tivesse tido filhos? é isto que acontece quando se pressiona uma mulher a ter filhos? Não será isto culpa de uma sociedade egoísta que acha que a mulher é obrigada a ter filhos para agradar?” … depois quando casos destes acontecem criticam e amaldiçoam esta “mãe” pelo que fez…Existem ainda aqueles casos em que se tem filhos mas não abdica da carreira, em casos desses critica-se porque se teve filhos e não lhe dão atenção e critica-se porque não teve porque não abdicou da carreira. Isso assim fica difícil!
    Nem toda a mulher está preparada para ser mãe nem tem vocação para isso e muita gente ofende-se com tal afirmação… eu não me sinto preparada para tal passo e não me acho nenhuma “aberração”

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  7. Eu não sou mãe.Por opção. Por convicção.Eu e meu marido,dezenove anos atrás só começamos a namorar porque os dois não queriam filhos de jeito nenhum!Não me dobrei ao apelo familiar e social,à obrigação de ser mãe só para ser bem vista pela sociedade.Minhas escolhas tem a ver comigo e não me importo se A ,B ou C acham isso ou aquilo. Vivo a minha vida feliz e realizada e em nenhum momento tive um segundo de dúvida ou “recaída”,ao contrário,vejo que foi a melhor coisa que fiz,pra mim e por mim.Os outros? Eles não sabem nada da minha vida e isso pra mim já é um argumento forte. Não faço parte do rebanho.Digo isso com orgulho.E alegria!!!!

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  8. Cris disse:

    Vixi, agora que minhas amigas e parentes estão tendo filhos aos monte e/ou casando e certamente terão filhos em breve (minha timeline tá parecendo uma maternidade), a pressão só tem aumentando mais e mais.
    Pra piorar, sou filha única, trabalho com casamento e com aniversário infantil, estou prestes a fazer mamoplastia mamária (redução dos seios que pode dar problema na amamentação) e tenho 4 animais de estimação.

    Então, só me f*****

    Meu pai faz questão de ser avô e eu sou a única opção.
    Meu trabalho – que é um trabalho que bem feito só pode ser feito por quem tem vocação – gera um monte de perguntas, como se o fato de eu gostar de festas familiares não fosse compatível com o fato que sou solteira por opção.
    A cirurgia está deixando todos de cabelo em pé porque “e se vc mudar de ideia depois e não puder amamentar o bebê?” Ora, essa: fórmula, colostro, bombinha, banco de leite, ama de leite… existem mil opções de solução e, além disso, não são todos os casos que a mãe fica impossibilitada de amamentar.
    E, tanto eu como minha prima mais velha (que casou há 5 anos) por termos animais de estimação ouvimos a velha ladainha que “ela não deve poder engravidar, por isso substitui a maternidade por animais”. Nem passa pela cabeça dessas pessoas que eu tenho animais porque gosto DE ANIMAIS, e não por carência.

    HAJA PACIÊNCIA!

    To cansada de ver por aí mães e pais que jamais deveriam ter procriado!!! Eu não vou cometer o mesmo erro.

    Não excluo a possibilidade completamente, mas SE eu casar e SE eu tiver filhos, será só quando eu me sentir 100% segura e preparada pra isso, o que também inclui fatores financeiros. Não quero botar criança no mundo pra ter uma infância triste, dificultosa e desconfortável. E SE eu não vier a ter filhos, não vou me preocupar, nem ficar o resto da vida me lamentando por isso… Há muita coisa nesse mundo pra fazer além de ter filhos.

    Esse preconceito de quem tem filhos x quem não tem filhos tenho sentido na pele. Meus primos que tiveram filhos nos últimos 5 anos vem me afastando com uma atitude que dá a entender que sou menos madura que eles porque não casei, nem tive filhos. Quando nos encontramos tem uma atitude condescendente como se eu tivesse retardo mental, que me irrita profundamente. Mas eu também aposto que há nisso uma boa dose de inveja da liberdade e da infinidade de possibilidades que eu tenho e eles não tem mais. E vou pra onde quero, quando e como quero, sem ter que dar mil satisfações, sem estar presa a uma coleira eterna.

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  9. Ana disse:

    Loucura isso, né? Nunca quis ter filhos. Apesar de não querer, sempre pensei muito sobre o assunto, como isso me afetaria, etc. Foi uma decisão bem pensada. E meu marido também pensa da mesma forma. Somos muito felizes. E adoramos crianças, volta e meia estou cuidando dos sobrinhos. Não por imposição, mas porque AMO. Faço questão, é fascinante observá-los .Delícia demais. Mas me conheço bastante e sei que não seria boa mãe (na minha concepção de boa mãe). Sou feliz com esta decisão. Mas adoro quando amigas ficam grávidas. Dou até dicas, rs. Neste quesito da minha vida me sinto tão equilibrada. E fico bem orgulhosa de mim. Bjos!!!!!!

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  10. Lia Domingues disse:

    Já escutei que eu não podia falar sobre educação de crianças porque não tinha filhos (então só pode ser professora quem tem filho? menas!), que eu devia detestar criança (não, não detesto, só não quis ter filho), que eu tenho mais tempo para fazer trabalho manual porque não tenho filho (e as mães crafteiras? oras), por aí afora.

    Já passei até por ginecologista que achou que eu estava lá para engravidar e ficou melindrado quando eu disse que não queria filho. (Como você não quer? É uma benção! Não, Dr., só quero um exame e pronto, nunca mais voltei no cara.)

    É simples: não, não quisemos.
    Eu e marido optamos por não ter filhos e foi algo que sempre compartilhamos.
    Não tenho como sentir falta de algo que eu nunca quis.
    E apesar da pressão e da criação feminina ser voltada para a maternidade, essa é uma opção, não uma obrigação.

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  11. Paula Barros disse:

    Eu queria muito entender, pq MINHA DECISÃO de nao ser mae, incomoda tanto as pessoas.
    Pq q a regra TEM de ser igual para todos.
    Vc quer ser mae, ótimo. Legal. Vai la e tenha qtos quiser…
    Mas nao reclame! Se complete, bobona…tem um preço bem alto…e EU nao quero pagar.
    Ta feliz? Ótimo!!! Se forem educados e derem gente, vou agradecer existirem pessoas que valem a pena…
    Saiu um candidato a marginal…eu pagarei esse onus em alguma açao feita contra minha pessoa….
    Mas é o preço que se paga ao vir paracesse mundo!
    No fundo, la no fundinho…qdo assumimos a nossa escolha: elas morrem de inveja de nao terem feito o mesmo!
    Ninguem nunca vai assumir isso…mas que é o que gostariam…ah isso é…
    Mtas q me condenam, têm sua prole, têm a responsabilidade de ter q correr atras do pimpolho…olham p o pai com o olhar tipo vc nao se toca q eu preciso de ajuda, q eu nao aguento mais…. Que o bichinho nao vem com botao de liga e desliga…. E eu me questiono: pq q eu tenho q querer isso p minha vida. Obrigada, mas eu passo!!!
    Durmo ate a hora que eu quero, vou aonde quero, ou nao vou aonde nao quero…Compro o q eu quiser…viajo qdo e se quiser…eu e meu marido escolhemos isso…e nao adianta olhar e perguntar : e qdo ficarem velhos? SE fucarmos velhinhos, cuidaremos um do outro ate onde der…e vms para um asilo…ué? Filho nao é garantia nenhuma de cuidados na velhice…e egoísmo e vc esperar isso dele, pois vc o teve pq quis, ou para ter essa responsabilidade? Quem aqui é o/a egoísta?

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    1. Paula, a sua decisão de não querer ser mãe não deveria incomodar a ninguém, pois diz respeito somente à você mesma. Acho ótimo ver que existem mulheres bem resolvidas e que decidem o que querem para suas vidas baseadas no que acreditam, nos seus valores e no que é melhor para si. Porém, não acho que uma mulher que tenha filhos tenha que lá no fundinho ter inveja de quem não o fez. Temos que respeitar os dois lados, sem julgamentos. Quem sabe o que quer, não tem inveja de outra pessoa que escolheu um caminho diferente ao seu. E não acho que é egoísta nem a mulher que decidiu ter filhos, nem a que optou por não tê-los. Um abraço!

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  12. Priscila Schafer disse:

    Eu nunca entendi como alguem pode se meter na vida das pessoas assim, do tipo “Voce tem que ser mãe” Eu não quero e não vou ser mãe. E acho que como sou bem bocuda nunca ngm me disse ou insinuou o que eu temho ou nao que fazer. Eu saí de casa com 16 anos pra viver minha vida e faço isso desde então. Não quero nada que me atrase, me irrite, gaste meu tempo ou dinheiro, por isso nao vou ter filhos. E quem quiser me achar egoísta, que ache, a opiniao de ngm vai pagar minhas contas, que por nao ter nada que drene meu dinheiro, sao muitas e pagas em dia. Eu lendo muitas opinioes por ai só consigo ver um motivo para parir: Ter quem cuide de vc na velhice. Eu ja tenho meu plano de previdencia. E se ter uma coisa que te sugue uma vida inteira pra cuidar de vc na velhice não é egoísmo, o que é entao? Fora que se fosse assim, nao existiriam centenas de idosos em asilos. Eu sigo com a minha vida maravilhosa, sem ter quem me prenda, sugue, gaste meu tempo, dinheiro, me prive e vivo muuuuito feliz!!

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    1. Priscila, cada pessoa é e deve ser livre para escolher ser ou não mãe. Acredito que devemos aceitar os dois lados, e não julgar quem quis ter filhos com uma simplificação de quem o faz é para ter alguém que o cuide na velhice tampouco dizer que quem não tem é egosísta. Tenho algumas amigas que não querem e provavelmente não serão mães, e eu sempre respeitei essa escolha delas, afinal a vida é delas e cada um deve fazer o que é melhor para si própria. Já eu sempre quis ser mãe e ouvi muitas críticas pesadas de uma amiga que não quer ser mãe, e eu acho que isso não leva a lugar nenhum pois o respeito tem que vir dos dois lados. Acho ótimo que as mulheres se empoderem de si mesmas para fazer as escolhas em sua vida com plena consciência, e para isso devemos respeitar todas as opiniões e suas complexidades. Um abraço!

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  13. Carla disse:

    Sinto na pele a discriminação por não querer ser mãe e assumir isto. Sendo profissional da educação infantil, volta e meia minha capacidade é questionada não pela minha habilidade para exercer o magistério, mas por assumir que não quero ter filho. As pessoas confundem não querer ser mãe com odiar crianças.
    Porém,é nas redes sociais que o preconceito explode com tudo. Basta expor esta escolha e logo vêm os insultos: “pena que sua mãe não pensou como você”,” amarga”,”mal amada/comida” são o mínimo que se vê. E,moderando uma página childfree para mulheres, os insultos se multiplicam exponencialmente.
    Pois que sigam. Eu é que não vou parir para atender aos anseios de uma sociedade enlouquecida pelo egocentrismo reprodutivo.

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